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2 comentários:

Magali Aranha disse...

gostei muito da tela, que vi pelo face e descobri seu blog. Sou Magali Antunes Maciel Aranha; meu pai, Mozart Antunes Maciel, foi um dos doadores do Museu da Baronesa (onde passei todas as minhas férias, embora morássemos no Rio -
agora, em Curitiba). Minha família toda está chocada com a construção que querem fazer acoplada à Chácara (como sempre chamamos o museu). Também não concordamos com a ida da Secretaria do Meio Ambiente para o "bangalô" (casa perto da rua); lá poderiam aproveitar para um museu de trajes de época (soube que há muitos) e alguns móveis para compor o ambiente e o restante do acervo (que não era da Chácara), remanejado para outro lugar. É um dinheiro mal empregado (antes não tinham verba nem para restaurarem o telhado), interferindo em uma construção do séc.XIX. Se você puder ter acesso ao projeto e o vir, tenho a certeza que vai nos apoiar. Pensamos, especialmente nos doadores (dois ainda vivos, meus primos),meus avós e bisavós. A doação foi feita para ser conservada, não "mutilada".

Francisco Antônio Vidal disse...

Olá Magali, obrigado por escrever ao blog. Suponho que a tela que vc gostou é a do Inverno em Pelotas (pois não comentou naquele post), que hoje teve acessos mais numerosos. Ou talvez fosse na pintura da Rua Osório no século XIX, que teve muitas visitas há duas semanas. A primeira se baseia na realidade atual, com detalhes fantasiosos, e a outra parece ser mais realista.

Sobre a Chácara da Baronesa, a Prefeitura tem recebido algumas críticas na área cultural e para proteger esse prédio caberia organizar-se, aqui mesmo em Pelotas, talvez com uma associação específica ou as que já existem, e impetrar ações legais para conservar o patrimônio.

Os prefeitos tomam decisões às vezes sem ouvir todas as partes e não acolhem críticas pois são os encarregados de administrar o que receberam e ainda aduzem não contar com financiamento. Aí temos o Sete de Abril fechado, além da velha casa do Conservatório, mais praças descuidadas, o antigo Banco do Brasil abandonado, casarões e palácios sucateados etc. A longo prazo, talvez fosse bom fazer parcerias para proteger nosso patrimônio material, que também é fonte de turismo. Creio que declarações não ajudarão, e sim ações conjuntas (por exemplo, com arquitetos, universidades, lojistas, o Instituto Histórico e Geográfico). Meu blog está momentaneamente parado mas pode me escrever ao email sotovidal@yahoo.com.br