quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bad Bitch, o filme

Bad Bitch é um curta-metragem pelotense que será lançado em breve na cidade. De acordo à divulgação, o filme foi realizado pelos amigos Felipe Tapia (direção e roteiro), Thaís Medeiros (diretora de arte), Gabriel Bender, Eduardo Bonatelli e Railane Mourão (veja nota).
O estilo do diretor nesta produção homenageia a estética exploitation (sensacionalista), o trash (descartável) e os filmes B (segunda classe), linhas que marcaram o cinema dos Estados Unidos no século XX.
A gíria norte-americana bad bitch poderia ser traduzida aproximadamente como periguete, mulher jovem que brinca com o perigo, por sua excessiva segurança em si mesma, agressividade, exibicionismo ou falta de noção de realidade.
Na história, as amigas Savanna (Amanda Coutinho), Diana (Ana Laura Paiva) e Cristina (Hirina Renner) decidem assaltar uma joalheria, mas a ousadia não sai como elas esperavam. A ideia recolhe detalhes de filmes como Pulp Fiction, de Quentin Tarantino (1994), e Um assaltante bem trapalhão, de Woody Allen (1969). Veja abaixo um teaser do filme.

POST DATA: 1 de maio 2012
A estreia do filme será esta quinta (3), no Cine Art de Pelotas, em duas sessões (20h e 20h40min), com entrada franca. Somente 120 lugares por sessão. Num sábado de junho o filme será mostrado novamente no cineclube Zero3.


7 comentários:

Anônimo disse...

Tudo em inglês.
Título, homenagens ...
Por que?

Francisco Antônio Vidal disse...

Os jovens olham para o exterior primeiro; um dia poderão ver nossas raízes e nossa cultura. Veja outro exemplo de Pelotas, o grupo "The Raves":
pelotascultural.blogspot.com.br/2009/06/grupo-pelotense-faz-indie-rock.html

Luciano -ZERØ- disse...

O cinema brasileiro é pouco estudado na UFPel, e a maioria das influências dos estudantes (eu incluso) vem do exterior. Não é preconceito, é simplesmente o que acabamos conhecendo melhor. Somado a isso o fato do cinema brasileiro estar limitado a 90% filmes de favela ou novelas de 2h, coisas que boa parte dos estudantes não consegue se identificar e não quer fazer, respectivamente, produzimos filmes em estilo hollywoodiano.

Anônimo disse...

Completando a minha intervenção acima, como anonimo,
espero que o apoio ou patrocínio da fabrica de bolachas,
a apologia xenofila, não tenha sido a partir de leis de incentivo à cultura
com renúncia fiscal.

Luciano -ZERØ- disse...

Em geral não contamos com leis de incentivo. Muita burocracia e nosso prazos são apertados. Os professores não vão esperar a gente arrecadar grana pra produzir o filme. Além do que, empresas só dão dinheiro se acham que o filme vai dar lucro, pois não querem estar associadas a um fracasso. Mas se consegue apoio local... e da fábrica de bolachas sempre vem em forma de bolachas... peguei nojo, nem consigo mais comer nada deles.
Eu concordo que o "americanismo" do filme é um pouco exagerado, mas no fim esse é um detalhe menor. E mais, se o público-alvo da produção é adolescente/jovem adulto, essa decisão estética é apropriada, porque infelizmente, quando se trata de cinema, vivemos numa cultura de domínio americano, e se você não der o que o público deseja, o público não vai assistir seu filme. Veja Tropa de Elite. O filme se passa no Brasil, mostra uma realidade bem brasileira, mas analisando a fundo, se vê que é um filme tipicamente americano.
No fim tudo se resume ao segunite: sem público, sem grana. E assim você faz filmes exclusivamente pra festivais, pra outros profissionais da área, o resto da vida e nunca vai se sustentar com seu trabalho.
É fácil criticar o "americanismo" quando não se tem noção da realidade brutal do nosso mercado de trabalho.

Francisco Antônio Vidal disse...

Além da ditadura do mercado e da tendência globalizadora, os inícios de um artista do terceiro mundo ocorre pela inspiração em exemplos de fora. Isso ocorre nas artes plásticas, no jornalismo, no cinema, na música clássica, na psicologia, nas ideologias políticas.

Ao longo da vida, o criador e o intelectual descobrem sua própria realidade e fazem sua contribuição a partir de seu próprio ambiente social e cultural. Isso se valorizar o nacionalismo, coisa que hoje em dia está em baixa.

Não significa que não possamos gostar de nosso povo e nossa cidade e pesquisar sobre nós mesmos. Por isso é que este blogue aposta em nossos escritores, músicos, pintores, cineastas. Eles são o pensamento e a inteligência de Pelotas.

Mas devemos respeitar a liberdade de criação, e não ironizar sobre tendências e gostos pessoais. Um será universalista, outro será bairrista, e mais um será xenófilo. E se ele tiver que seguir as frias leis do hipócrita mercado, apoiaremos sua primeira fase para logo estimulá-lo a crescer.

Anônimo disse...

A partir do que foi dito pelo Luciano e pelo Francisco teríamos muito para polemizar e ficaríamos
neste vai e vem de argumentos.
Mas gostaria ainda de dizer uma coisa.
Sempre há domínios e opressões, estes não são "privilégio" desta época.
Há alguns anos estivemos inclusive sobre o domínio de uma ditadura.
A arte foi censurada, temas foram proibidos além de coisas muito mais graves.
Assim, submeter a arte ao pasticho nos tempos atuais não se justifica na minha opinião.
Encerro sintetizando:
"Rock é muito bom, mas quando feito por ingleses e norte-americanos. O rock brasileiro é péssimo"