sábado, 29 de dezembro de 2012

O palácio abandonado em pleno centro

Ex-sede do Banco do Brasil (1928-1972) pertence à Câmara, mas espera melhores dias
Hélio Freitag Jr. postou quinta (27) duas fotos do antigo prédio do Banco do Brasil em Pelotas, abandonado pelo poder público há pelo menos uns 15 anos, quando ali deixou de funcionar a Secretaria Municipal de Finanças.

Praça Coronel Pedro Osório 67
Segundo o relato histórico (clique para ler), a propriedade seria passada em 1972 à Câmara para que fosse a sede do Legislativo local, mas foi ocupada pela Prefeitura. Somente em 1997 ocorreu a efetiva posse, segundo consta em placa (dir.).

A imagem acima é, provavelmente, da década de 1990, quando ainda se encontrava na cúpula uma estrutura, a ponto de cair, que funcionava como cobertura do mirante da torre, e foi removida em 2003. O jornalista do Diário da Manhã propõe
que este patrimônio seja entregue restaurado aos pelotenses ainda em 2013. E que a Câmara de Vereadores, se não o ocupar, faça retornar à Prefeitura para que esta dê destino a ele.
A Câmara Municipal de Pelotas, que em seus 180 anos de existência até hoje não possui uma casa própria (veja histórico), não conseguiu o dinheiro e as licenças legais para restaurar este prédio, que a ela se destinava. Enquanto isso, aluga outro palacete que custa aos pelotenses 29 mil reais por mês (veja a nota Belo casarão restaurado).

Imagem maior:  em 2012, o prédio fechado e em progressiva deterioração.
Imagem menor:  fev. de 2003, quando da retirada da cúpula.  Onde estará hoje?
No mesmo espaço do Facebook de Hélio, o ex-vereador Otávio Martins Soares comentou ontem o seguinte:
Confesso que adoeço cada vez que olho o Prédio da Câmara de Vereadores se deteriorando e em completo abandono. Quando Presidente da Casa iniciamos uma negociação com o Banco do Brasil que iria restaurar o Prédio que um dia foi seu, tendo em vista que foi a Primeira Agência do Interior do Estado e a Trigésima Nona do País e ali instalar um Agência Vip no térreo da esquina, servindo os andares superiores para gabinetes e parte administrativa da Câmara. 
O custo seria zero, pois o Banco adiantaria o correspondente a 30 anos de aluguel, além de recursos que poderiam ser captados junto à Fundação Banco do Brasil e outros Programas governamentais. Juntamente com o Vereador José Sizenando, quando Presidente, desapropriamos e pagamos 2 imóveis pela Praça 7 de Julho. Além disso contratamos e pagamos um Escritório de Engenharia e Arquitetura que elaborou as plantas arquitetônica, sanitária e elétrica da Obra. Seguindo as normas que regem esse tipo de Prédio Histórico, seria construído um anexo de 4 andares moderníssimo revestido de vidro fumê, fotocromático, espelhado que refletiria a Imagem do nosso Mercado Público. Inclusive a execução da obra foi paga, pois o banco tinha um determinado tempo para que tudo fosse concretizado. 
Deixei de ser Vereador e vi o sonho acabar. Vibro agora com os novos Vereadores, como Marcos Ferreira que conhece o assunto e retoma a ideia. Senhores Edis, economizemos 30 mil mensais e tenhamos uma Câmara com um Prédio digno de nossa historia arquitetônica, antes que ele desabe.
Apesar das poucas referências visuais, esta foto é com certeza da década de 1930.
Fotos: H. Freitag Jr (1-2), F. A. Vidal (3), G. P. Almeida (4)

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