sábado, 26 de maio de 2012

Carruagens fúnebres em restauração


Em novembro passado, a jornalista Maíra Lessa reporteou para a RBS-Pelotas sobre carruagens fúnebres. Num depósito municipal, alunos e professoras do Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis (do Instituto de Ciências Humanas da UFPel) estudam duas delas, doadas à Prefeitura em 1989, tendo em vista um projeto maior de restauração de obras sacras, no valor de 700 mil reais. Em 2003, o projeto ainda estava emperrado em burocracias (v. notícia).

A informação acima já fora dada em agosto pelo Diário Popular (veja a notícia). Na época, a formanda Luciane dos Santos Machado desenvolvia o trabalho de conclusão de curso "A presença de iconografia maçônica nos ornatos das carruagens fúnebres de Pelotas", com a orientação da professora Luíza Fabiana Neitzke de Carvalho.

O tema fora pesquisado anteriormente por Fernanda Brauner Ferreira, na monografia da especialização em Patrimônio Cultural "Carruagens fúnebres: pensando a conservação de um patrimônio cultural pelotense" (UFPel, 2003), com orientação de Mario Osorio Magalhães (leia seu artigo de agosto de 2011 Carruagens e carros fúnebres).

As duas que restam na cidade são a Carruagem Nobre (preta, vinda do Rio de Janeiro em 1853) e a Carruagem dos Anjinhos (branca, trazida da Europa em 1861), ambas fotografadas por Paulo Rossi em agosto passado (acima).

Após ser desativado, o primeiro desses carros teve três reaparições: levando os restos mortais de D. Pedro I no Sesquicentenário da Independência (Porto Alegre, 1972), com os despojos do general Osório (Pelotas, 1993) e como figurante na minissérie de TV "Incidente em Antares" (Pelotas, 1994). Estas últimas informações sobre as duas carruagens encontram-se no Dicionário de História de Pelotas, de Loner, Gill e Magalhães (UFPel, 2010, p. 43-44).


Fotos: P. Rossi (1), blogue Satolepto's (2) e Nauro Jr (3)

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