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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Núcleo de Arqueologia Pelotense

Até 2001 existiu o Núcleo de Arqueologia Pelotense (NAP), ativado em 1994 pelo Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, com os professores da UFPel Érico Brasil Ferreira Costa, Moacir Barbosa de Leon e Fábio Vergara Cerqueira, mais nove alunos do curso de História do Instituto de Ciências Humanas.

A dúzia de estudiosos realizou atividades como: trabalho de campo nas Missões Jesuíticas, leitura de textos especializados e visitas a exposições e museus. Foi formado um laboratório arqueológico na antiga Casa de Cultura João Simões Lopes Neto. O maior sucesso nesses sete anos foi ter constituído um sítio escola, espaço físico que permitiu coletar e analisar em campo materiais cerâmicos e pedras. Os valiosos elementos permitiram estudar a ocupação pré-histórica de nossa região (Pelotas e arredores).

As informações acima foram divulgadas por Antônio Vergara, aluno de História, num artigo publicado no Diário da Manhã (15-08-09, p. 12). Este ano, o acadêmico participou num trabalho educativo com alunos do Ensino Fundamental, para mostrar como era a vida dos indígenas nesta zona há centenas de anos, especificamente os guaranis. Algumas das atividades foram: degustação de mandioca, confecção de brinquedos indígenas, estudo da escolha de nomes das crianças, arte em cerâmica e argila (veja a notícia).

Em 2007, uma escavação próxima à praça Osório exigiu uma "intervenção arqueológica de emergência", quando foram achados materiais do século XIX (veja a notícia).

Existe desde 2002 um projeto de salvamento arqueológico em Pelotas, que busca compor uma história mais completa que aquela tradicional, que vende a ideia de uma cidade luxuosa e cosmopolita (veja o artigo de 22 pág).

O trabalho do extinto NAP teve continuidade com a entrega de seus materiais, por parte do IHGPel, ao Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (LEPAArq), hoje dirigido por Fábio Cerqueira.


Foto 1: equipe de arqueólogos da UFRGS estuda sítios que remontam ao período pré-colonial brasileiro (Pinhal da Serra, RS, 2007).
Foto 2: escavação na Freguesia de Ruvina (Sabugal, Portugal, 2008).

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

3 notícias e um silêncio para o mesmo fato

Os pelotenses conhecem bem suas universidades, que dão à cidade um claro aspecto juvenil e educacional, com vestibulares, trotes e formaturas o ano todo. Os sotaques que ouvimos em Pelotas são sempre mais de estudantes do norte do país do que de turistas que venham conhecer as praias, a zona colonial, os museus, os teatros, as charqueadas e os casarões do século XIX.

A Universidade Federal está fazendo 40 anos, e a Católica fará 50 em 2010, mas desde bem antes existiam aqui faculdades e escolas importantes, como o Conservatório de Música, a Escola de Direito, a Odonto, a Eliseu Maciel.

Conhecemos os reitores de cada uma: o da UFPel, escolhido por professores (o regulamento oficial ainda não inclui os estudantes), e o da UCPel, indicado por uma comissão e pelo Grande Chanceler.

Sabemos, pelos noticiários, que os dois governam territórios independentes e competitivos entre si. Como políticos, eles se cruzam em reuniões oficiais, ou aparecem tratando temas em conflito, como a quem toca administrar o pronto-socorro ou uma seção do hospital. Também os estudantes separam territórios, quando se identificam como da Leiga ou da Católica, diferenças que se acentuarão quando a Federal abrir novos cursos.

Não é comum, portanto, ver os dois reitores amistosamente conversando ou pensando projetos conjuntos. Por isso vale o registro para a reunião que eles tiveram na manhã de hoje (31). Quando empresários ou caudilhos de domínios separados se aproximam, interpreta-se uma conveniência mútua - nada novo nisso. Mas quero notar que hoje se encontraram duas linhas paralelas e as duas instituições deram a mesma notícia.

  • Reitores da UFPel e UCPel fortalecem relações institucionais - foi o festivo título dado pelo site da Federal, enfatizando a amizade e a união (leia a notícia). No conteúdo [reitor da UFPel recebeu a visita do reitor da UCPel], o redator marcou que o dono de casa era o reitor da Federal (sujeito da frase) e o visitante era o outro (reduzido a adjunto do objeto direto). Apesar dessa diferenciação, o texto ainda anunciou que um espetáculo musical festejaria conjuntamente as duas entidades.

  • Reitores da UCPel e da UFPel reúnem-se - foi a fria manchete no site da Universidade Católica. Aqui, os dois reitores são sujeitos gramaticais, com o detalhe de que o da UCPel é citado primeiro (leia a notícia). O texto é tão breve e a foto tão pequena, que parece feito somente para fazer constar um fato menor.
  • Reitores da UFPel e UCPel participam de reunião - foi o título dado pelo Diário Popular em seu portal, também com texto breve (leia a notícia) e sem foto. Nota-se que o jornal se baseou no texto da UFPel, mas retira o caráter de encontro exclusivo, somente entre os dois personagens. Erro de leitura, ou menosprezo?
  • O Amigos de Pelotas não mencionou o fato, o que equivale a considerá-lo irrelevante, mas já evidenciou suas críticas a ambos reitores, por oportunismo ou atos ilícitos.
Os dois personagens parecem tão bem-humorados que pedem uma leitura mais leve do que a solene imprensa pelotense está fazendo. As duas fotos que ilustram a notícia da UFPel admitem legendas jocosas e satíricas, como se nos convidassem a participar do show:

Olha como a minha casa cresce rápido!
Trabalho tanto que não preciso usar gravata.
Tudo isto é meu: tenho até vista para o mar. Meu próximo passo é reformar o Porto.
Se quiseres, podes te mudar para cá, e abro a Faculdade Católica da UFPel.
Fotos UFPel

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ciência Bacana, o blog da profe de Biologia

Muitos professores usam os instrumentos mais modernos para se comunicar com seus alunos, estendendo a sala de aula com mais conhecimentos ou com tarefas digitalizadas.

Longe de parecer o blogue da profe, Ciência Bacana é um lugar de brincar com os conhecimentos e de aprender a usar a internet como meio de informação, entendimento e diversão.

Alline Oliveira Bettin ensina Ciências Naturais, Biologia e Química em vários níveis do Fundamental, na Escola Mário Quintana, e há somente três semanas, quando as aulas do segundo semestre iam começar, ela abriu um blogue para, como costuma fazer, estabelecer relações transversais, de tudo com tudo: zoologia, literatura, música, brinquedos, botânica, avanços tecnológicos, história e muita coisa mais. Como o semestre iniciou com atraso de duas semanas, as crianças só tomaram conhecimento nesta segunda (17).

No primeiro dia (31 de julho), Alline postou algo engraçado:
Com este frio, durma abraçado com seu coração... de pelúcia.

Além dos posts, há dois joguinhos para brincar com bichos e um mural de recados, que os alunos usam dia e noite para dar ideias e dizer que estão adorando o blogue.

A sora Alline faz que a leitura seja muito mais interessante, parte da vida real e não uma simples tarefa de colégio. Aliás, ela pertence ao quarteto criativo do Projeto de Leitura, grupo de mestras que estimulam a imaginação e a inteligência, relacionando a escrita e os livros com todas as áreas humanistas, científicas e artísticas.

A data do dia aparece em inglês, mas de uma forma original: os números são apresentados por pessoas com expressões emocionais (esq.).

Outra coisa que o Ciência Bacana consegue é mostrar às crianças ( e a seus pais) que a internet pode ser usada de boa forma, com a condução de um adulto.

sábado, 8 de agosto de 2009

40 anos da UFPel

Em 8 de agosto de 1969, foi fundada a Universidade Federal de Pelotas, segundo decreto ministerial publicado no Diário Oficial três dias depois. A nova entidade, que hoje completa 40 anos, reuniu dez escolas já existentes (nove universitárias e uma de ensino médio).

Exposição "Unidades Fundadoras da UFPel"
Comemorando a criação da UFPel, o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo abriu nesta quinta-feira (6) uma exposição de fotografias e objetos históricos daquelas unidades fundadoras.

No primeiro piso do MALG encontram-se livros do século XIX, objetos como uma antiga classe da Escola de Veterinária (acima), fotografias como a de um recente atendimento odontológico (dir.) e uma detalhada linha do tempo com as principais datas relacionadas com as escolas fundadoras da UFPel, desde 1800 até hoje (abaixo).

Uma grande equipe de alunos, ex-alunos e funcionários está envolvida na organização da mostra, coordenada pelos curadores Francisca Ferreira Michelon, Jose Luiz de Pellegrin e Raquel Santos Schwonke.

Além de informar sobre o passado dessas unidades antes da sua agregação, a exposição busca também chamar o presente à responsabilidade de guardar o que a história deixou. Segundo comentou a curadoria, a rápida expansão universitária no Brasil pode desconfigurar a memória de percursos tão intensos como o que aqui se relata.

História das 10 escolas fundadoras

A entidade criada pelo governo militar em 1969 agregou as seguintes unidades de ensino que havia em Pelotas:

  • As três faculdades da Universidade Federal Rural do R.G.S. (criada em 1960 como Universidade Rural do Sul): Veterinária, Agronomia e Ciências Domésticas. As duas primeiras surgiram em 1883, na Imperial Escola de Medicina Veterinária e Agricultura Prática (na foto abaixo, uma das sedes da Escola de Agronomia);

  • as três unidades da UFRGS em Pelotas, que vinham da URGS desde 1949: Odontologia (desde 1911), Direito (1912) e o Instituto de Sociologia e Política (1958);

  • três entidades de ensino superior relativamente autônomas: o Conservatório de Música (1918), a Escola de Belas Artes (1949) e a Faculdade de Medicina (1959);

  • a Escola Agrotécnica Visconde da Graça, incorporada em dezembro de 1969, como Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça.
    • Com o tempo, a unidade da instituição federal permitiu a melhor gestão e a criação de novos cursos. Hoje a UFPel se encontra num crescimento vertiginoso em infraestrutura e administração; somente para 2010 serão abertos 21 novos cursos.

      Como medida de proteção contra a epidemia de gripe A, todas as festividades pelos 40 anos da UFPel foram adiadas até outubro, inclusive a vernissage desta exposição, que se encontra aberta até 7 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 19h, com entrada franca. O MALG fica na rua General Osório 725.
      Fotos de divulgação (2 e 4), e F. A. Vidal (1 e 3)

      quinta-feira, 19 de março de 2009

      Colégio São José prepara centenário

      Em 19 de março de 1910, dia de São José, foi fundado um novo colégio feminino em Pelotas. Hoje o Colégio São José completa 99 anos e inicia a preparação do seu centenário.

      Conta o site do Colégio que a iniciativa foi do prefeito municipal José Barbosa Gonçalves (1908-1912), que desejava para sua filha uma educação católica sem precisar enviá-la a Porto Alegre. Como nossa cidade ainda não era diocese, ele solicitou ao bispo da Capital a vinda a Pelotas das irmãs da Congregação de São José, a mesma que desde 1906 administrava com sucesso e boa fama o Colégio Sévigné.
      A Congregação das Irmãs de São José de Chambéry foi fundada por um jesuíta francês em 1650; estava no Brasil desde 1858 e no Rio Grande do Sul desde 1898. Tem casas em várias cidades brasileiras, mas não em Pelotas.
      A primeira sede do Colégio São José de Pelotas funcionou na rua Quinze de Novembro esquina Gomes Carneiro, sob a direção da Madre Saint-Maurice. A educação passou a ser mista em 1972.
      A foto do Internato São José, tomada por Brisolara em 1922 (abaixo), mostra como o prédio era originalmente.
      O crescimento do Colégio trouxe maiores necessidades de espaço: dois andares novos de salas (que desconfiguraram a construção), anexos pela rua Três de Maio (dois andares adicionais com salas) e a entrada comum pela Félix da Cunha: capela, ginásio e auditório (1ª foto).
      Hoje, a escola está totalmente modernizada, com boletins virtuais, um sistema próprio chamado Aula Web com material didático, links para os blogues de professores (Lyl Recuero e Elton da Costa) e o Projeto Conexão (programa de TV, programa de rádio e publicações no Diário Popular).
      Fotos: F.A.Vidal e Cosac Naify.