domingo, 30 de junho de 2013

Pra falar de tempo, na Semana de Pelotas


Priscila Costa Oliveira gradua-se este ano na Licenciatura em Artes Visuais na UFPel, com o projeto "Lugares: Onde a obra de arte encontra o mundo", com orientação da professora do Centro de Artes Helene Sacco.

Como parte do seu trabalho de conclusão de curso, ideou a exposição PRAFALARDETEMPO PRAFALARDEARTE, que durante a Semana de Pelotas (de 1 a 7 de julho), fica instalada das 9h às 18h, em diversos pontos da Praça Coronel Pedro Osório e das proximidades (foi anunciado até as 22h, mas a ideia é que dure até o anoitecer).

Priscila define sua proposta como um espaço expositivo contemporâneo móvel transparente, que ocupará lugares públicos como praças, praias, escolas e supermercados. Na semana de aniversário de Pelotas, circulará pelo centro da cidade.

Esse espaço será ocupado pela população em geral, que será convidada, através da mídia, a levar até o local objetos de tempo (relógios, lembranças, coisas que representem a vida e a passagem do tempo). Ao levarem as pessoas os seus objetos, cria-se uma rede de diálogo entre o público, a obra de arte, o espaço expositivo e o espaço ao redor.

Sexta (5-7) às 18h, haverá uma conversa no Centro de Artes (Alberto Rosa 62, 3º andar), complementando esta atividade. No encontro, a professora Angela Pohlmann falará sobre Tempo e a professora Helene Sacco, sobre Objeto.

A exposição nesta fase terminará junto com o Piquenique Cultural, ao anoitecer do domingo (7-7), que é o aniversário nº 201 da cidade de Pelotas. Acompanhe o blogue de Priscila.

Imagens: Facebook



sexta-feira, 28 de junho de 2013

2º Festival de Cultura Ambiental

Documentário que estreia sábado (29) na Praça Aratiba, do Balneário dos Prazeres
Este fim de semana realiza-se, ao ar livre, o 2º Festival de Cultura Ambiental do Barro Duro (v. Facebook), com o objetivo de congregar práticas ambientais do setor público e privado. O evento destaca três palestras com especialistas em biologia e dois documentários realizados em nossa região. Veja abaixo parte da programação.

O encontro é organizado por profissionais da área da ecologia desde 2012, quando nasceu dentro da Semana de Integração Ambiental (v. notícia), no mesmo lugar e na mesma época do ano (v. vídeo de Alceu Siegert sobre a primeira edição do evento).

Sexta 28 junho
18:30 Degustação do Caldo dos Prazeres (elaborado com produtos sem agrotóxicos)
19:00 Música com Marco Gottinari.
19:30 Música com Glória Majer.
20:10 "De volta ao presente: percepção e sustentabilidade", palestra com o biólogo Genebaldo Freire Dias (v. currículo).
20:50 Palestra com Neiff Olavo Gomes Satte Alam, Secretário de Qualidade Ambiental de Pelotas.
21:30 “Candiota Natural - Sociedade, cultura e ambiente”, documentário do Grupo Rastro Selvagem (v. blogue Candiota Natural).

Sábado 29 junho
10:00 Trilha Ecológica
11:00 Palestra com a bióloga Jaqueline Lessa Maciel, coordenadora do CEIA – Centro de Educação e Informação Ambiental, de Porto Alegre. Teatro de fantoches da Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre.
14:00 Partida de Rugby.
16:30 Apresentação musical com temas ambientais.

Domingo 30 junho
14:00 Festival de pandorgas.
15:30 Música tradicionalista.
16:00 Apresentações de música nativista com temas ambientais.
17:00 Shows: Coral SEST/SENAT. Grupo Renascer. DTG Caminhos da Tradição
17:40 Peça teatral “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, com Aline Maciel.

Atividades paralelas (sábado e domingo)
Exposição de Cultura Ambiental (projetos, trabalhos, tecnologia e arte). Exposição Fotográfica "Natureza Gaúcha" (SQA). Oficinas de educação ambiental. Bicicross infantil. Praça de Alimentação. Praça de brinquedos.

Reportagem de Camila Faraco sobre o documentário "Candiota Natural"

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Consolação, dormitório de almas e de arte

Nathanael visitou o Cemitério da Consolação, o mais antigo da cidade de São Paulo, criado em 1858, hoje uma cidade de monumentos no meio de uma imensa metrópole. O nome do bairro tem uma intensa relação de significados com a arte, a vida e os sepultamentos. 

Para os pelotenses, estas imagens e o poético texto nos remetem à arte tumular do cemitério São Francisco de Paula, fundado em 1855 (veja a postagem neste blogue No cemitério antigo, a arte da lembrança e do esquecimento).


Não faças a Esper...
Não deixes a vida te perguntar o que te espera

Não esperes que esperanças caibam em vasos

Deixa a memória da família descansar naquele espaço
Não por acaso ... o símbolo do que aniquila

Não faças questão de descansar naquele lado
Pois a vida só é vitória se for sentida com glória e louvor

Não faças ... então
Estamos aqui enquanto estivermos
E ponto final/finalizador

No dormitório afinal terás consolação


Arte sepulcral [do começo enfim]

A arte sempre manteve ligações profundas com a representação de carinho e lembrança, direcionada aos mortos.
Túmulos adornados, jazigos perpétuos abrigando anjos, estátuas e saudades desajustadas e mal choradas/chorosas.

Famílias tipográficas desenvolvidas para adornarem o nome dos seres queridos que partiram.
Todo cemitério é um pouco museu a céu aberto. Em qualquer cidade. Todo o dormitório, dos nossos mortos, merece adorno e afeição. Merece bronze e identificação. Merece um título e uma frase.

Imaculadas orações em céu ornamentado. Repito: ADORNOS, pois nós os adorávamos.
Repito arte, pois, nós os retratamos para nunca esquecermos de lembrá-los.

Ao caminharmos na morada final dos nossos mortos, vemos a presença do tempo, dos gostos e das fotografias e suas faces estampadas/gravadas em sepulcros. Nossos entes partiram, mas suas imagens estão lá com nome e epitáfio.

São nossos laços. É nossa memória enquanto comunidade e pessoas. São nossas saudades e intenções.

A arte sepulcral diferencia os enterrados. Carrega em si símbolos indicativos de quem ela representa. Pode ser pomposa ou singela e humilde.

E eis que procurei comparativos na Consolação. E eis que só encontrei arte representativa de uma sociedade simbólica.

Nathanael Anasttacio


Fotos: N. Anasttacio

quarta-feira, 26 de junho de 2013

No cemitério antigo, a arte da lembrança e do esquecimento


Nos cemitérios dormem corpos e almas que alguma vez habitaram a cidade. Para não esquecer seus mortos, as famílias construíram neles uma cidade separada do mundo, um limbo de transição entre o céu e a terra, dois universos vizinhos e sem entendimento.

A fundação desses dormitórios devia se localizar originalmente nos confins urbanos, simbolizando o fim-de-mundo, o fim dos tempos e o fim da vida.

Um século depois, a cidade dos vivos se espalhou tanto que a cidade dos finados parecia ter-se deslocado para o meio da vida moderna — uma ilha de vazios, de nadas já esquecidos, de perdas que o tempo terminou preenchendo... rodeada de fantasmas agitados, coloridos e narcisistas.

Todos viajantes em busca de si mesmos, soldados de guerras caóticas, sem ordem no espaço, nem início nem fim.

Como museus de lembranças e lamentos coletivos, os cemitérios antigos se transformaram em depósitos de arte ao ar livre: mausoléus, pórticos, vitrais, esculturas de anjos, cruzes em tamanho natural, epitáfios e epigramas poéticos.

Tudo para marcar os momentos de despedida e para jogar com a zona ambígua entre a desvinculação e a continuidade, lembrando as portas do Paraíso e do Inferno.


A arte tumular precisa dessa imobilidade trágica.

As flores murcham e ressurgem, e até mesmo as lágrimas são novas e diferentes em cada visita, mas os monumentos dos sepulcros não podem ser movidos, nem trocados nem revendidos, sob pena de que aqueles espíritos invocados ameacem vir com suas espadas apocalípticas para cobrar o lugar fixo de suas amarguras e maldições.

— V. cemitério e necrópole na Wikipédia.
— Conheça a pesquisa fotográfica  de Helena Schwonke e o trabalho de E. Figueiredo Alves, ambos feitos neste cemitério. 
— Leia neste blogue: Consolação, dormitório de almas e de arte.
— V. notícia de 2002 sobre vandalismo no cemitério.


Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, Av. Duque de Caxias nº 454, bairro Fragata. 
Fotos: F. A. Vidal


Pelota fará nova travessia dia 7 de julho


Uma pelota de couro confeccionada pelo Parque Gaúcho de Gramado encontra-se exposta no interior do Mercado Central até sexta 5 de julho, junto a um banner informativo (dir.). O sítio da Prefeitura divulgou fotos.

No domingo 7 de julho, às 15h, será promovida a segunda travessia da pelota, na Charqueada Boa Vista. A primeira foi há exatamente um ano, no dia do Bicentenário de Pelotas.

Em 2012, o objeto foi confeccionado no Parque Gaúcho, trazido a Pelotas, mostrado ao público na 20ª FENADOCE, logo no Calçadão da Sete de Setembro e, no dia dos 200 anos (sábado 7 de julho), cruzou o Arroio Pelotas. Sobre a pelota em exposição defronte ao Café Aquários, a reportagem do Diário Popular escreveu:
Muitos que passam pelo local não resistem à curiosidade e param para tocar ou apenas observar a peça. Ela chama a atenção principalmente pelo tamanho, pelos materiais utilizados e pelo cheiro do couro. A autêntica pelota vai ficar no Calçadão até 6 de julho, véspera do aniversário de 200 anos. No dia da grande comemoração, será utilizada em uma travessia sobre as águas do arroio Pelotas, o que deu origem ao nome da cidade (v. a matéria completa).
Aqui no blogue saíram as notas Pelotenses verão por primeira uma pelota em uso (dia 6) e Equipe reconstituiu aquarela de Debret (dia 9). A travessia de 2013 promete suscitar novas reportagens.
Fotos: Prefeitura de Pelotas

Em ritmo de decisão (crônica)

Futebol é o ópio do povo?

Bonito por natureza. Torcida pelo Brasil. Momento de decisão. De um lado, a Nike e seus milionários-de-chuteiras; de outro, a resistência ao pacote lacrimogêneo de Dilma e seus quarenta ministros. Abençoado por Deus, mas sob encosto de governos endiabrados. Verás que um filho teu não foge à rua.
A religião é o ópio do povo. Se não a fé, seguramente seus técnicos. No futebol, vitória, derrota ou empate. O jogo não tem culpa, mas a FIFA sim. No mercadão da bola, faturam redes de tevê, grifes internacionais, construtoras e bancos. Governos subservientes, com seus parasitas bem treinados também marcam golaços.
A torcida desligou a telinha. O futebol ainda não é o ódio do povo. Mas a galera começou a separar a diversão da manipulação. Pra escanteio, aquele rumor imbecilizado das torcidas “organizadas”. As brigas sem sentido, com explorados contra explorados. O adversário está bem à frente. Elite brasileira e seus capachos no poder político.
Gol contra, marcou o ‘governador’ que não se coça para o piso salarial dos professores. Narrou que os manifestantes seriam pagos, talvez numa operação cinematográfica da extrema-direita. Pisou na bola, imaginando alguma espécie de “bolsa-protesto”. Mas, a mobilização é libertária, gol de placa. No inverno, uma primavera-sem-árabes.
O Bananão acordou. A FIFA estaria pavimentando o “Carnavalzinho” do título? Bem provável, mas o desemprego na Espanha beira 30%. Em ritmo de decisão, torcida pelotense comemora o raiar da liberdade. Hoje à tarde (26/6), alegria, descontração e criatividade. Quinze centavos não bancam o ópio do povo.
Carlos Cogoy
Imagem: MOA

POST DATA
27-6-13
Tom Zé compôs esta semana a música "Povo novo" (ouça aqui).
Escute aqui o roque de Diogo Darkie "Chegou a hora".
Veja o programa Entre Nós que analisou os protestos de 20 de junho.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Duca Leindecker apresenta novo disco


O porto-alegrense Duca Leindecker reaparece em 2013 com o disco solo "Voz, violão e batucada". Se a dupla com Humberto Gessinger no grupo Pouca Vogal já soava como uma banda numerosa, aqui o músico sozinho parece uma orquestra de cordas, voz e percussão. Ele já começou uma turnê pelo Estado e na sexta 12 de julho tocará em Pelotas.

Informa a divulgação que o disco foi produzido entre Porto Alegre, Rio de Janeiro e Nova York, e as dez canções são inéditas. Podem ler-se aí duas indiretas para outra estrela gaúcha (veja nota) que acaba de lançar um álbum duplo com 32 músicas - nenhuma composição nova - e que gravou entre Buenos Aires, Porto Alegre e São Paulo.

A parceria com Humberto tem continuidade (ou sobrevivência) na música "Missão". A obra está em pré-venda na Stereophonica e o disco é enviado com autógrafo de Duca. A produção artística é de Álvaro Alencar e Duca Leindecker. O projeto já está citado na Wikipédia.

Créditos do vídeo "Iceberg" (acima), da produtora porto-alegrense Estação Filmes: Rene Goya Filho (direção) e Rafael Berlezi (direção de fotografia e montagem). Finalização: Céu Boa Nova.
Imagem: Facebook

POST DATA
13-7-13
Veja no blogue Satolep, Noite a completa crítica do show.

domingo, 23 de junho de 2013

Pelotenses se manifestam pelo Brasil

Na tarde fria, a multidão saiu da Praça, foi pela Osório até a Bento Gonçalves, e voltou pela Deodoro.
Esta quinta (20-6) a cidade parou para caminhar e gritar por um país melhor. Muitos vieram dos bairros ao centro e voltaram a pé. Temores de que a manifestação se dirigisse ao Legislativo ou ao Forum fizeram que as atividades todas paralisassem à tarde.

Na ida, ante a Escola Cel.Pedro Osório
Nem todos foram à passeata, mas havia 10 ou 12 mil pessoas, e de todos os segmentos, idades e causas. Isso em Pelotas significa uns 4% da população, o que se pode considerar muito para uma saída às ruas, numa tarde fria do meio da semana. Havia alguns perigos, mas as reivindicações eram tão importantes que mereciam o risco.

Não se podia dizer se o movimento pertencia aos moralistas, aos anarquistas, aos artistas, aos intelectuais, aos materialistas, aos humanistas... em 4% da cidade já cabe muita gente, de todas as cores e origens. Cidadãos protestaram em outras cidades da região, em outras regiões do Brasil e até mesmo em outros países houve manifestações de brasileiros.

As paredes são o Facebook dos pobres e dos rebeldes.
Quem tem mais recursos, sabe o que quer e como conseguir.
Não se viu violência nem partidarismos; até mesmo houve quem limpasse pichações (esq.), coisa insólita em protestos públicos, que se caracterizam pela liberdade de ação. Será isto coisa de cidade pequena? Ou de melhor educação?

As frases poderiam ser as mesmas dos cartazes, mas a intenção era conformar uma força grupal, unida e poderosa, com uma ideia coerente, sem marcas de destruição ou sujeira. Com uma ética superior aos revoltados e aos oportunistas.

As seguintes frases foram tomadas das fotos no Facebook, e ilustram a frustração do povo no momento atual.



Temos internet mas não queremos
ser tomados por palhaços.
Saímos do Facebook.
Saímos do Orkut.
Ordem em Progresso.
Por que me calar se eu nasci gritando?
Em Pelotas nem tudo é doce.
Só um beijo pra calar a minha boca.
Não me calarei, vem pra rua tu também.
Fora ideologia, avante democracia.
Se não há justiça para o povo que não haja paz para os políticos.
A voz que engana nossa nação não faz mais efeito sobre a multidão.
Na mudança do presente a gente molda o futuro.
Mais pão menos circo.
Mídia, você não me engana.
Esperem sentados a rendição.
O Brasil tem a maior carga tributária do mundo para financiar a maior corrupção do mundo!
Tirem suas mãos sujas do nosso dinheiro.
Quando seu filho ficar doente leve ele ao E$TADIO (v. foto).
Use sua arma pessoal, o cérebro
A gente muda o mundo na mudança da gente.
Paz sem voz não é paz, é medo.
Quem precisa de cura é este governo doente.
Sou psicóloga, quero curar teu preconceito.
Queremos escolas e hospitais no padrão FIFA.
Direita? Esquerda? Eu quero é ir pra frente.
Desculpe o transtorno, estamos consertando o país.
Há tanta coisa errada que um cartaz é pouco.
É tanto PROBEMA que não cabe aqui! (v. foto)
A gente não quer só R$ 0,15. A gente quer + Saúde  + Educação.
Não é pelos R$0,15. É pelo povo negro.
Dudu R$0,15 é migalha, refas á conta. (v. foto)

"A Princesa acordou". Na verdade, a consciência social desperta devagar, não de uma vez.
Fotos: M. Avila (2, 5), F.Mendonça (3), M.S.Magalhães (4), Nauro Jr (6)

sábado, 22 de junho de 2013

Sarau começa 4º ano com autor gaúcho


O poeta jaguarense Martim César Gonçalves é o autor em destaque no 31º Sarau na Biblioteca, esta terça (25). Enilton Grill Jr. falará sobre sua vida e obra. Paulo Timm cantará suas letras. Como de costume, outros autores estarão presentes na mesa do encontro; nesta ocasião: Alexandre Vergara, Ana Lúcia Almeida, Lúcia Marques e Nauro Júnior.

Canção para os 200 anos

Pelotas, Princesa do Sul

Pelotas, Princesa do Sul, duzentos anos de tua história.
Pelotas de luta e paixões, me orgulho tanto de ser daqui!

Pelotas, Princesa do Sul, duzentos anos de nossa história.
Pelotas de luta e paixões, me orgulho tanto de ser daqui!

Às margens de São Gonçalo,
nas areias da Lagoa dos Patos, antiga Freguesia, nasce Pelotas,
berço de tantos refúgios, teus ilustres condes, coronéis, cidadãos.

Tradição na cultura, charque, pêssego, doce.
Teus prédios nos contam de negros, índios, teu povo
que briga por ti, que quer-te feliz.

Pelotas, Princesa do Sul, cantamos hoje teu bicentenário.
Pelotas, que lembra o passado, briga no presente para um futuro melhor.

Que venham tempos de emprego,
limpeza, certeza de prosperidade pra todos, antirracismo e antidrogas,
essa é a nossa Pelotas, Cidade do Doce, da Lagoa e do Bra-Pel.

Tradição na cultura, charque, pêssego, doce.
Teus prédios nos contam de negros, índios, teu povo
que briga por ti, que quer-te feliz.

Pelotas, Princesa do Sul, duzentos anos de tua história.
Pelotas de luta e paixões, me orgulho tanto de ser daqui!

Pelotas, Princesa do Sul, duzentos anos de nossa história.
Pelotas de luta e paixões, me orgulho tanto de ser daqui!
Luciane Casaretto
letra e música

Luciane Casaretto no encontro de 5 anos do blogue, em 18-6-13
Ouça aqui versão gravada em estúdio.

Um mês para recordar a criação do ILA

Espaço Cultural e Artístico Laneira, av. Duque de Caxias 114
A exposição "Outra História", sobre o antigo Instituto de Letras e Artes, criado em 1973 (hoje Centro de Artes da UFPel), fica um mês no prédio da antiga Laneira: desde quarta passada (19-6) até 23 de julho, com visitação de segunda a sexta, 15-19h (v. anúncio da mostra).

O evento meta-artístico (arte referente à arte) inclui 10 apresentações diversas, sempre às 17h30min

Confira abaixo a programação (entre parênteses o nome do professor que coordena cada atividade), segundo nota da UFPel.

JUNHO

Sexta 21, Música – Recital da Orquestra de Câmara do Conservatório de Música (Tiago Ribas).

Terça 25, Cinema – Curtas-metragens dos acadêmicos (Cíntia Langie).

Sexta 28, Teatro – "O Grande Teatro do Mundo", com Carlos Eduardo Pérola (Adriano Oliveira).

JULHO

Terça 2, Artes Visuais – Entre o Passo e a Consequência: o PIBID III em Foco (Daniela Castro, Gustavo Duarte e Claudia Brandão).

Sexta 5, Cinema – Curtas-metragens dos acadêmicos (Cíntia Langie).

Terça 9, Música – Recital de alunos do Bacharelado (Guilherme Tavares).

Sexta 12, Teatro – Composição Cênica – Conversas Gravadas (Moira Stein).

Terça 16, Cinema – Animações dos acadêmicos (Carla Schneider).

Sexta 19, Teatro – Leitura encenada – "Pode ser que seja só o leiteiro lá fora", de Caio Fernando Abreu (Moira Stein).

Terça 23, Música – Recital da Classe de Flauta (Raul Costa D’Ávila).

Orquestra do Conservatório de Música da UFPel
interpreta Balandê de Cordas, de Aurélio Melo (2007), ontem (22) na Laneira.



Veja aqui a Orquestra do Conservatório tocando a Dança Árabe do balê Quebra-Nozes, de Tchaikovsky (gravado em novembro de 2012).

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Diário Popular deu cobertura à festa do blogue

A comemoração do quinto ano do blogue começou esta semana, numa reunião de amigos, realizado no palacete da Praça Coronel Pedro Osório nº 6. Foram nomeados dois patronos culturais, e os seus discursos foram ornados com apresentações artísticas (pinturas do Ateliê Giane Casaretto, poemas de Alexandre Vergara, dois trios musicais e as canções de Luciane Casaretto). Houve também o anúncio de novas ações do blogue para promover a cultura em Pelotas.

A direção do Diário Popular apoiou o encontro dispondo a publicação de um artigo de cada patrono e duas reportagens: Cinco anos de cultura (terça 18) e Cultura em festa (quinta 20), assinadas pelos jornalistas Ana Cláudia Dias e Max Cirne, respectivamente. Leia abaixo o essencial de cada matéria.

A relação do jornal com este evento passa pelos patronos, em cujos discursos foi descrita parte da história de 123 anos do Diário: Loiva Hartmann falou sobre Nelson Abott de Freitas, colaborador nos anos 70 e 80, e Francisco Dias da Costa Vidal apresentou o cronista Waldemar Coufal, que atuou no jornal dos anos 20 aos anos 60.

Obras do Ateliê Giane Casaretto, na véspera da comemoração
Terça-feira 18 de junho

Pelotas, Capital Cultural foi criado pelo psicólogo e pesquisador da cultura pelotense, Francisco Antônio Vidal. O editor conta que começou a escrever sobre a sua cidade natal há oito anos, como colaborador em jornais. Em 2008 começou a colaborar com um blog pelotense, um ano depois pensou que [poderia] cultivar seu próprio espaço na internet. Foi então que resolveu escrever somente sobre a cultura local, seu assunto preferido.

A ideia inicial era fazer uma espécie de inventário. “Meu objetivo era mapear a cultura de Pelotas, não promover um jornal, mas um registro da produção local”. Nos últimos anos, de mero local para registro da produção artística, o editor tornou o veículo informativo e hoje tem em média 300 visitas diárias. Até ontem o espaço abrigava 1.340 notas, “99% são sobre eventos culturais do município”.

Incentivado por um amigo e colaborador, Vidal parte agora para outro projeto: tornar o blog cada vez mais acessado e, consequentemente, um bom produto para anunciantes. Mas para que o novo caminho se abra, o editor precisa de mais colaboradores.

Francisco Antônio Vidal não desistiu da ideia inicial de formatar o inventário. “Acredito que daqui a cinco anos o concluirei, mas como mídia o blog valeria a pena continuar”. Vidal argumenta que não sabe se depois de mais cinco anos terá vontade de prosseguir, mas gostaria que o blog informativo se mantivesse vivo. A festividade da noite de terça-feira servirá também para apresentar ao público este novo projeto.

Para ajudar nesse novo processo, Vidal escolheu dois nomes da Academia Pelotense de Letras para serem patronos do blog: a professora Loiva Hartmann, mentora das jornadas culturais de Pelotas, e o cronista de arte Francisco Dias da Costa Vidal. “Eles representam duas áreas diferentes: a produção cultural e a crítica”.

Raul Costa d'Ávila (flauta) e Ivanov Basso (violão) abriram o encontro às 19h40.

Quinta-feira 20 de junho

Uma noite com diversas apresentações artísticas marcou o aniversário de cinco anos do blog Pelotas, Capital Cultural. O público leitor compareceu ao Casarão 6, da praça Coronel Pedro Osório, na última terça-feira (18) e, além de ser recepcionado com música, exposição e poesia, pôde ficar inteirado sobre as novidades planejadas por Francisco Antônio Vidal, diretor do projeto.

A solenidade contou com um relato sobre a história do blog, além do anúncio de dois patronos que representam a produção e a crítica: a professora Loiva Hartmann, mentora das jornadas culturais da cidade, e o professor Francisco Dias da Costa Vidal, cronista de arte.

A fim de uma profissionalização do blog, Vidal esperava obter a partir deste quinto ano o auxílio de colaboradores e anunciantes. Junto ao editor e redator principal, o blog conta apenas com a participação do designer Nataniel Anastácio. “Não é certo que eu possa conseguir manter o blog durante muitos anos. Mas, a cidade precisa de um veículo que faça relato e crítica da vida cultural”, afirmou.

Editor coordenou o encontro.
“Gostaria que os leitores se envolvessem na valorização da cultura, do conhecimento da cidade e na construção de coisas novas. Tem outros blogs que fazem isso, mas o foco do nosso é somente na análise cultural”, comenta Vidal.

É um projeto exclusivamente focado nos leitores pelotenses e não em um contexto turístico. “É como uma editoria independente de um jornal”, define.

A ideia do diretor é permanecer com atividades comemorativas até janeiro [de 2014]. Nesse tempo, está planejado um concurso de fotos ou de vídeos com Pelotas como tema, além de uma publicação com 50 postagens selecionadas do blog, que será lançada na Feira do Livro deste ano. A obra será disponibilizada em versão impressa e virtual.
Fotos: M. Vasconcelos (1), P. Rossi (2-3)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Blogue nomeia dois patronos

No encontro marcado para hoje, com convite aberto aos leitores do blogue, contarei por que criei o "Pelotas, Capital Cultural" e buscarei apoio para que ele permaneça no tempo. Para isso serão nomeados como patronos deste projeto: a professora Loiva Hartmann, organizadora das Jornadas Culturais de Pelotas, e o cronista de arte Francisco Dias da Costa Vidal, que este ano completou 60 anos como colaborador do Diário Popular. Eles representam dois aspectos do trabalho que se faz nos bastidores dos eventos culturais: a produção e a crítica.

Dois promotores da cultura em Pelotas

A partir das 19h e até as 21h:
  • Ateliê Giane Casaretto expõe obras criadas para esta ocasião
  • Visitas guiadas pelo Casarão nº 6
  • Café, chá e refri servidos pela Doçuras de Pelotas
Sequência confirmada ao meio-dia de hoje:

19h30 Trio musical: Raul Costa d'Ávila (flauta), Ivanov Basso e Márcio Souza (violões).

20h00 Cada patrono do blogue se refere a um precedente (na produção cultural e na crônica de arte).

20h30 A compositora Luciane Casaretto apresenta duas canções para Pelotas.

20h40 Desde São Paulo, o designer Nathanael Anasttacio anuncia novidades para o 5º ano.

20h50 O poeta Alexandre Vergara declama um par de criações recentes.

20h55 Duo de Alzevir Maicá (violão) e Ottoni De Leon (baixolão), com participação de Renan Leme.
Finalização 21h30
Imagem criada por Nathanael Anasttacio

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Crônicas de Danilo Kuhn

Danilo Kuhn da Silva se define como "músico, escritor, professor, produtor, pesquisador, vivente, e uma gota d'água num mar infindo". Em janeiro de 2012 ele criou o blogue das Crônicas Afônicas, que por mais de um ano manteve a média de um texto semanal. 

Em 2013 ele ainda iniciou outros dois blogues: o dos Contos Recônditos - relatos repletos de simbolismos - e o das Crônicas Lourencianas, reflexões inspiradas no verão e na natureza.

Agora ele pretende converter em livro o conjunto das 60 "crônicas afônicas", peças literárias que transbordam poesia, empatia e filosofia. Leia a seguir um de seus textos mais penetrantes, que joga com os sentidos de "escravidão passada" e "escravidão ao passado". Confira também dois relatos reveladores: Abrir os olhos (26-11-12) e Fechar os olhos (3-12-12).

Escravos do passado

Foi numa gélida manhã de agosto, um agosto severo, a geada trincava o pasto e o negro apertava o passo, sumia na imensidão... E, consigo, os pés descalços, castigados... Junto às correntes de aço levava, no seu encalço, as chagas da escravidão.

A manhã, na Casa Grande resplandecente de austeridade e imponência, despertava espanto e alarde, enquanto os de coração débil e covarde davam início à caçada. Foge o negro, o animal... Sim! Tratavam-no como tal...

– Nasce pra ser serviçal, não tem alma, não tem nada.

Na verdade, mero estratagema! O branco que impunha algemas, sem ter pudor nem pena, ante o escravo era inferior. Pois aquele que escraviza e que cativa é que não tem alma... a precisa! Não vale o chão onde pisa! Não honra ao nome Senhor...

...E o Senhor da Sesmaria de crueldade sorria um sorriso canino, pois até o fim do dia teria sangue nas mãos...

– Se dentro das minhas terras algum negro desgraçado se desgarra, eu trago de volta é na marra, sob severa punição!

E, de fato, era um açoite... Por três dias e três noites, dê-lhe ferro quente e chicote e intermináveis torturas... E, mais cedo ou mais tarde, dependendo de sua sorte, encontrava-se co´a morte a sofrida criatura.

E o negro bem sabia da soberba e tirania do Senhor da Sesmaria, da monarquia em seu trono de sangue e suor alheio. Num ato de valentia, que a coragem é mais um homem, deu-se a própria alforria, naquela manhã tão fria quanto à alma do seu dono.

Escafedeu-se o vassalo e nenhum branco a pé ou a cavalo jamais conseguiu achá-lo na vastidão impenetrável da pampa... Dizem que, lá no rincão, os puros de coração, em manhãs de cerração, inda veem sua estampa...

Quanto à velha Sesmaria, da soberba e tirania, hoje é terra e moradia pros descendentes de escravos. E à família do Senhor, por semear tanto horror, não sobrou nenhum valor...

Do passado são escravos!

Danilo Kuhn
19-11-12
Fotos: Ciência Hoje (1), Fora da Mídia (2)

POST DATA
12-09-2014
"Crônicas Afônicas" já está à venda no sítio Clube de Autores. A informação foi dada hoje por Danilo Kuhn no Facebook.

sábado, 15 de junho de 2013

Canção à doçura do amor

Papo-de-anjo e beijinho de coco
seduzem pela sensualidade.
Luciane Casaretto escreveu letra e música da canção de amor "Muito Mais", que explora o lado sensual dos doces, riqueza culinária tradicionalmente cultivada em Pelotas. Será apresentada terça (18) no encontro que celebrará o quinto ano deste blogue (no Casarão nº 6, a partir das 19h).

A composição foi feita para uma FENADOCE e só agora é veiculada na internet. O vídeo foi editado ontem (14) por Giane Casaretto, incluindo imagens da cantora-compositora, de alguns doces de Pelotas e da Feira Nacional do Doce. 



Muito mais

Eta que "beijinho" doce, que fala macia,
me dá água na boca, uma vontade louca
que me deixa mole, de tanto querer.

Vem com esse "papo-de-anjo", me leva na conversa
e quer sempre mais, oh meu "cajuzinho"!
Assim com esse jeitinho, não vou aguentar!

Te quero tímido, atrevido, em meio a teu "feitiço".
"Baba-de-moça" é apelido, viro "maria-mole".
Por favor, um copo d'água, que quero muito, muito mais!

"Suspiros", "sonhos" e fantasias é meu dia-a-dia.
Coisa boa, "bem-casado", em volta dos meus braços.
Perco a hora do café e quero muito, muito mais!

Pois é, com todo esse "denguinho", fico toda boba,
viro "clara em neve", veja só você,
minha boca pede um pedaço teu.

Meu doce, você é um "caramelo", uma "tentação".
Uma mordida já não basta, é só pra dar o gosto,
que esse amor promete mais que "manjar dos deuses"!
Luciane Casaretto

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Blogue comemora 5 anos

Em comemoração ao quinto ano deste blogue, que teve início em janeiro de 2009, convido os colaboradores e leitores a um encontro cultural, esta terça (18 de junho). Na ocasião, anunciarei novidades para o blogue, como a nomeação de dois patronos que inspiram e ensinam a valorização de nosso capital cultural. 


Quem for ao Casarão 6 a partir das 19h, poderá apreciar uma exposição de quadros inéditos do Ateliê Giane Casaretto, declamação de poesia com Alexandre Vergara e duas canções novas da cantora e compositora Luciane Casaretto.

A reunião começa às 19h30, com o Duo de Violões de Alzevir Maicá e Ottoni De Leon, mais a participação do violinista Renan Reis Leme.  O final está marcado para as 21h, com o trio instrumental do flautista Raul Costa d'Ávila e os violonistas Ivanov Basso e Márcio Souza.

Terça-feira (18), das 19h às 21h, no Casarão da Praça C. P. Osório nº 6, o palacete das palmeiras no pátio de entrada (pela Félix da Cunha). No vídeo abaixo, Alzevir e Renan tocam o choro "Um a Zero", de Pixinguinha.


POST DATA
14-06-13
Manoel Soares Magalhães saudou o quinto ano deste blogue, como faz desde o início em 2009 (v. no Cultive Ler).

Jornada integra Literatura, Cultura e História

O grupo de pesquisa "Estudos Comparados em Literatura, Cultura e História", do Centro de Letras e Comunicação da UFPel, convida o público interessado a participar na programação (da terça 18 à quinta 20) da 2ª Jornada de Literatura, Cultura e História.

As palestrantes são destacadas professoras universitárias, doutoras em literatura, que virão de São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis.

Os encontros serão às 19h, no 4º andar do Campus Anglo (auditório da Faculdade de Administração e Turismo, dias 18 e 20, e auditório da Reitoria, dia 19). Informações com o Diretório Acadêmico Letras em Ação.


O amor está no ar


Até o Google brasileiro reconhece: no dia do amor as brigas diminuem e dão espaço à paz e ao clima de entendimento. Os namorados dão o exemplo, mas a sociedade prefere o mecanismo psicótico: atuar os conflitos e não dar chance à paz.

O costume de considerar Santo Antônio como patrono é só no Brasil (v. história do dia dos namorados), sendo que em outros países o dia considerado é o de São Valentim.

Hoje (12) em Pelotas o meio cultural quis destacar este dia com atividades criativas (veja as postagens nos links):
  • o recital de piano Amor em Pauta, com música interpretada por casais de pianistas (19h);
  • uma palestra sobre os motivos das escolhas amorosas à luz da Psicanálise freudiana (20h), com o psicólogo Jorge Velasco, na Sociedade Científica Sigmund Freud (v. Facebook), e
  • o Jantar com Arte no Ágape, num cardápio preparado por mãe e filha (21h).

GRUD, um coral de corpos na UFPel


O GRUD é o Grupo Universitário de Dança da UFPel, ligado à ESEF, Escola Superior de Educação Física. Define-se como um projeto de extensão da UFPel, destinado a promover a prática da dança e o intercâmbio cultural entre comunidade e Universidade. Sua coordenadora é a professora Maria Helena Klee Oehlschlaeger (Malê).

Criado em 1993, o Grupo desenvolve as modalidades de dança contemporânea, jazz, sapateado americano, livre, técnicas de composição coreográfica, expressão corporal e improvisação. Em 20 anos de trabalho, já produziu 40 shows coreográficos e participou em eventos de dança municipais, nacionais e internacionais (veja mais no blogue do GRUD).

Assim como os corais universitários, os integrantes do Grupo de Dança da ESEF são estudantes ou provêm da comunidade. No elenco atual estão: Bruna Teixeira Baungarten (curso de Relações Internacionais), Isadora Klee Oehlschlaeger (Direito), Kaio Nascimento e Mariana da Silva (ESEF), David de Lima (Agronomia), Carolina Leal (Dança) e da comunidade: Carolina Estrela, Maiara Borges, Eliane Dias, Everton da Silva, Pablo Deniz e Francine Darley.

O Grupo tem agendamento para todos os meses do ano. Em abril passado, participou do Dia Internacional da Dança, promovido pela Associação de Dança de Pelotas. Ontem (11 de junho), apresentou, no palco da FENADOCE, o espetáculo "Insônia". Em julho, estará no Festival de Dança de Pelotas e no 31º Festival de Joinville, importante encontro mundial de dança.

O Grupo ensaia nas quartas e sextas à noite, na sede da ESEF (Rua Luiz de Camões, 625, Cohab Tablada). Para participar do projeto é necessária alguma experiência com ballet, dança moderna ou, no caso dos homens, danças tradicionais gaúchas.
Fotos e informações: UFPel

terça-feira, 11 de junho de 2013

JaBelas



As pombas habitam
Tuas janelas
Que têm saudades
De serem belas...

Texto e foto: Blog do Duda Keiber

Jantar com arte e com amor

O Espaço Ágape informa que realizará o Jantar com Arte de junho no dia dos namorados (quarta 12). A preparação do cardápio está a cargo de duas gourmets, mãe e filha, Ângela e Rebeca Dockendorff. O amor já está presente no significado de "ágape" e no estilo de desfrutar do alimento com amigos, mas nesta ocasião estará reforçado pelo sentido da data e pela união amorosa entre as chefs.

Rebeca fará sua especialidade na entrada: minipanquecas de batatas com cobertura de queijo cremoso. Em alusão ao amor, filé e morango se envolverão numa total harmonia entre o doce e o salgado. O equilíbrio entre arroz com cerejas acrescentará o toque provocativo, com o branco da noiva e o vermelho da paixão. Ângela encerra o jantar com sua Torta Vienense com sorvete. Tudo por R$ 40, incluindo bebidas. Reserve o lugar, pelos telefones anunciados.

domingo, 9 de junho de 2013

Cronista de arte há 60 anos

Francisco Dias da Costa Vidal
(foto tomada pela neta Potira aos 3 anos)
Em 2013, o psicólogo Francisco Dias da Costa Vidal completou 60 anos como colaborador do Diário Popular. Seu primeiro trabalho nesse jornal abordou a atuação do pianista franco-suíço Sebastian Benda, que residiu no Brasil de 1952 a 1981. O recital foi organizado em abril de 1953, pela Sociedade de Cultura Artística, no Conservatório de Música.

Nos anos 50, Vidal assinava com o pseudônimo de Franco Villa. Até hoje, ele já publicou uns 3 mil artigos, entre crônicas de viagens, críticas de arte e notas sobre educação e psicologia. Hoje (9) ele completa 84 anos de vida.

Confira nesta postagem: 
  • transcrição do artigo publicado em 1953, 
  • link de um relato em áudio sobre a vida do pianista, 
  • um vídeo em que Benda (1926-2003) toca com seu filho violoncelista (brasileiro), e 
  • artigo de Clayr Lobo Rochefort sobre os 50 anos de atividade do cronista.

Sebastian Benda

Capa do programa do Sarau nº 146
da Sociedade de Cultura Artística
Ainda sob os efeitos da impressionante interpretação musical de Sebastian Benda, aqui concluo não haverem palavras exatas que descrevam esse raro fenômeno de sublimidade em forma de pianista.

É compreensível a existência dessa realidade, porque ela decorre e aparece numa linhagem que já se distinguia e praticava a mesma atividade, lá pelos tempos de Bach.

Mas, se por um lado acredita-se no aperfeiçoamento de uma função e sua transmissão através das gerações, o fato é que se trata de algo de extraordinário, e me atrevo mesmo a afirmar: jamais ouvi um pianista que me impressionasse tanto.

É a segunda vez que recebemos a visita de S. Benda, e desta feita ele se exibiu num programa onde pôde demonstrar a plasticidade da sua arte.

Começou com uma Fuga de Bach — o idolatrado de Frederico o Grande, em cuja corte atuaram antepassados de Benda — que o recitalista coloriu de uma luminosidade interpretativa fora do comum. Aliás, esta uma de suas características: sente-se um colorido vibrante em toda a sua interpretação, constituindo paisagens sonoras de uma nitidez impressionante.

E a agilidade? Sim, esta jamais esteve divorciada da clareza, da sincronia absoluta, da precisão interpretativa, em seus mínimos detalhes. Foi o que generosamente admiramos nos dois Estudos de Liszt-Paganini e na Rapsódia Húngara nº 12. Esteve admirável nos Prelúdios de Gershwin, acompanhando-lhes o sabor característico e o ritmo leve.

Que beleza! Quanta perfeição, senhores! Só ouvindo, para sentir-se até que ponto um ser humano pode atingir o sublime! Uma justeza e uma precisão na técnica e na alma da ação, que, sem exagero, dá vontade de se rir de pura satisfação e encantamento...

O distinto auditório não se conteve e exigiu dois extras, que foram: Rondó Caprichoso de Mendelssohn e Giga de Bach. Nesta última, seus dedos longos e treinados dançavam e — no cruzado das mãos — saltavam com tal elegância e justeza como se fossem autênticos bailarinos clássicos, esvoaçando ritmados sobre o teclado preto e branco. Só este detalhe de execução encheria a noite.

Sebastian Benda: para onde fores, em imaginação te acompanharemos e, em espírito, presenciaremos o teu Êxito inevitável, enquanto, ansiosos, aqui estaremos aguardando o teu pronto regresso.
Franco Villa
Francisco Dias da Costa Vidal
Diário Popular, 23 de abril de 1953

Ouça neste link um relato sobre Sebastian Benda, gravado em 2010 pela Universidade Federal de Santa Maria por ocasião dos 50 anos da instituição. Abaixo, Christian Benda e seu pai, Sebastian Benda, num trecho de "Pohádka" ("Conto de Fadas", para cello e piano), de Leos Janacek.


50 anos de crônica

Na edição de 23 de abril, 50 anos passados, o Diário Popular publicava a primeira crônica de arte de um colaborador que se tornaria assíduo e eficiente nas páginas do jornal. Falo de Francisco Dias da Costa Vidal, engenheiro agrônomo, psicólogo, psicanalista, professor aposentado, aficionado musicista e escritor – o terceiro mais antigo colaborador do Jornal em atividade, depois do ministro Mozart Victor Russomano e do professor Alvacyr Faria Collares. Franco Villa era então seu pseudônimo.

Meu antigo colega de aula, nos sete anos de Colégio Gonzaga, e companheiro de conjunto musical com o saudoso Barbosa Lessa, Mílton Ceia, também já falecido, Germano Pinho e outros, o vi iniciar-se no mister jornalístico pela mão do velho jornalista Waldemar Coufal, cronista de arte do Diário Popular, o mais competente da sua época e certamente ainda não igualado até hoje, em Pelotas. Com Vidal, na mesma época, freqüentavam a "escolinha" de Coufal o Carlos Alberto Motta, que já nos deixou, e o Luiz Carlos Lessa Vinholes, todos amantes da música, do canto, das artes plásticas, do teatro etc.

Impressionante, a forma como o aluno assimilou o estilo do professor, ainda hoje presente nas suas longas e eruditas apreciações sobre os eventos artísticos e culturais da cidade. Culminando, depois de vários roteiros turísticos, Vidal lança um livro de crônicas de viagens, muito elogiado por seu conteúdo cultural, pela riqueza de informações e pela leveza do texto.

Recordo que, iniciando suas andanças por Santiago do Chile (publicou um série infindável de crônicas sob o título "Santiago outra vez..."), Vidal acabou apaixonado pela capital e pelo Chile todo, de tal modo que lá foi encontrar sua cara-metade, a Ana Elisa, sua companheira de mais de 40 anos. O casal tem cinco filhos e é pioneiro do Movimento Familiar Cristão. Mas, Vidal e Ana não apenas pregam, senão que constituem singular exemplo de vida a dois, dedicada à prole, aos amigos, à comunidade.

Como colega e amigo de tantos anos, companheiro de lides jornalísticas e irmão do mesmo credo, envio ao Vidal, por este meio, um cordialíssimo abraço, que por certo lhe darei em pessoa, bem assim em seus familiares, no dia 27, quando o Conservatório de Música da UFPel lhe prestará justa homenagem. Ao cumprimentá-lo, o Diário Popular expressa seu reconhecimento a Francisco Vidal pela prestimosa colaboração de todos esses anos.

Clayr Lobo Rochefort, Jornalista
Diário Popular, 23-4-2003

Recital para o dia dos namorados

O Clube do Piano e a Escola Piano Class apresentam, neste Dia dos Namorados, Amor em Pauta, um espetáculo musical para aproximar-se ao amor através da arte.

Os pianistas Júlio Machado e Fernanda Castilho fundaram a Escola Piano Class com base no amor e na criatividade, e formam futuros pianistas para desfrutarem com a música, como um namoro permanente com a vida e com a arte. Eles formam o Duo Piano Class e às vezes tocam com seu filho Henrique, de 7 anos.

Além do Duo, neste recital também tocará o Trio Amigos, formado por Wania Brauner e Ângela e Sérgio Maestrini.

Serão sorteados um livro romântico da Livraria Vanguarda, um jogo de amor da Equilibrium e um jantar a dois no Restaurante Amor Amora.

Quarta 12 de junho, 19h, no auditório do Centro de Artes (Alberto Rosa 62). Entrada franca.

sábado, 8 de junho de 2013

Doce Princesa (canção)


E se eu me sinto só e não sei pra onde vou,
Eu me entrego aos mistérios desta Princesa.
Vou sair pra ver o pôr do sol em baixo das pontes:
São Gonçalo, paradouro de pescadores.

Minha companhia, o meu chimarrão.
Na Dom Pedro pego a Andrade, até o calçadão.
Vou sentar no Chafariz das Três Meninas
E observar a beleza em tuas esquinas.

Mas que gente apressada, que passa e nem repara!
Espremido entre as fachadas, o Bar da Gruta.
Pego a Sete de Setembro, em direção ao Café Aquários,
Na esquina com a Quinze, antiga Rua dos Canários.

Hoje eu vou tocar no Sete ao Entardecer
E cantar a canção que escrevi pra você,
Cidade do Doce e do clássico Bra-Pel,
Tua magia e riqueza, histórias de uma Baronesa...


Uma roda de amigos, fogueira e um violão,
A brisa fria da lagoa, um recital no Laranjal
E, na volta pra casa, tirar fotos no Castelo,
Passear sobre os trilhos, lembranças de quando menino

Corria por aí, feito um índio, um Guarani,
Brincava nas calçadas, de tropeiros em charqueadas,
E, no 20 de setembro, desfilar na Avenida...
Tua história se mistura com parte de minha vida...

Letra e música de Alex Cruz
Violões: Tiago Marques.
Flautas: Filipe Oliveira.

Pintura de Jonas Plínio


Em poucos dias de incessante trabalho, Jonas Plínio do Nascimento Júnior elaborou esta pintura no tampo de sua mesa de desenho (óleo sobre madeira, 1x1,5m). Em meados dos anos 70 ele havia deixado o curso de Arquitetura na UNISINOS, mas conservou a mesa pois seguiu desenhando.Em 1991, mudou-se para um apartamento e, sem querer desfazer-se de seu material da faculdade, usou-o de modo criativo, pintando de memória o tema que mais ama e conhece: os cavalos. O modelo foi o pastor da pequena manada que criou com o fim de jogar Polo. Tanto se identificou com o trabalho, que nunca o vendeu e até hoje o tem em casa.

Desde cedo Jonas Plínio mostrou talento natural para o desenho e a pintura, chegando a criar uma técnica pessoal em bico de pena. Começou a pintar ao redor de 1970, participando em mostras individuais e coletivas tanto no Brasil como no Exterior. Professor de História Militar, também criou o Brasão Heráldico do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas (v. mais no portal Artistas Gaúchos).

O interesse pela pesquisa histórica foi-lhe transmitido por sua mãe, a escritora pelotense Heloísa Assumpção Nascimento (falecida em 2005), primeira mulher a assumir uma cadeira universitária no Brasil e primeira a lecionar na área jurídica. Segundo pesquisadores, esteve entre as primeiras mulheres graduadas na Faculdade de Direito de Pelotas, em 1936 (v. dissertação). Conta ele, em e-mail ao blogue, que este fato foi esquecido quando se comemorou o centenário da Escola de Direito, em 2012.

Profundo conhecedor da vida rural, suas figuras ensinam sobre a musculatura dos animais, sobre o movimento típico de cada espécie e perfilam até mesmo traços de personalidade de seus modelos. Na imagem acima, note-se a luminosidade que imprime à figura, somente pelo uso das cores e sombras, efeito que, junto à postura geral do cavalo, contribui a expressar um estado de ânimo pacífico e meditativo, que contrasta com os sentidos latentes de força, grandeza e liberdade.
Imagem: J. P. Nascimento Jr.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Hiroshima, só o amor sobrevive

Hiroshima, Mon Amour (1959), de Alain Resnais, retoma hoje (7-6) o quarto ciclo de Cinema e Filosofia, que tem sequência até dezembro, com uma pausa em julho (v. cartaz com a programação). O filme relata a paixão entre um homem e uma mulher que não sabem sequer o idioma do outro. A história provoca uma reflexão psicológica sobre a relação que existe entre as vivências do passado, a paz de espírito e a paz social.
Eiji Okada e Emmanuelle Riva são o casal que representa a paz mundial,
perplexos ante a passagem da morte e a lenta reconstrução da cidade.
Alain Resnais estreou como diretor de longas com Hiroshima..., uma densa e nada linear história de amor entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês, que em agosto de 1957 se encontram durante as filmagens de uma produção pacifista numa das duas cidades arrasadas pela bomba atômica, somente doze anos antes.

Na época, o uso inovador de flashbacks e o fato de ser abordado um tema tabu como as feridas causadas à humanidade na 2ª Guerra Mundial chamaram a atenção do público e da crítica sobre o movimento francês da Nouvelle Vague, que originou ondas e vanguardas no resto do mundo.

O roteiro, indicado ao Oscar, confere ao tempo um importante papel na história dos dois amantes que se apaixonam sem ao menos saber seus verdadeiros nomes. Confundidos com seus próprios passados, o personagem "Ele" passa a chamá-la de Nevers, cidade em que ela cresceu, e "Ela" o chama de Hiroshima, local onde passam o presente. O futuro fica em aberto durante um jogo de sedução repleto de reviravoltas.

Cinco décadas depois, a mesma Emmanuelle Riva (nascida em 1927) protagonizou, aos 85 anos, o premiado filme Amour, do diretor Michael Haneke. De fato, ela não parou de atuar no cinema, nos últimos cinquenta anos. O ator Eiji Okada morreu em 1995, aos 75 anos.

A trilha sonora foi composta pelo italiano Giovanni Fusco e o francês Georges Delerue. Leia a crítica de Rubens Ewald Filho e mais detalhes no blogue Cinéfilo, eu?, do jornalista Eduardo Frota. No vídeo abaixo, veja o filme completo com legendas em português (90 min).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Zero 3 Cineclube despede-se com filmes inéditos na cidade


A turma do Zero 3 Cineclube informou esta noite (6) que encerrará suas atividades na segunda-feira 17 de junho.

Em atividade desde 2010, o projeto de extensão do Centro de Artes da UFPel apresentará dois documentários inéditos em Pelotas.

Abrindo a sessão especial, será exibido o curta-metragem (18 min) de Lucas Sá "No Interior da Minha Mãe" (2013). Leia aqui entrevista com o jovem cineasta maranhense (trailer no vídeo abaixo).

O filme principal deste encontro é o documentário nacional "Doméstica" (75min), de Gabriel Mascaro (veja minibiografia).

Na produção, o diretor pernambucano entrega a sete jovens uma câmera para filmarem suas empregadas domésticas e, com o resultado, edita os vídeos e os transforma num longa-metragem (v. entrevista na TV com  Mascaro, em maio de 2013).

As senhas para a sessão podem ser retiradas no Centro de Artes a partir das 18h15 (a sessão será às 18h30) e elas dão o direito a concorrer a um sorteio de brindes. Entrada franca.