sábado, 15 de agosto de 2009

Arquiteta reinventa ferroviária (de Rio Grande)

Gabriela Costa de Castro (esq.), arquiteta formada em 2008 pela UFPel, ganhou menção honrosa por seu projeto "Parque Estação Urbana", apresentado no Concurso Nacional de Trabalhos Finais de Graduação em Arquitetura e Urbanismo Opera Prima.

O concurso Opera Prima, este ano em sua 21ª edição, deu o prêmio a 5 trabalhos e concedeu 20 menções honrosas. Os trabalhos recebidos foram 433, provenientes de 128 faculdades brasileiras. No site do concurso há um resumo de cada um dos 5 trabalhos premiados, e um breve parecer do júri para os 25 finalistas (4 dos quais foram gaúchos).

A cerimônia realizou-se há uma semana em São Paulo, segundo noticiado pelo Diário Popular (veja um resumo da notícia).

Segundo a matéria do jornal, o projeto de Gabriela reformula a antiga estação férrea de Rio Grande, que hoje serve para desfiles de carnaval e feiras de artesanato. Aproveitando os trilhos e outras estruturas, o trabalho da jovem profissional rio-grandina recria espaços - como a área verde - e faz do local um grande parque urbano, com traços de uma cidade industrial.

O trabalho de conclusão de curso foi orientado pelas professoras da UFPel Célia Helena Castro Gonsales e Jane Conceição de Lima Borghetti.

O parecer do júri para o trabalho de Gabriela diz:
A proposta reafirma a importância dos parques urbanos. Neste caso, a presença de elementos arquitetônicos [uma espécie de torre, com um mirante] constitui um sinal na paisagem da cidade e possibilita a exploração de perspectivas que abrangem a visão do alto.

A estação ferroviária de Rio Grande (foto 2, acima) foi inaugurada em 1884 e operou com linhas a Bagé; na década de 1980 o prédio ficou sem uso, pela presença do novo porto, distante do centro. Na década seguinte, todos os serviços foram interrompidos e em 2004 foram retirados os trilhos.

O pátio da estação (esq.) teve mais sorte que o de Pelotas, pois a prefeitura de Rio Grande tomou conta, aduzindo que o terreno era municipal. A informação é de Alfredo Rodrigues (no site Estações Ferroviárias do Brasil); ele prefere ver o espaço usado como sambódromo a que fosse invadido ou que ficasse como terreno baldio.

Pelotas e Rio Grande cresceram juntas, diferenciando-se em funções econômicas, e hoje enfrentam problemas parecidos, cuja solução também deverá ser pensada em conjunto.
Imagens: Marcus Maciel (1), Hélder Ribas (2) e Alfredo Rodrigues (3)

2 comentários:

Anônimo disse...

ótimo sentimento de regionalização para sustentabilidade, focada na qualidade de vida da população local! parabéns

Gabriel disse...

Mas o mínimo que eu espero é transformar o espaço em um museu. Do contrário, é só um prédio bonitinho na cidade.