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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Raízes uruguaias em Pelotas

No vídeo abaixo, da agência Maria Bonita Comunicação, Eduardo María Pereira Gozalbo apresenta o Setor de Literatura Uruguaia, criado em 2014 na Biblioteca Pública Pelotense (v. postagem neste blogue). Pereira coordena o projeto América & Pampa — também ligado à Biblioteca e fundado em 2003 — e preside o conselho da AURPAGRA em Pelotas, órgão ligado ao Ministério do Exterior uruguaio. Falando em espanhol, ele se refere à cidade de Pelotas, onde ele é parte da assim chamada colônia uruguaia, estimada hoje em 2500 pessoas. Há dez anos, a estimativa era de 1500 uruguaios em Pelotas, incluindo os não legalizados.

Em 2007, o cônsul Paulo Scheiner propôs oficialmente, ao prefeito Fetter Jr., a fundação de uma Casa de Cultura Uruguaio-Pelotense (v. notícia). O projeto era de uma equipe do curso de Letras da UFPel e deu origem ao blogue Casa de Cultura Uruguaya.


As ligações entre o Uruguai e Pelotas existem desde 1777, pelo menos, quando muitos portugueses vieram desde Colônia do Sacramento (hoje cidade uruguaia) à região que hoje é Pelotas. Naquele ano, o Tratado de Santo Ildefonso (v. Wikipédia) determinou a saída de todos os portugueses da Colônia. A vila nasceu em 1680 como um forte português e foi bombardeada pelos espanhóis durante quase um século, mas sempre resistiu (v. história de Colônia). A fronteira entre as possessões de além-mar não estava claramente definida e os portugueses a levaram ao ponto mais próximo de Buenos Aires, a margem oposta do Rio da Prata.

Com o tratado que os obrigava a sair do território espanhol (incluindo o lado oriental da Colônia e o lado ocidental de Buenos Aires), a maioria dos portugueses preferiu radicar-se em região próxima e pacífica, não afeta a ataques (em 1776, a Vila do Rio Grande havia sido reconquistada, após ocupação espanhola de uma década). No chamado Rincão das Pelotas já existiam famílias que se haviam refugiado nas proximidades de Rio Grande, aproximadamente desde 1766.

Fazendas e charqueadas no Rincão das Pelotas determinaram, desde o ano do tratado, a existência de habitantes "pelotenses" antes da criação da zona urbana . Assim, os primeiros colonizadores do Uruguai foram portugueses, e os primeiros colonizadores de Pelotas vieram da região uruguaia (quase todos, portugueses nascidos em território espanhol).

O plano de urbanização da futura cidade foi autorizado 35 anos depois, com a fundação da Freguesia de São Francisco de Paula por parte do rei português, então residente no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 1812 (v. história de Pelotas).
Vídeo: Maria Bonita Comunicação

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Blues continua em casa maior


O pub e petisqueria Diabluras Gastronômicas está em casa nova e bem maior, na Félix da Cunha 954 (ao lado da Fábrica Cultural), de segunda a sábado, com programas musicais diversos. Até 2014 e por poucos anos, o barzinho esteve num pequeno espaço que antes acolhera uma sorveteria, na Três de Maio com Alberto Rosa.

Lascano + Peixoto, hoje (3-2)
no 15º Toca um Blues Aí
Nas quintas o Diabluras tem jazz, nas sextas tem música brasileira (choro, samba e bossa nova), aos sábados a Diávolos Band. Os nomes são meio endiabrados (em espanhol, diabluras significa "diabices", no sentido de "travessuras"). No final desta nota há uma explicação possível para esta relação entre música e sentimento.

Mas o projeto preferido da turma under anglofônica é nas terças-feiras: o Toca um blues aí, que veio como continuação do "Terça Diablues", desde março de 2014. Em maio, mencionamos aqui no blogue esta iniciativa, quando ainda soava no bairro do Porto (v. postagem Blues no Diabluras não para).

Segundo César Lascano, produtor do "Toca um blues aí", o objetivo é difundir este gênero musical, além de contribuir a valorizar e potencializar a cena musical de Pelotas (Diário da Manhã impresso, 27-1-2015, p. 15, nota de Marcelo Nascente "Yes, we got the blues").

Cada semana são convidados músicos da cidade e da região, o que faz que eles se reconheçam, improvisem e se entusiasmem com novas oportunidades. O projeto também permite que outros músicos presentes subam ao palco, mesmo não estando formalmente anunciados.

Théo Gomes criou o logo do "Toca um blues aí".
No vídeo acima, trecho da terça 15 de abril de 2014 (3ª noite do "Blues aí"), com César Lascano (gaita e vocais), Dione Martins (guitarra), Marcelo Valente (bateria) e Wallace Moraes (baixo). Precisamente hoje, volta Lascano (v. figura acima).

O blues nasceu na cultura afro-norte-americana, derivada dos negro spirituals, e originou outros gêneros como o jazz, o country, o soul e o rock and roll. A expressão "the blues" se refere aos diabos azuis (blue devils), que simbolizam a tristeza vivida pelos negros americanos (v. Wikipedia em espanhol).

Casualidade ou não, a expressão híbrida "diablues", criada em Pelotas, onde também houve muitos escravos, representa o mesmo sentido norte-americano do século XVIII. Onde houve sofrimento profundo, surgirá o blues negro ou similar.

O Diabluras teve interessantes apresentações em janeiro: na quinta 29 houve o reencontro histórico do Grupo Casagrande (jazz), e terça 27 foi o 14º show da série do blues, com Matheus Torres e Alinson Alaniz. A reativação do projeto musical foi reporteada pelo Diário Popular, esta semana. E não se pode esquecer que a gastronomia é o segundo ponto forte da casa, assinado pelo chef Márcio Peixoto (veja aqui outras delícias).

O saudável steak de linguado é criação de Márcio Peixoto, chef do Diabluras.
Imagens: Facebook

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Corredor Arte: 285 mostras de arte em 14 anos

O que seria somente um corredor de passagem 
dos sentimentos que mais se fazem presentes neste ambiente 
- como angústia, tristeza, dor, medo - 
passa a ser, com a arte, 
um corredor de alegria, de vibração, de esperança e de vida. 
Ana Brod
Em agosto de 2009, o Corredor mostrou obras de Rita Westendorff e Eneida Martí.
O projeto Corredor Arte comemorou, no dia 18 de setembro, 14 anos de existência no Hospital Escola da UFPel. O espaço já foi visitado por incontáveis pintores, fotógrafos, artesãos e talentos artísticos de Pelotas e região, estreantes e consagrados. A exposição comemorativa é a de número 285, e conta com fotos do próprio Corredor Arte ao longo de sua história.

Os corredores de hospitais servem para o deslocamento de pacientes e funcionários, num contexto de trabalho e de recuperação da saúde, geralmente sério e numa atmosfera carregada de tensão e expectativas não resolvidas.

No Corredor Arte, o clima hospitalar é mais descontraído e humanizado, pois cores e texturas convidam a uma parada no caminho, para pensar e sentir o que a vida nos oferece nas entrelinhas. Como a arte tem valor terapêutico, pode ser um refúgio para quem está passando por um momento difícil.

Jornalista Helena Schwonke com a artista Deborah Blank Mirenda, em setembro de 2010
Nesta exposição comemorativa, que fica desde 17 de setembro até 7 de outubro de 2014, podem apreciar-se desenhos de Marina Guedes (v. nota de 2009), telhas de Nely Rodeghiero (v. postagem de 2011), quadros do artista italiano Michele Iannarella, e outras inúmeras formas de arte e artistas que contam alguns momentos da história do Corredor Arte.

Em 21 fotos tomadas pelo departamento de comunicação do hospital, a mostra evoca momentos que foram passados neste espaço, em 14 anos. A ideia é reviver as emoções que o público e os participantes puderam sentir, e retratar o espírito do projeto, que é a humanização do ambiente hospitalar. Outras características do projeto foram descritas na postagem Corredor Arte: 9 anos unindo arte e saúde.
Em setembro de 2000 o Departamento de Comunicação do Hospital Escola e o Instituto de Letras e Artes conceberam o Corredor Arte, como parte do projeto Arte e Saúde do ILA. Sua base teórica e prática estava no valor terapêutico da arte, já estudado pela ciência, e que outros hospitais de Pelotas mais tarde também utilizariam. F. A. Vidal
O italiano Michele Iannarella (E) expôs em setembro de 2012 (v. postagem)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ágape, Espaço de Arte


Dirigido pela artista plástica e arteterapeuta Daniela Moraes Meine, o Espaço Ágape acolhe exposições, palestras, cursos, grupos de estudos, oficinas, debates, jantares, apresentações musicais e diversas ações interativas. Mais que uma galeria de arte, o espaço foi criado por Daniela e seu esposo Paulo Ben Hur para promover a Arteterapia na cidade, mas se ampliou, nestes 4 anos e meio, a variadas formas de expressão, como as artes visuais, a psicologia, a gastronomia, a dançaterapia, a música e a literatura.

A atividade no Ágape é permanente, inclusive em fevereiro, sempre com alguma exposição na Galeria JM Moraes. O próximo evento é um Jantar com Arte, servido por um gourmet francês, na sexta 12 de setembro (veja o anúncio).

A casa fica na rua Anchieta 4480, próximo à avenida Juscelino Kubitschek. Cada dia 31 de maio é celebrado seu aniversário com missa de ação de graças. Veja fotos atuais no álbum Já é primavera no Ágape.

Portas de entrada do Ágape, incrementadas pelo graffiti e pela primavera
Foto: Facebook

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Biblioteca abre setor de literatura uruguaia


A Biblioteca Pública Pelotense (BPP) convida para a inauguração do Setor de Literatura Uruguaia, com atividades na sexta-feira 18 de julho:
  • Às 11h, o ato formal de abertura ao público. A sala, que fica no térreo da BPP, tem cerca de 60 metros quadrados.
  • Às 18h, Conversa Sobre Literatura Uruguaia, com Aldyr Garcia Schlee. O escritor publica nos dois países e nos dois idiomas, e é entusiasta pesquisador da cultura de fronteira.
O apoio institucional neste evento da BPP é de duas entidades que reúnem os uruguaios radicados na região de Pelotas: o Conselho Consultivo local (Pelotas e Região) do Departamento 20 e a Associação dos Uruguaios Residentes na Pátria Grande (AURPAGRA).

Literatura Uruguaia, novo setor da Biblioteca
A criação do Setor de Literatura Uruguaia é uma iniciativa que dá continuidade ao grande Projeto Cultural América e Pampa, iniciado pela BPP em 2003. Contando com o apoio da comunidade uruguaia residente, o projeto tem em vista a interação cultural com a América hispânica e, em particular, com o vizinho Uruguai.

A preparação do novo espaço foi acompanhada pela bibliotecária Luciana Franke Nebel, Aldyr Schlee (convidado especial na inauguração) e Eduardo Pereira, representante da comunidade uruguaia em Pelotas (dir.).

Sociedade civil fundada em 14 de novembro de 1875 (época imperial) por um grupo de republicanos, a Biblioteca Pública Pelotense oferece acesso público e gratuito a um acervo de cerca de 200 mil livros e a uma coleção de 30 mil periódicos, que cobre 140 anos de história, de forma contínua. O centenário prédio da Biblioteca foi construído em etapas entre 1878 e 1915.


Imagens: BPP

POST DATA
18-7-14, 18h
Veja mais informações na reportagem do Diário Popular A integração pela cultura.

25-09-14
O projeto América&Pampa iniciou a série de Conversas sobre Uruguai e Fronteira, na última segunda-feira de cada mês. 
Em 25 de agosto, na primeira edição dos encontros, coordenados pelo escritor Aldyr Garcia Schlee, o diálogo foi com o professor e artista plástico uruguaio José María Mujica Miralles (dir.).
A próxima conversa será na segunda-feira 29 de setembro, às 18h30.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sarau Libertário retorna

Arte de Valder Valeirão
Na edição de retorno em 2014 do Sarau Libertário, este sábado (10-05), das 19h em diante, o poeta Alvaro Barcellos receberá os literatos interessados em ocupar o microfone da CASINHA para divulgar suas criações (ou de seus ídolos literários).

Junto às manifestações literárias e às canjas musicais, a Confraria do Xadrez participa com seus tabuleiros, com seus reis e rainhas, conformando o clássico tripé do Sarau (poesia, música e jogo).

Para incrementar a brincadeira, fará estreia um Bingo Literário, com renda revertida às atividades de mobilização comunitária e literatura do Piquenique Cultural! Serão sorteadas, como brindes, publicações dos amigos Daniel Moreira, Márcio Ezequiel e Janete Flores.

O Sarau Libertário é organizado pelo Teatro do Chapéu Azul, Aline Maciel e Pedro Silveira, criadores também do Piquenique Cultural e outras imaginativas ações de arte popular na cidade e região.

A CASINHA fica na Alberto Rosa 24, entre a Conde de Porto Alegre e o Quadrado. A entrada é franca.
Fonte: Facebook.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Jantar com Arte e Minduim

O Ágape, Espaço de Arte retorna em 2014 com a proposta do Jantar com Arte, na sexta próxima (4-4), com o gourmet, artista plástico e professor Luiz Vasconcellos, o Minduim. Ele mesmo, como artesão das palavras, escreveu a seguinte apresentação de seu cardápio.
Cores Locais é o tema, onde os preparos são delineados por ingredientes de Pelotas e região, com destaques para cores e sabores... o exótico se envolve com o caseiro, a picância é doce e suave, por certo comida cozida nas panelas da memória. 
Pastinhas cremosas farão a entrada com ajuda das cores secundárias. As obras principais vão buscar o camarão da lagoa e a galinha da colônia como ingredientes protagonistas, e o figurino terá especiarias de exóticas paragens e texturas condizentes. O forno vai acomodar e agregar crocâncias coloridas, de um arroz plantado nas cercanias. E como se tal não fosse, o encontro final entre os doces ovos e a escura geleia do mirtilo. 
Na produção do evento, Tio João, Danby, Zezé, Crochemore e os "acessórios" do Armazém TerraSul. E a equipe esperta do Ágape, espaço de arte. 
Abertura da exposição de Jérôme Rehel no Ágape (17-3-14)
A noite de confraternização no Ágape inclui uma exposição de artes plásticas, de modo a formar um completo banquete dos sentidos, com aromas, sabores, cores e sons que envolvem os convivas.

Desta vez, a mostra "Cores e Harmonias", com as telas do francês Jérôme Rehel, faz jogo com os ingredientes pelotenses trazidos por Minduim.

Reservas pelos telefones 3028 4480 e 8438 4480. Valor: R$ 45 (sem bebida). Local: Ateliê dos Sonhos, Anchieta 4480.
Imagens: Facebook

POST DATA
5-4-14
Ver álbum de fotos Jantar com Arte.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Hora da Prosa, os escritores vão ao shopping

30 mil livros, espaço para eventos literários, seção infantil e o Shopping como fundo
A Livraria Vanguarda criou a Hora da Prosa para aproximar os escritores a seus públicos, e os clientes ao novo espaço do Shopping Pelotas, aberto há três semanas. O objetivo é promover o encontro entre as obras, os autores e os leitores, em sessões de autógrafos e palestras informais.

Os convidados para a primeira Hora da Prosa, hoje sexta (25-10), são três pelotenses: a poetisa Angélica Freitas, o desenhista Odyr Bernardi e o músico Vitor Ramil, a partir das 19h (v. nota no Diário Popular).

Trata-se de artistas de projeção nacional, segundo o jornalista Ronaldo Bressane, que visitou Pelotas há seis meses (v. reportagem Estética do Frio).

O local comporta maior público que a loja Vanguarda da rua Gonçalves Chaves, e é um dos mais espaçosos na cidade para este tipo de eventos. O ambiente é comercial mas focado ao intercâmbio e aprendizagem da leitura e da literatura (v. nota da LPM Uma livraria de vanguarda em Pelotas).

O conteúdo intelectual e afetivo será posto pelos autores que estiverem presentes, contando sobre seu trabalho e respondendo perguntas dos leitores.

O cenário convida a um coquetel cultural, rodeado de livros, conversas e imaginação. As melodias sem amplificação pretendem ser somente o fundo acústico para a participação ativa do público. Há uma seção infantil, em que as crianças se sentem livres para folhear os livros e ouvir histórias, criando uma mentalidade mais aberta e crítica.

 Desde que foi aberto o Shopping, já estiveram autografando 3 autores gaúchos, ainda sem o momento de fala com o público:
Como a Vanguarda não participará da próxima Feira do Livro, que por primeira vez será realizada em bancas do Mercado Central recém reformado, haverá uma inevitável comparação e competição entre as atividades literárias deste novíssimo Shopping e as do velho Mercado.


Imagens: F. A. Vidal (1),  Facebook (2-3)

POST DATA
26-10-13
Na tarde de ontem (25), ainda antes do início da primeira Hora da Prosa, a Prefeitura anunciou (v. notícia) que Angélica Freitas foi escolhida Patrona da 41ª Feira do Livro e Odyr Bernardi, orador oficial.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cursos de Desenho e Quadrinhos com Sandro Andrade

Jovens e adultos aperfeiçoam técnicas de desenho, roteiro e criação de personagens.
A escola de desenho ZIGZAG Quadrinhos foi idealizada pelo professor Sandro da Silva Andrade, bacharel em Artes Visuais pela UFPel e formado pela Impacto Quadrinhos, de São Paulo. Começou a funcionar em março passado, com 3 cursos: Quadrinhos, Mangá e Fundamentos de Desenho, cada um com 5 meses de duração, em duas aulas por semana.

Sandro da Silva Andrade
Sandro abriu-me as portas de sua aula nesta quarta (3) às 18h, permitindo conhecer seu método de trabalho. Como alunos nesta turma de Quadrinhos encontravam-se Fábio Braga – autor do personagem Seu Bigode e chargista do jornal Tradição – e os jovens Frederico, Maiquel e Pedro Olavo (foto acima), que também desenvolvem personagens próprios, em traços japoneses.

O professor abre inscrições para novas turmas que começarão na quinta 1 de agosto. Esta segunda (1-7), ele promoveu no Espaço de Arte Daniel Bellora uma Leitura Coletiva de Histórias em Quadrinhos, com trilha sonora original para o evento, atividade que se inseriu na Semana de Pelotas.

Na aula de ontem, Sandro explicou que a maioria dos super-heróis modernos foram criados nos Estados Unidos, com uma concepção de defesa da ordem estabelecida, o que não dá muito certo no Brasil, onde surge a valorização de anti-heróis (perdedores) e de vilões heroicos (vingadores).

Professor dá aula grupal e atende alunos um a um.
Em Cuba, conta o professor, o mangá foi reaproveitado como linguagem para transmissão de mensagens sociais e políticas. No Brasil, no entanto, recém despontam as criações inspiradas em nossa realidade, e esta originalidade é o que o mesmo professor apoia e tenta desenvolver em seus alunos.

O Espaço de Arte Daniel Bellora funciona há um ano num casarão centenário, na rua Três de Maio, 1005. Foi fundado pela advogada e fotógrafa Tânia Bellora para sediar exposições, cursos, oficinas, palestras e reuniões culturais. Conta com uma galeria, um bazar, um miniauditório, uma cafeteria e salas de aula (informações 3303 0675). Vale a pena conferir as exposições e a beleza interna da casa, aberta das 15 às 20h, de segunda a sexta. Veja neste blogue a nota Cristais ressignificados, sobre o trabalho artístico de Tânia Bellora.

Mostra do trabalho em quadrinhos de Sandro Andrade
Fotos: F. A. Vidal

sábado, 20 de abril de 2013

Central de Conciliação e Mediação recebe obras do MAPP

Sala de atendimento da Central de Conciliação e Mediação da Comarca de Pelotas
Sete telas das artistas Elenise de Lamare, Leniza Coelho, Maria Cristina Leonardo, Graça Antunes e Paula Battipaglia estiveram expostas de 20 de fevereiro a 3 de abril no Espaço de Arte da Central de Conciliação e Mediação, localizada na sala 706 do Fórum de Pelotas.

A sala de atendimento da Central se transformou numa galeria de arte e se fez mais ampla e mais acolhedora para seus frequentadores. A inauguração do Espaço de Arte será na próxima sexta-feira (26), com presença de autoridades e de alguns artistas.

Detalhe de "Rosa" , de Graça Antunes,
PVA sobre tela com colagem, 60x30cm
A parceria com o MAPP (Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas) começou em dezembro de 2012, por proposta do Juiz de Direito Marcelo Malizia Cabral, Coordenador da Central de Conciliação e Mediação da Comarca de Pelotas.

Cada exposição está durando de quatro a seis semanas, e atualmente pode ser vista a terceira mostra, que irá até 2 de maio, com obras de Arlinda Nunes, Grupo Superfície, Maria Medeiros, Olga Halfen e Tânia Bellora. A visitação está aberta ao público em geral.

Os objetivos principais do projeto parecem ser a humanização do lugar de trabalho e contribuir à pacificação dos espíritos desde que as pessoas chegam à Central. A arte transforma os lugares sociais e as atitudes das pessoas dentro deles.

Como a ideia está dando certo, não se descarta que este Espaço de Arte se amplie ou se multiplique em outras salas do Foro de Pelotas. Uma das possibilidades é que utilize o lugar de espera ante os elevadores, que inclui também amplas e iluminadas janelas com vista do sétimo pavimento para a avenida Ferreira Viana e o novo Shopping Pelotas.

Detalhe da obra de Paula Battipaglia,
acrílica sobre madeira, 50x77cm
A Central de Conciliação e Mediação foi criada pela Resolução n.º 872/2011 do Conselho da Magistratura, órgão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, e instalada em 1 de julho de 2011. Seus objetivos são promover a solução de conflitos por meio de conciliação e mediação, bem como educar para a cultura da paz.

Para tanto, os juízes podem encaminhar à Central os interessados numa solução amigável ao conflito com a participação de um facilitador – o conciliador ou o mediador. A via de chegada pode ser por iniciativa dos juízes ou por solicitação dos interessados (leia a nota Forum de Pelotas investe em conciliação).

Em novembro de 2012, seis conciliadores da Central realizaram palestras para 173 crianças na escola municipal Dona Maria Antônia, do bairro Três Vendas, dentro da Campanha de Educação para a Paz, com o lema "Conversando a Gente se Entende" e temas como tolerância, direitos e deveres, bullying e construção da paz (v. nota no Flickr do CNJ).
Fotos: F. A. Vidal

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Roda e samba no Munaya


O Coletivo Munaya é um centro cultural alternativo que realiza diversas atividades artísticas. Desde abril de 2012, a casa da Tiradentes 2332 tem usado o seu estúdio de gravação, o seu café e o seu pátio em festas e espetáculos. Também rolam exposições, trabalho de moda e um cineclube.

O show deste domingo (27) começa às 18h30 e tem uma triplicidade de rodas: será rodada uma cena do curta-metragem "A Bomba", com direção de Duda Ribeiro e Caio Mazzilli, e produção do Sotaque Coletivo (v. a página FB do filme e no vídeo acima o teaser).

A tal cena será uma roda de samba, com o público como protagonista. Uns puxando o samba, outros rodando o filme, e o resto curtindo o som e a rodada de cerveja (v. página do evento). Quem quiser aparecer já venha com roupa de morro carioca, própria para batucar uma caixa de fósforo. O malandro é um brega desalinhado, numa noite de verão.

Os músicos são Dija Vaz, Eugênio Bassi e Thiago Araújo, que no vídeo (abaixo), todo filmado no pátio do Munaya, cantam trecho de "A Voz do Morro", do eterno Zé Kéti. Completando o fundo musical, o Blues via Satélite, do grupo "Graveola e o Lixo Polifônico". A noite custa R$ 8.
Imagem: Facebook

POST DATA
Domingo 27-01-13
Duda Ribeiro postou a seguinte nota, minutos antes da hora marcada: 
Pessoal, sensibilizados ao acontecido em Santa Maria, nós da organização da Roda de Samba e da gravação do filme e o Coletivo Munaya chegamos à conclusão de adiar o evento. [...] Pelo fato de muitas pessoas terem parentes por lá e hoje não ser um dia para tal vibe. Pedimos desculpa a quem já havia se programado. [...] Assim como agradecemos a compreensão. Mas nos mantemos juntos para dar força ao povo de Santa Maria.  
A data que será transferida o evento ainda está sendo avaliada em conjunto. Até breve!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reflexão sobre o colecionismo no museu

A equipe do Museu da Baronesa organizou uma nova exposição na chamada “sala das vitrines”. A mostra se chama “Coleções de Memória” e reúne objetos de colecionismo, que o próprio museu acumula em seu acervo, ou que foram doados em forma de coleção. Há leques, cartões postais, bonecos de outros países e imagens sacras (v. notícia no sítio da Prefeitura Municipal).

O assunto das coleções leva a refletir sobre o sentido da acumulação de objetos para a conservação da memória, pessoal e social. O MAPP já realizou 3 mostras com este tema (veja o post Coleção de coleções).

Há quem se apegue a certas coisas como devoção às lembranças, e há quem por curiosidade pesquisadora reúna objetos por temas e os classifique para entendê-los (sobre o esquecimento, veja a nota Viver, lembrar, esquecer).

O assunto é de interesse dos pelotenses, pois a cidade se ancora no passado, cheio de conotações traumáticas e detalhes que costumam ser desviados da consciência. O turismo se apoia na visitação a casarões e lugares representativos da riqueza levantada no século XIX. Além de diversos museus e sebos, Pelotas tem cursos universitários dedicados à conservação e à museologia. Também existem o Quiosque Pelotas Memória, de Nelson Nobre, hoje mantido pela UCPel, e um Instituto que cultiva a figura do escritor João Simões Lopes Neto (1865-1916). Pelotas tem tantas coisas para recordar e preservar, que não consegue construir ou empreender a longo prazo. Uma adequada elaboração do passado permitiria planejar o futuro e progredir com sucesso.

 “Coleções de Memória” segue no Museu da Baronesa até os primeiros dias de dezembro. O Parque está aberto todos os dias, manhã e tarde. O Museu abre somente pela tarde, de terça a domingo, com entrada de R$ 2 (livre para crianças). Grupos podem agendar visitas (3228 4606).

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um pórtico polêmico

Foto de Carlos Queiroz sugere união entre a casa e sua "entrada".
Um pórtico é o espaço de entrada de uma grande construção (como um templo ou um palácio) que soleniza o conjunto e o ingresso a ele. É um elemento arquitetônico da Grécia Antiga que se disseminou pelas demais culturas.

Modernamente se aplica também a cidades; temos, por exemplo, o impressionante portão de Gramado, o pórtico com farol em Santa Vitória do Palmar, o pórtico de entrada a Rio Grande.

Ainda hoje Pelotas é uma das tantas cidades que não têm um pórtico especial que assinale a entrada a seu perímetro urbano.

Com sede própria há uma década, a Academia Pelotense de Letras sentia a falta de uma entrada digna. A antiga construção, que já foi escola, não conta com vestíbulo nem com cercas de proteção: quem chega de fora já entra ao salão, sem preâmbulos (veja nota com imagens da casa).

Presidente reeleita mais de uma vez nestes anos, a escritora Zênia de León propôs há uns cinco anos um pórtico grego para esta casa. O projeto foi questionado (notícia de julho passado) — e ainda é — mas obteve as licenças formais e foi inaugurado este sábado (10), sem que a polêmica diminua. Tem relação com o parque? Tem relação com a Academia? Tem relação com os 200 anos de Pelotas? Deveria ficar na entrada da cidade ou em outro logradouro público?

Prefeito e acadêmico Fetter Jr. inaugura o monumento.
O prefeito Fetter Júnior, que como escritor é também integrante da Academia, recebeu simbolicamente o pórtico como um monumento dedicado à tradição pelotense e o descreveu como um novo ponto turístico da cidade (notícia do Diário Popular, no mesmo sábado). Mais exato seria dizer que o ponto turístico é o parque Dom Antônio Zattera e este pórtico, um de seus tantos monumentos.

O portal da Prefeitura na internet também não esperou a segunda-feira e emitiu a notícia este domingo, com fotografias (veja a nota).

A estrutura superior contém o lema Per aspera ad astra (literalmente, "pelas asperezas às estrelas"), em letras análogas ao nome que está na fachada, "Academia Pelotense de Letras".

Crase com acento agudo usava-se até os anos 40.
Abaixo de cada par de colunas que sustenta essa estrutura, há uma placa:
  • a da esquerda diz "Á Tradição Cultural de Pelotas em seu Bicentenário" (com acento agudo no A), como se vê na foto (dir.);
  • no da direita se lê "Academia Pelotense de Letras, Zênia de León, 2012".
Alguns veem o pórtico como um monumento bonito e significativo, enquanto outros o consideram irrelevante e até sem sentido estético, histórico ou urbanístico — opiniões que eram emitidas e publicadas antes que fosse construído. Agora que a ideia saiu do papel e ocupa o espaço público, pode e deve ser avaliada pela população.

O novo apêndice arquitetônico tem a virtude de chamar a atenção visual e de suscitar discussão na comunidade, mas ainda uma quantidade de falhas entorpece os seus bem-intencionados objetivos:
  • o pórtico foi pensado para a sede da Academia, mas não serve de abrigo nem facilita a entrada ao visitante, deixando a casa com o mesmo problema estrutural,
  • os encontros que se realizavam na sombra das árvores passarão a ser feitos sob o rigor do sol,
  • a estrutura destaca muito mais a Academia como entidade (com inspiração na Grécia Antiga) do que a tradição da cidade (identificada com a Europa renascentista e ainda com elementos africanos), ambas fortemente ancoradas no passado,
  • o destaque à Academia fica ainda mais evidenciado pela "assinatura" da presidente como autora do pórtico (na placa da direita) e pelo uso do lema em latim (sem clara relação com Pelotas),
  • Pelotas tem vários prédios com colunas gregas, mas construí-las em 2012 é extemporâneo, e ainda mais em desacordo com o estilo da casa para o qual foi feito,
  • uma cidade com consciência turística poderia sim ter um pórtico de entrada, e o debate sobre sua construção, desenho e lema deveria ser feito por todos os segmentos sociais,
  • a gafe da crase com acento agudo (foto acima) não fala bem da função linguística da Academia; fica talvez como anacronismo, lembrando que era nesse formato (Á) que se escrevia há cem anos (veja notícia de 1912 no Correio do Povo).
Restará à comunidade pelotense incorporar este novo elemento em seus costumes e sua vida cultural, relacionando-se mais intensamente com esta associação literária que pretende conscientizar nosso passado e acompanhar-nos, mesmo com asperezas no caminho, às altas estrelas do futuro.

Monumento em forma de pórtico, dedicado à tradição cultural de Pelotas

POST DATA
3 fevereiro 2013

Em agosto de 2012, o arquiteto Pedro Marasco da Cunha emitiu uma opinião profissional sobre a localização do monumento, que ilustrei com imagens de outros pórticos na arquitetura pelotense (veja o post).


Após a publicação da presente nota, ainda no mês de novembro de 2012, a Academia fez a correção no acento do "A" que contrai preposição e artigo. 


Fotos: C. Queiroz (1), R. Marin (2-3), F. A. Vidal (4-6)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Madre Mia

Madre Mia! é um novo espaço de arte e gastronomia que evoca em Pelotas a cultura hispânica, que os norte-americanos chamam de "latina". Com diversos artistas conseguiram abrir este pub em portunhol, destinado ao encontro de misturas e fusões.

A expressão equivale ao brasileiro "nossa!", santa exclamação que invoca a Mãe de Deus. Na cultura latina, todos usamos expressões de origem religiosa quando algo nos parece divino ou supino.
Dando apoio ao espaço internacional: a produtora Mundo Arte Global, o coletivo Invente Arte e dúzias de amigos de Pelotas, Porto Alegre e outras cidades latino-americanas. Fica na Rua Santa Cruz 2200. Veja mais no sítio Madre Mia! Fusão Latina e em sua página do Facebook.
Música do vídeo: Black Magic Woman (veja a letra de Peter Green), famosa em 1970 na versão de Santana, um modelo de fusões no hemisfério norte, mas ainda meio distante do Cone Sul. Aqui temos equivalentes como Pimenta Buena.


POST DATA 24-08-12
Veja a nota de Eliza Andrade O Inovador Madre Mia.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Retrospectiva de 2011 no Ágape

Em retrospectiva de 2011, o Ágape Espaço de Arte recorda as atividades de seu segundo ano de existência, com inovações bem aceitas pelo seu público, desejoso de reunir-se e de conhecer as diversas artes do espírito mediante todos os sentidos do corpo - visão, audição, movimento corporal, degustação - e pela participação ativa: falando, dançando, pintando, lendo, cantando.

Exposições mensais encheram as salas do centro, de janeiro a dezembro: Satolep de Olhos Cerrados (fotografias de Kelly Wendt), Lá da Rua (pinturas de Junior Asnoum e Felipe Povo), Imersões (pinturas de Roger Coutinho), Instáveis (Grupo Superfície), Os Sons da Cidade (fotos de Beatriz Rodrigues e música de Celso Krause), Arte de Arteterapeutas II, Objetos Sonoros (de Chico Machado), Coletiva Internacional Entrelínguas, Lúdico Cotidiano, e Inutilitários Bazart I e II.

Saborosa inovação foi temperar cada noite de vernissagem com um Jantar com Arte. Numa iniciativa única na cidade, a combinação trouxe gourmets e transformou o Ágape em restaurante familiar. Outras novidades mostraram em 2011 que a criatividade nâo tem limites: o filme "Entrevista com Jung" e palestra com Conceição Beltrão; o Seminário de Dançaterapia, com Sonia López; a Mesa de Debates sobre Arte, com Adriane Hernandez, André Loureiro, Roger Coutinho e Francis Silva; o Minicurso sobre Processos Criativos, com Angélica Shigihara; o Concerto Poético-Musical "Por tudo, gracias!", com Paulo Renato e Maurício Marques, e o lançamento do livro "É Coisa de Mãe", de Denise Viana.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

11 anos do Corredor Arte

Em 18 de setembro de 2011, o projeto Corredor Arte completou 11 anos de atividades, numa sequência ininterrupta de mais de 200 exposições, alternando trabalhos de artistas de Pelotas e região. Para marcar a data, sua coordenadora, Ana Lúcia Brod (foto acima), concebeu uma mostra conjunta dos fotojornalistas Carlos Queiroz, Jô Folha, Moizés Vasconcellos e Paulo Rossi.

No Fotojornalismo a fotografia costuma representar o que está escrito, como uma extensão da notícia, e também pode contar a história sozinha, deixando o texto como um simples complemento.

As 12 imagens escolhidas para esta exposição homenageiam essa capacidade artística do fotojornalista, que deve ter um acentuado sentido para perceber as composições visuais, os detalhes em relação ao conjunto e a importância do momento presenciado.

Esses talentos praticados cotidianamente no jornalismo são também uma contribuição à saúde, quando ajudam a abrir os olhos e a alma de quem sofre ou está com os sentimentos à flor da pele.

Quem passa pelos corredores de um hospital pode beneficiar-se da renovação de cores e formas, na medida em que se abre à vida e à esperança. Aqui se misturam, por exemplo, a ansiedade da mãe que espera dar à luz com a alegria de outra que leva o seu bebê para casa.

As pessoas que aqui se tratam e se recuperam são convidadas pelo Corredor Arte a deter-se um momento, meditar, comentar, encontrar-se, apoiar-se. Como uma paisagem de sentimentos silenciosos, as imagens facilitam a calma interna daqueles que se dispõem a buscar uma saída para seguir vivendo.

O que era uma simples passagem transformou-se num espaço de encontro, tanto para os pacientes e seus familiares, como para os funcionários do Hospital-Escola da FAU-UFPel.
Imagens: Completa Comunicação

domingo, 2 de outubro de 2011

Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas

O Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas (IHGPel) busca preservar a história do município e levar o conhecimento à comunidade. Seus principais objetivos são conservar a memória étnico-cultural da Zona Sul e desenvolver pesquisas genealógicas e geográficas que revelem fatos marcantes no desenvolvimento da cidade.

Maria Roselaine Santos, atual presidente, informa que o IHGPel foi criado em julho de 1982 por um grupo de pessoas que identificou a necessidade de preservar a documentação da história de Pelotas. O instituto recebe o material por doações e o orçamento provém de 60 associados.

O local (esq.) abriga 80 anos da história de Pelotas, em 4 tipos de acervo: biblioteca, hemeroteca, arquivo histórico e núcleo de genealogia. Há 1500 documentos originais da Câmara Municipal e cinco mil livros que retratam a história da cidade, alguns da época imperial (1822-1889), quando o município investia no patrimônio arquitetônico e na expansão das artes.

A sede do IHGPel recebe visitas de pesquisadores, com agendamento de segunda a sexta (13:30 -17:30), fone (53) 3227 9009 ou na Casa dos Conselhos, Rua Três de Maio, 1060.
Texto tomado da nota IHGPel resgata memória da cidade (17-5-11)
Foto de Marcel Ávila (DP)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dançaterapia no aniversário do Ágape

Com este mês de junho, o Ágape Espaço de Arte inicia seu segundo ano de criativa existência. Foi em 31 de maio de 2010 que a Galeria JM Moraes foi inaugurada, com a exposição Em torno do mundo, ao redor de si.
A programação deste primeiro aniversário inclui: um coquetel para convidados (31 de maio), uma exposição de artes plásticas (mês de junho) e duas atividades de formação com a dançaterapeuta argentina Sonia López.

Na inauguração do Centro, há um ano, a bailarina e especialista em dançaterapia ministrou - por terceira vez em Pelotas - o Seminário de Capacitação Profissional em Dançaterapia (as fotos desta nota foram tomadas naquela ocasião; clique para ampliar).
Em 2011, o Ágape reedita essa atividade teórico-prática (12h de duração) no primeiro fim de semana de junho: sábado (4) e domingo (5), das 9h às 12h e das 14h às 17h. O custo é de R$ 150 por pessoa (180 após o dia 1 de junho). O participante receberá um certificado internacional com carga horária de 12horas.
Na sexta (3), Sonia López conduz uma Oficina de Dançaterapia, atividade de extensão dirigida a professores e estudantes do Centro de Artes da UFPel e para interessados em geral. Como ingresso, solicita-se a doação de um agasalho (a ser entregue no início da atividade, às 19h, na A.A.B.B.).

A dançaterapia é uma disciplina arteterapêutica que, mediante os movimentos corporais, trabalha o ritmo individual, o autoconhecimento, a expressão e a conscientização do próprio corpo, as potencialidades, a criatividade e o respeito ao outro. Tem-se mostrado útil na reabilitação de idosos, mulheres, crianças, e pessoas com deficiência física ou mental. Sonia López vem difundindo este trabalho mediante a Fundación Sonia López de Dança e Dançaterapia (disponível nas redes Facebook e YouTube).
A exposição Instáveis, com o grupo Superfície, pode ser visitada no Centro Ágape (Anchieta 4480) desde esta quarta-feira (01) até a sexta 1 de julho, pela manhã (das 8h30min às 12h) e pela tarde (das 14h às 18h30min). Informações: 3028 4480, 8416 6762, agape4480@hotmail.com e no blogue do Ágape.

domingo, 10 de abril de 2011

Bingo na Cantina

O restaurante Cantina dos Sabores emprestou seu salão para o 1º Bingo Show do Coral Linguagem de Emoções, realizado durante toda a tarde e início da noite deste sábado (9).

Após o bingo, "cantado" pelas mesmas coralistas (esq.), foram apresentadas três músicas com o coro completo, seis com cantores solistas, um aluno de teclado da escola de música de Cláudia Braunstein, e o Trio VIP (Cláudia no teclado e voz, Renato Popó na bateria e Ottoni de Leon no baixo).

No primeiro ano de existência, o grupo de canto feminino, fundado e dirigido por Cláudia, cresceu rapidamente em tamanho, até ficar em cerca de 30 integrantes. Além de apresentar-se em grupo ou em canto solo, as coralistas preparam esquetes teatrais em seu Teatro Fascinação. Podem participar mulheres acima dos 50 anos de idade, sem necessidade de experiência musical ou conhecimentos de canto.

Instalada há um ano onde era a fábrica de gelo da antiga Cervejaria Ritter, a Cantina dos Sabores funciona com buffet de almoço (todos os dias exceto sábados) e restaurante à la carte (de quarta a sexta, à noite), na Rua Santos Dumont nº 137 (3025 7301).
Foto de F. A. Vidal

quarta-feira, 9 de março de 2011

Onde expor artes plásticas em Pelotas

Em Pelotas, entre os lugares disponíveis para exposições de arte, podemos distinguir de 70 a 90 opções individualizadas, agrupáveis em pelo menos três grandes tipos:
  1. os espaços exclusivamente dispostos para a exposição de artes plásticas,
  2. os compartilhados com outra função (sendo usados de modo alternado ou simultâneo) e
  3. os locais que sofrem intervenção, sem ser adequados para exposições de arte.
Fora desses grupos, há espaços pertencentes a museus e memoriais — não abertos a aluguel ou empréstimo — e lugares nunca utilizados, que eventualmente poderiam ser visitados ou sofrer intervenção artística.

1 Espaços de uso exclusivo para arte
- Galerias do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (UFPel), 4 salas
- Centro Cultural Adail Bento Costa (SECULT), 3 salas
- Biblioteca Pública Pelotense, escada lateral (foto abaixo à direita)

2.1 Espaços multiuso (alternância com outras funções)
- Bistrô da SECULT
- Espaço Cultural Deogar Soares (Câmara Municipal)
- Giane Casaretto Galeria de Arte
- Espaço Arte & Eventos Zilah Costa, 2 salas
- Fábrica Cultural Música pela Música
- Jacques Georges Tower: mezzanino e 5 salões
- Auditório da Moda, Campus II da UCPel
- Spazio Auguri, 5 salas
- Vidraçaria Pampah
- Foyer e corredores do Teatro Guarani
- Salas e pavilhões da FENADOCE
- Instituto João Simões Lopes Neto
- Salões de clubes sociais (Diamantinos, Brilhante, Comercial, Dunas, Fica Aí)

2.2 Espaços de uso simultâneo com funções diversas

- Corredor Arte do Hospital Escola da FAU
- Galeria JM Moraes, do Espaço Ágape (esq.)
- Galeria de Arte da UCPel (corredor interno)
- Saguão do INSS
- MAB Gallery (Centro de Idiomas MAB)
- Centro Comercial Zona Norte (primeira foto superior)
- Área de Convivência do Campus I da UCPel
- Área de Convivência do Campus II da UCPel
- Saguão da Prefeitura, 2 naves laterais
- Espaço Chico Madrid (auditório da Sociedade Sigmund Freud)
- Espaço de Arte do Hospital São Francisco de Paula (corredor de entrada)
- Saguão do Centro de Integração do MERCOSUL, da UFPel

3 Espaços sob intervenção, não adequados para arte
Bar João Gilberto
Restaurante Lobão

Espaços suscetíveis de intervenção
  • Saguão e entrada (foto abaixo) da Estação Rodoviária
  • Shoppings Calçadão e Mar de Dentro
  • Salas de espera de serviços públicos e bancos
  • Quartéis militares
  • Pavilhões do Cais do Porto
  • Jardins e praças públicas
  • Auditórios e ginásios de escolas
  • Salões paroquiais e comunitários
  • Prédios abandonados
  • Antigos cinemas (Capitólio, Pelotense, Tabajara, Fragata, Garibaldi)

Fotos: F. A. Vidal (1, 2, 4) e Ágape (3)