Mostrando postagens com marcador Cidade: traços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidade: traços. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de janeiro de 2010

Visão parcial de nossos edifícios e nossa história

Um teórico do urbanismo comparou as cidades às mulheres, definindo que de longe elas poderiam parecer belas, dinâmicas e brilhantes, mas em seu interior poderiam ter outros traços, como calidez, ternura e receptividade. No entanto, também é verdade que as aparências mostram parte da história do fotografado.

Nesta imagem (clique nela para ampliar), os edifícios mais notórios são dois: à direita, a Catedral do Redentor, do século XIX, ponto turístico que nos orgulha, e à esquerda um que nos envergonha, shopping em ruínas nunca terminado, a maior bugiganga do mundo (veja foto).

Bem pequeninho no extremo esquerdo, o Hotel Manta, erigido nos anos 50. O volume amarelo, à direita do relógio do Mercado, é o Paço Municipal, construído no século XIX para a Câmara, quando sob o Império não havia "prefeitos" e o chefe do Executivo era o mesmo do Legislativo.

Um pouco atrás, em azul, o edifício da Associação Comercial, onde se encontra o Café Aquários desde a década de 1950 - e houve um cinema até os anos 20, o Ponto Chic. O Grande Hotel, visto por trás, também substituiu um cinema na mesma década, o Polytheama.

Nossa cidade pode não parecer muito sorridente ou produzida (para os tempos de hoje), mas tem alguns "cartões postais" e muitas histórias que contar.
Foto: F. A. Vidal (dezembro 2009)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Única esquina do mundo sem vértice

Em maio de 2008, Rubens Filho descobriu na rua Lobo da Costa uma esquina surrealista, talvez a única do mundo que ainda não foi dobrada.

Trata-se de um ponto de vendas da "Esquina da sorte", bem no meio da quadra entre Santa Tecla e Saldanha Marinho (veja o post). O pequeno espaço comporta um brechó de roupas - parecido aos do camelódromo que está justamente defronte - e funciona também como lotérica.

Quem observar com cuidado o mapa urbano de Pelotas encontrará o curioso paradoxo de que essa "esquina" está no lugar certo: bem nesse ponto, a Lobo da Costa deveria cruzar com a Santos Dumont, se esta se prolongasse ao sul da Praça Cipriano Barcelos.

De fato, a Santos Dumont começa na João Manoel e se interrompe na Uruguai. Reaparece aqui, de modo fictício, como se bordeasse o lado oeste da praça - a mesma que o povo conhece como Praça do Pavão ou dos Enforcados - e continua a partir da Marechal Floriano até entroncar com a Fernando Osório.

Dois anos depois, a simbólica esquina - entre duas garagens (esq.) - ainda não teve a sorte de ser dobrada, mas não perde a esperança. Aos poucos, nossas ruas serão recuperadas e a cidade perderá estas simpáticas contradições.
Fotos de Rubens Filho (1) e F.A. Vidal (2)

sábado, 2 de janeiro de 2010

O lusco-fusco e as árvores da praça

Entre o fim da tarde e o começo da noite, a iluminação das árvores da Praça Osório faz um jogo com a luz natural, que diminui lentamente.

Nesta transição entre os dois mundos incompatíveis, o da luz e o da escuridão, as fotografias no lusco-fusco registram um pouco de cada um. Dão a impressão de serem eles simultâneos, de poderem conviver normalmente, mas se trata somente de uma passagem entre esses mundos.

As pessoas vêm admirar as luzinhas que brilham como se fossem poderosas, remarcando as formas cilíndricas das árvores.

O próprio coronel Pedro Osório, cujo monumento de dia reina solenemente, fica na escuridão da praça a observar os galhos horizontais também adornados, como se agora fossem para demarcar sua figura.
Fotos de F. A. Vidal

domingo, 27 de dezembro de 2009

Peixes morrem, por ações e omissões dos pelotenses

Domingo passado (20), uma leitora visitava a Praça Osório e observou o abandono e sujeira em que se encontrava o lago, com lixo flutuando e peixes mortos. Tomou fotos (dir. e abaixo) e as enviou a este blogue e ao sítio da RBS Pelotas Mais, com um texto de desabafo.

A quantidade de lixo espalhado dentro do lago e o esforço daqueles seres para conseguirem sobreviver era algo inexplicável, inconcebível na verdade.
De que adianta embelezar uma praça, colocar ali para viver seres que necessitam o básico em termos de cuidados e depois não dar conta do mínimo que deveria ser feito: prestar a manutenção necessária para a limpeza e consequente sobrevivência dos animais que ali habitam?
Foi deprimente visualizar aquilo e o pior foi não ter para quem pedir ajuda. Resta então tornar pública a minha indignação com quem tem responsabilidade e deveria zelar pela conservação da limpeza e vida do lago da praça Coronel Pedro Osório.
E, sinceramente, se for para deixar os animais agonizando naquela porquice (perdoem o termo, mas representa o verdadeiro estado do local), então é melhor secar imediatamente o lago e acabar com o sofrimento de quem não tem culpa do ser humano ser tão pouco inteligente quando se trata de responsabilidade (veja a matéria completa).

A professora Aline Neuschrank, autora da denúncia, não a enviou a outros meios, mas a notícia do Pelotas Mais foi tomada pela TV e teve outras repercussões.
O Diário Popular publicou o fato na contracapa de terça (22) e no portal da internet (leia). Nos dias seguintes, o Amigos de Pelotas postou em vários tons: crítico, trágico, sério e irônico.
Terça (22) às 16h alguns peixes mortos haviam sido retirados e - quem sabe para quê - deixados em exposição (dir.).
O lago seguia com a água turva e escura, mesmo sem lixo. Tão "irrespirável" devia estar, que alguns dos peixes sobreviventes tentavam aproximar-se a uma fonte de água limpa (abaixo à esq.).
Uma tartaruga só podia ser vista se estivesse perto da superfície; na imagem (última à esq.), ela empurra com a cabeça um peixe morto, como tentando reanimá-lo.
Naquela tarde, a Brigada Militar veio pesquisar o possível crime ambiental (abaixo à dir.), configurado há meses mas somente agora evidenciado.
Mesmo sem intenção de dano, pode haver muitas quotas de responsabilidade, por ações ou omissões. Será difícil identificá-las, pois o público que suja a praça é anônimo, enquanto os funcionários municipais se encontram fragmentados em secretarias sem coordenação: Qualidade Ambiental, Serviços Urbanos, Turismo, Educação e Cultura. Todas poderiam contribuir para prevenir e solucionar problemas como este, mas sua desunião é causadora de dores de cabeça na população.

Enquanto eu tomava fotos, aproximou-se uma senhora de aparência muito humilde, com um só dente e um toco de cigarro aceso na boca. Aparentando consciência da situação, ela me comentou:
― As crianças dão pipoca aos peixes e eles morrem afogados.
A senhora jogou a bagana no chão (não no lago, ainda bem) e afastou-se, preocupada com a inconsciência dos outros.
Outros transeuntes jogam lixo no chão (mau costume que ninguém se atreve a censurar) e atribuem ao vento ou às pombas sujarem a praça. Sacos plásticos e folhas das árvores simplesmente chegam aonde não devem; copos descartáveis e paus também?
Os funcionários públicos serão responsabilizados por não limparem a piscina, ou por deixarem mais de mil animais num espaço tão reduzido, mas eles dirão que somente seguem ordens. Ninguém parece pensar em prevenir erros ou em cuidar dos animais ou do ambiente natural. Mas todos gostam de ver os peixinhos vermelhos e as tartarugas. Quando aqui havia jacarés, era uma sensação.
Quarta (23) o Diário Popular informou (leia) sobre as medidas que seriam tomadas: mudança dos peixes para o lago da Rodoviária, escovação do fundo da piscina e, futuramente, adoção do lago para cuidar de modo adequado da alimentação dos animais. Com sorte, isso ocorrerá em janeiro próximo.
Hoje (27) ao meio-dia a água parecia menos suja (dir.) e os bichos, mais tranquilos. Se não houvesse uma manifestação popular, o que a prefeitura teria feito pela situação deles?
As palavras piscina e aquário apresentam uma curiosa troca de significados ao longo do tempo.
  • No latim original, uma piscina era um viveiro de peixes, mais para criação do que para exposição ― nosso popular "aquário".
  • Por sua vez, um aquário se referia a algo puramente aquático, como um chafariz ou um provedor de água (daí o signo zodiacal) ― o que hoje se chama "piscina" (depósito de água para pessoas ou para peixes).
Fotos de Aline Neuschrank (1-2) e F. A. Vidal (3-7)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Leopoldo Plentz inclui Pelotas na "Fronteira Sul"

Melo, Uruguai (L. Plentz, 2004)
Na jornada que se denominou Noite Branca, em 5 de dezembro passado, uma exposição de fotografias aproximou-se bastante, conceitualmente, ao sentido de complementar o lançamento do livro "Os limites do impossível – contos gardelianos".

A série "Fronteira Sul", concebida por Leopoldo Plentz em 2004 e exposta em Porto Alegre em setembro e outubro de 2009 (esq.), foi aberta no Instituto Simões Lopes Neto uma hora antes da sessão de autógrafos e permanece aberta à visitação até 27 de dezembro próximo.

Plentz costuma pesquisar imagens no contexto urbano, mostrando uma ótica interessante. Em uma dezena de imagens, ele apresenta seu olhar sobre Uruguai, Argentina e Brasil, nas cidades de fronteira e em capitais, buscando uma identidade comum aos gaúchos no sentido geográfico e "geológico", como ele diz (leia nota).

A visão do fotógrafo, registrada em anos recentes, se completa bem com as situações da literatura de Schlee, especialmente neste último texto, ambientado em San Fructuoso, hoje cidade de Tacuarembó.

Leopoldo Plentz
A época, no entanto, é distante de nós 120 anos, e estas fotografias vêm fazer uma ponte, registrando no hoje elementos que são perenes. Essa visão tem algo de holográfico, na medida em que mostra no detalhe uma característica global.

Vistas em Pelotas, as imagens de outras cidades platinas nos fazem tomar consciência desses aspectos do todo escondidos nos detalhes não percebidos.

A foto tomada em Pelotas – "Coca-Cola", Quinze com Tiradentes – registra uma esquina vazia de pessoas e ações, mas cheia de história, o antigo posto de gasolina defronte ao Mercado, hoje Paulinho Loterias.

A renovação dos espaços urbanos ocorre muitas vezes conservando elementos bem antigos, não como nas modernas construções, que destroem tudo o que havia antes.

Aceguá, Uruguai (L. Plentz, 2004)
Aldyr Garcia Schlee reconheceu nestas fotografias o sentido de sua literatura e de sua percepção de fronteira:

Nasci no lado brasileiro do Jaguarão, mais precisamente no lado de cá do rio, na cidade de Jaguarão, diante da cidade uruguaia de Rio Branco, que fica do lado de lá.
Por que aqueles dois mundos tão próximos e tão separados, apesar da majestosa ponte que os unia e das falas diferentes que os distinguiam? Como explicar tudo aquilo, que poderia ser tão simples e tão igual, sendo tudo a mesma gente, sem a linha divisória, numa terra só?
Aprendi, então, a olhar para o outro como quem se vê num espelho. E descobri que, na fronteira, nós não somos nós, apenas; somos nosotros, nós outros, nos outros. E percebo que essa é a grande lição da fronteira, justificando todos os seus mistérios e toda a sua magia (leia todo o texto).
Melo, Uruguai (L. Plentz, 2004)
Imagens da web

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Potenciais do Calçadão

Michel Constantino Figueira, quando estudante de Turismo na UFPel, mostrava preocupação pelo desenvolvimento de Pelotas, e redigiu ideias para melhorar os passeios públicos do centro. A matéria saiu no Diário Popular (leia), mas parece não ter tido repercussão. Aqueles trechos para pedestres das ruas Andrade Neves, Sete de Setembro e Quinze de Novembro ficaram parados no tempo, sem melhorias e até em deterioração.

Os pelotenses parecem ver o chamado Calçadão como um espaço a ser usado e exaurido, para um dia talvez ser refeito, e não como um recurso da cidade. Como se vê nas reações das pessoas - a protestar ou lamentar-se - quando se anunciam reformas e mudanças, faltam os conceitos de reciclagem e aperfeiçoamento.

O artigo, cujas ideias sintetizei abaixo, é de janeiro de 2005. Hoje, o autor faz mestrado na mesma área, e o conteúdo segue vigente. Todas as fotos foram tomadas no calçadão recentemente (referências no final).



Calçadão de Pelotas: atrativo ou repulsivo?

A vocação turística de Pelotas não se esgota nos campos da cultura e da ecologia. O município é o maior polo de atração geoeconômica do Sul do Estado.

Fundado no início dos anos 80 pelo prefeito Irajá, o calçadão da cidade tem um valioso potencial estratégico para o comércio e a integração regional, dando posição competitiva à cidade no que tange a produtividade mercadológica e o intercâmbio cultural.

O calçadão é espaço de lazer, encontros, cidadania e expressões artísticas, neste encontro cotidiano de diferentes tribos e vidas. Na Quinze, temos o quiosque Pelotas Memória projetado em molde francês. Na Sete com Andrade, o Chafariz das Três Meninas, vindo da França em 1874.

No entanto, por deficiências de planejamento urbano, o Calçadão sofre com problemas como: lixo exposto, cães à solta, poluição visual, becos perigosos, bicicletas escoradas em árvores, calçamento precário, ausência de proteção policial, afetando vários locais do centro. [Inclusive há uma galeria comercial abandonada, defronte ao shopping Calçadão].


Como o turismo gera empregos e divisas, e sendo o Calçadão uma das primeiras imagens que o turista tem da cidade, é necessário um comprometimento de todos.

Autoridades, políticos, empresários e comunidade, com o auxílio de arquitetos, urbanistas, geógrafos e turismólogos, devem traçar um plano de ação eficiente para revitalizar este espaço e fortalecer seu potencial turístico.

Algumas estratégias para diminuir os problemas do Calçadão seriam:

  • destino sustentável para o lixo,

  • um quiosque de informações turísticas,

  • telefones públicos em formato de doces (projeto conjunto com a Brasil Telecom),

  • melhorias no calçamento,

  • redução de poluição,

  • um espaço exclusivo, fora do Calçadão, para ambulantes,

  • treinamento especializado para o atendimento do comércio, o qual é precário, e

  • um painel ante o chafariz, com informações sobre o histórico do mesmo.
São estratégias integradoras que melhorarão a qualidade dos produtos e serviços do centro de Pelotas, gerando mais oportunidades, maior conscientização patrimonial e uma infraestrutura mais eficiente para o bem receber, devolvendo orgulho ao povo pelotense, que assim não mais verá o calçadão como uma via-crúcis cotidiana.

Os leitores têm mais sugestões?

1. Parar e passar, Sete de Setembro, maio 2009.
2. Coleta informal de lixo, esquina do Aquários, novembro 2009.
3. Poluição visual extrema, Andrade Neves, setembro 2009.
4. Calçadão arborizado, Sete de Setembro, novembro 2009.
5. Dúzia de árvores artificiais lembra o Natal, novembro 2009.
Fotos de F. A. Vidal

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Infância e trapiche

O trapiche do Valverde estava arruinando-se e ficou tão perigoso para caminhar que foi interditado pela prefeitura com uma rede de arame e a retirada da rampa de acesso. Agora ele segue deteriorando-se e ficou (só) como um monumento à decadência (veja).

Supostamente não oferece perigo, mas alguns jovens já romperam com esses obstáculos, abriram o arame e usam o trapiche como território de risco. Por exemplo, como trampolim clandestino (detalhe à dir.).

Do lado de cá, ilhados, os mais fracos percebem a impossibilidade total da aventura e do acesso a um caminho ao futuro. A infância costuma ter bastante de impotência, mas ela pode ser superada com vozes de ânimo e esperança. Quando somente a ousadia nos faz romper com o passado, não queremos mais voltar a ele.

Pelotas rompe suas pontes, se orgulha disso e não constrói novas. Mas alguns dos velhos fugitivos voltam e começam a falar sobre esse verdadeiro tabu, o nosso isolamento geográfico e mental.
Foto de F. A. Vidal


POST DATA: 31-05-2012
Em 2010 a SECULT premiou o vídeo Trapiche do Laranjal, de Paulo Luiz Souza, que denunciava a interdição e pedia socorro. No mesmo ano, a TV UCPel emitiu a reportagem abaixo.
Em 2011, dois anos após sua interdição, o Trapiche do Valverde estava em ruínas, ainda à espera do financiamento para uma reconstrução.
Em 2012 foram iniciadas as obras para sua reativação graças a uma iniciativa do SINDUSCON (veja notícia).

sábado, 28 de novembro de 2009

Árvore natalina e árvore natural

Em todo o centro foram colocadas árvores natalinas artificiais, cerca de uma dúzia, em volta da Praça Osório e ao longo das ruas do calçadão.

A que está na esquina da Félix da Cunha com Princesa Isabel (esq.)sofre um contraste especial por todos os lados, deixando-a reduzida a não significar quase nada.

Olhando-se a nordeste, os enormes e geométricos edifícios a fazem parecer uma pequena representante do reino natural. Nem ela se assume como artificial, nem mostra a importância que deveria ter, em relação ao Natal, à vida e à espiritualidade.

Ante o velho prédio do Quartel Farroupilha, conhecido como Casa da Banha (a noroeste), a mesma árvore parece de um modernismo muito alheio a nossa cultura - sem contar a defasagem da estação. Parece transplantada da Europa, lá onde o pinheiro é valorizado por ser uma árvore que permanece verde, apesar da neve (que não temos aqui).

De fato, na estação central da cidade suíça de Zürich, a empresa de cristais Swarovski coloca uma árvore de verdade, bem maior (15 m de altura), com milhares de ornamentos e pedras preciosas (dir.). Neste caso, sua imponência natural parece deslocada do artificial ambiente.

Olhando-se a sudoeste, perante a abundante vegetação da Praça Osório a mesma nossa "conífera" adquire uma aparência ainda mais falsa, minúscula, estrangeira e anacrônica. A vista é de duas grandes árvores (canafístulas), que mudam de aspecto segundo a época do ano (verão, na foto abaixo). Elas é que deveriam causar nossa admiração e ser enfeitadas, se fosse para significar algo grandioso e eterno.
Fotos de F. A. Vidal (1 e 3)

sábado, 21 de novembro de 2009

O vandalismo nosso de cada noite

O novo Largo do Guarani, na Lobo da Costa, foi inaugurado em 15 de maio, gerando polêmica pela estética do desenho urbano e pelas mudanças no trânsito. Os arquitetos municipais quiseram destacar os prédios antigos e facilitar a caminhada turística.

Entendidos e não entendidos opinaram livremente no Amigos de Pelotas, contra e a favor, e sobrou para as lixeiras (leia).

De acordo às normas modernas, elas vêm duplicadas, em verde e laranja, para separar o lixo orgânico do "seco". Mas o povo ainda não conhece as normas de reciclagem nem a diferença entre orgânico e seco, e usa as lixeiras sem distinção.

Quase seis meses se passaram e os sofisticados protestos pareciam ter ficado no esquecimento. No entanto, a meio andar da Feira do Livro, começaram os ataques físicos às lixeiras, único elemento ali que pode ser destruído a pontapés.

Algum demônio analfabeto teria tentado atacar a Feira e se viu intimidado pelos guardas noturnos? Após uma dessas noites, não havendo vigilância neste trecho, uma lixeira laranja desapareceu (1ª foto, 8 de novembro).

Uma semana depois, em outro arrastão noturno, a lixeira verde que havia sobrado foi arrancada (2ª foto, 15 de novembro). Não foi preciso muita força, pois as estruturas são frágeis.

Estranhamente, quem passou hoje por ali viu - além de dois postes entortados, efeito dos mesmos brucutus - a lixeira verde de volta (3ª foto, 19 de novembro).

Sociólogos e historiadores relacionarão o ressentimento dos pobres com a opressão dos ricos; iconoclastas e estetas dirão que tais lixeiras só podiam ter como destino o lixo; anarquistas defenderão esta ação popular espontânea... mas a linha cronológica não tem nada de lógica.

O próximo passo da sequência devia ser que levassem o poste, mas agora teríamos que pensar na devolução da lixeira laranja.

Quando deixaremos de ser tão permissivos com as explosões de instintos selvagens? Quando nossas energias sairão em forma de palavras e gestos civilizados que ajudem a construir nossa cultura, em vez de destruí-la?
Fotos de F. A. Vidal

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A maior mostra de criatividade já vista em Pelotas

A Universidade Federal de Pelotas comprou em abril dois prédios da antiga fábrica Cotada (veja a notícia).

Após décadas de abandono, o edifício maior - Benjamin Constant esquina Dona Mariana - não parece ter sido tocado: por fora a identificação em enormes letras (esq.), por dentro pequenos pátios, a estrutura em cimento, um velho elevador, grandes buracos entre os pisos.

O professor José Luiz de Pellegrin, diretor do Departamento de Arte e Cultura da UFPel, que vinha organizando grandes mostras no Cais do Porto desde 2006, imaginou agora a ocupação artística desse velho prédio, tão grande que uma turma de formandos do Instituto de Artes não conseguiria preencher. Foram chamados professores, ex-alunos e outros artistas, inclusive de fora de Pelotas, e o resultado teve inauguração na sexta-feira passada (23).

Aberta até amanhã (31), a "Arte no Porto III" é a maior exposição coletiva já vista em Pelotas, com 72 artistas (inicialmente eram 74, mas dois não puderam chegar), sem que mediasse prêmio ou concurso.

O entusiasmo e a criatividade que estiveram em jogo também dão mostra de como um ponto de partida velho e deteriorado permitem uma renovação e um futuro vislumbrado além dele. Esta ação coletiva pode considerar-se como uma multi-intervenção, que dá caráter poético a um espaço de nossa cidade que nos envergonhava e parecia destinado à destruição.

A imprensa de Pelotas funciona por agenda e não cobre os eventos artísticos após acontecerem - somente os anuncia. Não havendo aqui uma publicação exclusivamente dedicada à arte, esta megaexposição tomou os meios de surpresa e ficou sem ser informada ao público. Nem sequer o sítio oficial da UFPel deu detalhes da inauguração (leia). Somente um documentário da produtora Moviola mostrará ao mundo esta pequena façanha.

Nos próximos dias, mostrarei alguns aspectos que mais me chamaram a atenção.
Fotos de F. A. Vidal

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dois símbolos da falência

Nas sombras desta tarde, o majestoso edifício e suas três bandeiras pareciam marcar a imponência absoluta de seus poderes políticos e econômicos (Estado, federação e município).

O prédio da década de 1920 pertence hoje ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul; era do Banco Pelotense, que faliu em 1931.

Ao fundo, em aparente submissão, o imenso edifício - abandonado há uma década, a meio construir - permanecia em evidência, destacado pelo sol poente e pelo fundo azul.

Sua altura triplicava a do avô, que fora salvo da tumba com modernas técnicas de conservação. Mas sua tristeza era proporcional ao tamanho, pois ninguém havia querido salvá-lo da inutilidade e da vergonha.

Sem conexão aparente, os dois haviam sido vítimas das forças locais de decadência e autoanulação.
Foto de F. A. Vidal

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Luzes e sombras no velho Mercado

Esta semana o Mercado iniciou as obras de reforma interna e ficará fechado ao público até novembro ou dezembro de 2010. Em outras épocas, ali compravam-se frutas, hortaliças e carne, mas ultimamente a maioria dos locais eram sapatarias, que espalhavam seus produtos pelo caminho dos passantes.
Antes desse fechamento, fotografei o aspecto sombrio que podia ser visto por quem entrava pela Quinze de Novembro (ou praça Sete de Julho). Todo o comércio já havia saído, menos as lancherias.
Uma das lojas fechadas era a Fauna & Flora (na foto acima, do lado direito, com jeito de ruínas abandonadas).
Mais de perto, podia-se ver que sua vitrine (esq. e dir.) conservava um aquário, único signo de luz, vida e cores naquela imagem apocalíptica.
Fotos de F. A. Vidal

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mantenham a esperança, diz o Mercado

Esta tarde às 17h, as lojas internas do Mercado ainda estavam sendo desfeitas, para a mudança provisória de um ano e meio enquanto o prédio passa por uma nova reforma. As lancherias ainda funcionavam, mas as galerias em geral estavam semiabandonadas, dando ao ambiente um aspecto de destruição.
Saindo da penumbra das galerias, situei-me no pátio sudeste, que permite olhar para a torre da Tiradentes com Quinze de Novembro, e tomei estes dois registros (clique para ampliar), cuja luminosidade infunde uma forte esperança de tempos melhores. O próprio Mercado parece dizer-nos que não percamos o otimismo.
Com certeza estas cores e formas devem ter sido vistas pelos pelotenses há um século, nos tempos de riqueza, e possivelmente sejam vistas no futuro, quando novas gerações permitirão reconstruir uma sociedade com valores mais positivos.
Fotos de F. A. Vidal

Gatunos cuidadores

Muitas casas têm a proteção de alarme contra roubos, mas poucas têm além disso cuidadores animais, que servem de vigias e testemunhas contra gatunos humanos. Neste casarão da Lobo da Costa, os felinos habitantes parecem adornos durante o dia, e à noite sua negritude e leveza é totalmente inofensiva.
Foto de F. A. Vidal

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Nesta esquina, pedestre não tem vez

O cruzamento das ruas Félix da Cunha e Lobo da Costa tinha uma sinaleira, até que foi feita uma reforma urbanística na quadra do Teatro Guarani, terminada em maio (veja o post).

Os carros chegavam à esquina provenientes do sul, leste e oeste, mas não era comum haver ali acidentes. A Prefeitura retirou, então, a sinaleira, mas apareceram problemas pelo excesso de veículos.

Dois meses depois, a medida oficial foi inverter o trânsito naquele trecho da Lobo da Costa, deixando-o centro-bairro (esq.), ao leste.

Agora os carros entram no cruzamento somente pelo sul e pelo oeste.

Os que vêm do sul, pela Félix da Cunha (dir.), sabem que a preferência é sua e não param, enquanto os que vêm saindo do circuito da Praça Osório percebem vários sinais de detenção.

Este sábado (29), um ciclista e um motoqueiro cruzaram-se rapidamente (dir.); se os dois tivessem a mesma velocidade, o choque teria sido feio.

Para não prejudicar totalmente os pedestres, foi colocada uma faixa branca tipo zebra. Os regulamentos definem que, em ausência de semáforo, a faixa do pedestre é parada obrigatória para todo veículo, mas na prática, ela fica como enfeite, ignorada pela visão e pela consciência dos motoristas.

Na primeira foto desta sequência (esq.), uma senhora espera pacientemente que os carros passem pela faixa preferencial, pintada ali expressamente para que ela não precise esperar. Aproximam-se quatro carros e, ainda a uma quadra de distância, uma moto, perceptível na imagem seguinte (dir.; clique para aumentar).

O veículo é uma arma, além de meio de transporte, e quem anda a pé fica intimidado e impotente; ao volante, o cidadão mais respeitoso esquece sua ética de respeito e age por instinto e automatismo. Cada um destes motoristas agiu de boa fé, fazendo o que sempre faz, o que todos fazem.

Somente após a passagem de Sua Majestade o motorista (esq.), pode o ser humano sentir-se à vontade no espaço urbano; afinal, ele sabe cuidar de sua segurança.
Fotos de F. A. Vidal

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Loja para navegantes

Diante do antigo Cine Capitólio, uma loja que se apresenta como lan house tem como anúncio um caiaque em tamanho real e seu remo pronto para usar. O passante distraído associa o grande objeto com "navegar na internet" e até se motiva a entrar.

Como alguém ainda não tinha pensado nisso? As pelotas que deram nome ao nosso principal arroio também servem para convidar a este tipo de navegação.

Mas tudo isto não passa de imaginação de turista. A verdade é que a loja Caxangá (aquele típico chapéu de marinheiro) vendia produtos náuticos e mudou de ramo. O nome perdeu o sentido comercial e foi retirado do cartaz. Ficaram ali caniços e redes de pescar (não virtuais), que agora enfeitam a loja, e elevam as redes a um nível metafórico.

No Brasil de hoje, estes centros são conhecidos como lan houses (LAN=Local Area Network, rede de área local). Assim como os marinheiros saíram de moda, o absurdo nome em inglês se impôs pela sonoridade e deslocou o tradicional cibercafé... no país do café.
Foto de F. A. Vidal

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Poema de amor por Pelotas

Neste aniversário de Pelotas, dia 7, o Diário Popular voltou à internet. Postado no dia anterior, ali estava um vídeo de homenagem à cidade, com imagens de fotógrafos do jornal e um apaixonadíssimo texto de Pablo Rodrigues, jornalista que o redigiu em 2007, para a inauguração da Casa de Pelotas no Mercado Público de Porto Alegre. A interpretação é do ator Zé de Abreu (paulista, morou em Pelotas nos anos 70).

A prosa poética de Pablo (veja um post sobre ele) brota de sentimentos profundos que também inspiram este blogue. Para nossa meditação, transcrevo abaixo o texto original do autor, com a pontuação revisada por ele.

O
monólogo pode ler-se como uma conversa com Deus (o Senhor). A cidade tem incontáveis detalhes, como a casa do espírito humano tem inúmeras janelas. A casa divina também tem uma multiplicidade infinita (Evangelho de João 14, 2).


Minha casa e tantas casas
― Digo ao senhor, sem o receio qualquer de errar: minha cidade é minha casa, o lugar onde me encontro. E crescem em mim incontáveis alegrias, abrem-se em mim inúmeras janelas quando volto pra : coração no compasso do mais certo. Aliás, o tanto e quanto mais sei e testo nesta vida de entreandanças é que tudo é viagem de volta... Minto? A saudade então não é a cada instante a sempre-presença? Ai, e tem maior que a saudade da casa da gente? Pois repito, para que não sobre assombro: minha casa é minha cidade. Toda doçura.
Essas lindas moças todas e suas finas feições e caminhares e perfumes são minha cidade: o crescer da lua, na Lagoa dos Patos, o inesperado irromper do amor. Lhe conto que não há nada igual no mundo. O senhor vá no Laranjal, comigo confirme, constate com os seus próprios olhos. E ponha o coração à larga. Depois sonhe com aquilo quando sonhar, toda a vida.

Uma casa e tantas casas, minha cidade, onde Ramilonga se fez canção, poema e estética profunda de frio, solidão e amor. Sim, minha cidade em mim não sei como, não saberia ser quando, onde quer que fosse, onde?, se não em mim, o que me faz mais eu: assim, minha casa e tantas casas, assim, aberto à esperança de tantos milagres e povos.

Olhe, veja - e me escute mais do que estou lhe dizendo. Escute cada pedra, cada árvore, cada banco de praça. Escute cada flor lilás dos jacarandás-em-dezembro da Coronel Pedro Osório, o silêncio das peças de xadrez, as mesas, os velhos senhores tão sempre donos do tempo, como se num quadro. Eternos. E Deus por todos os cantos.

Escute o cheiro de infância que ainda circula pelo Café Aquário: um desejo enorme de debater o mundo com os amigos. Mudam-se apenas os assuntos. Todos somos crianças, porém, lá no fundo. O senhor faça o teste: pare diante do espelho e se olhe fixo, por cinco minutos. O que verá no fim? Pois lhe digo: um rostinho de menos que menino, como se pedisse ainda - toda a vida - o carinho, o colo e o cheiro da mãe. Mais: como se pedisse mais amor.

Só o que me consola é a minha cidade e todas as suas belezas.

Ah, subir pela Princesa Isabel, a mais bonita das ruas e ver as folhas caídas naquele chão de tanta história! Chegar à praça Coronel Pedro Osório... Como definir ao senhor?: o exato da beleza de se estar olhando para o chão e de repente erguer os olhos e topar com o Grande Hotel... ali, imenso, desde sempre, de portas abertas, um convite à elegância.

Sei, certos momentos não são definíveis. Fosse lhe dizer mais, o tanto que minha cidade cultiva, muito mais conversa precisaria. O Sete de Abril e seus delicados contornos, as charqueadas que estão aí para dar testemunho, sal e sangue, luta e memória.

O senhor preste toda a atenção no enorme da voz do Joca e saberá do que falo: raízes.

Minha cidade é toda a alegria e beleza do mundo, mesmo quando a vida anoitece. Tholl em festa, o senhor sabe o que lhe digo. Como dizer ao senhor o encantamento de caminhar distraído pela Lobo da Costa e começar a ouvir o crescer dos violinos e violoncelos da Orquestra Filarmônica e os timbres das muitas vozes do Coro de Música pela Música? O Guarani guarda tantas histórias!

E o que dizer então das histórias que guarda o Instituto, Casa do Capitão, minha casa... Blau Nunes mora ali! e ainda ensina a vida aos mais novos, patrício menos avisado do essencial do cotidiano, a esperança e a luz de Deus por todos os lados, de muitas onças.

Como dizer ao senhor o tanto que minha cidade é?
Desconheço.
Sei e digo, apenas, que minha cidade é o que há de melhor em mim, a parte mais minha, o que em mim mais profundo habita.
Em qualquer lugar: minha casa, sua casa, esta casa, Pelotas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Luminárias solitárias



As luminárias que estão sendo utilizadas em renovações urbanas em Pelotas são de um só modelo, mas, como é lógico, em cada lugar ganham aspecto e significado diferentes.

No Parque Dom Antônio Zattera (dir.), elas se misturam com as árvores e passam despercebidas durante o dia, especialmente com tempo nublado como foi neste domingo (24).

Sua forma parece desenhada para fazer parte de um bosque: talo alto e copa pequena, feita de luz em vez de folhas.

À noite é quando elas assumem sua função, enquanto as verdadeiras árvores dormem na sombra.

Já defronte ao Guarani (esq.), o mesmo tipo de objeto chama a atenção por seu contraste, parecendo um solitário visitante de um espaço estranho. Não que fique feio ou bonito, mas não consegue identificar-se com o ambiente.

Nesse trecho da Lobo da Costa, as árvores não existem nem serão colocadas, pois prejudicam a visão dos prédios. Entretanto, as luminárias antigas, bem mais altas e colocadas em postes, não foram retiradas; somente desativadas.

Nesse contexto, o desenho moderno mantém a funcionalidade à noite, mas de dia obtém um efeito de contraposição, e não de harmonia como no parque.
Fotos de F. A. Vidal.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Hotel Tower estreia com Rita Lee

Durante anos, as obras do hotel Jacques George Tower ocuparam a calçada da Almirante Barroso com Sete de Setembro, onde funcionou a antiga SMUMA (Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente). Somente uma passarela de madeira facilitava o trânsito de pedestres.

Em 2008, a passarela foi retirada e não foi mais possível caminhar por ali. A calçada ficou totalmente bloqueada (dir.). A paciência dos pedestres teve que acompanhar a demora das obras; quem quisesse passar, que caminhasse pela rua (abaixo).
Não houve fiscalização todo esse tempo, nem respeito por parte dos responsáveis. Nem lei, nem ética.
Dia 9 de maio, a passagem começou a ser liberada. Foi retirado o tapume - pois passarela já não havia - e a calçada ficou transitável.
Compare a foto acima com a de baixo; são exatamente do mesmo trecho.
O hotel estava finalmente pronto. Seria inaugurado o segundo Jacques George em Pelotas, com certeza agora para a última sexta-feira de maio (29). Em 2006, esperava-se que o hotel abrisse em 2007 (veja a notícia). Depois o anúncio foi para 2008.

O primeiro Jacques George funciona desde 2003, com 40 apartamentos, na Gonçalves Chaves.
O JG Tower, segundo hotel do Grupo Jacques Halal (dir.), tem o dobro da capacidade, e bastante mais luxo, com suites para hóspedes VIP, salão de convenções, piscina e sauna. A estreia das suites será antes da inauguração, nesta terça-feira (26), pela cantora Rita Lee e seu marido Roberto de Carvalho, que darão um show no Teatro Guarani na quarta (27).
Também há planos de um restaurante internacional neste hotel, com uma cafeteria na recepção e uma loja de venda de doces de Pelotas.

Também em 2008, a empresária Jacqueline Halal anunciou a construção de um terceiro hotel (veja a notícia), com a expectativa de que antes do fim desse ano as obras iniciassem. Um ano depois, somente se realizou o acabamento do Tower.
O terceiro JG, que terá outro nome, será mais popular, com 148 apartamentos, a preços de não mais de cem reais, sem frigobar, com ar condicionado, TV, telefone e cama-box. A localização será na Santa Cruz com Tiradentes, justamente atrás do primeiro JG.
Ainda não foi anunciado, mas fiquei sabendo que Jacques Halal já adquiriu todo o terreno e prédio do antigo Salis Goulart (defronte ao primeiro hotel da rede). Dizem os comentários que o novo estabelecimento será um hotel ainda mais barato e rotativo, mas, a julgar pelo ritmo já observado na construção, alguns anos mais se passarão (e bastante dinheiro rolará) até que o quarto hotel seja uma realidade.
Fotos de F. A. Vidal.