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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Evandro Matté, diretor artístico do Festival SESC

O maestro Evandro Matté já se encontra em Pelotas para participar no Festival Internacional SESC de Música. Natural de Caxias do Sul e regente da Orquestra UNISINOS, ele considerou que Pelotas seria a cidade mais adequada para sediar este encontro de músicos, e sua expectativa se cumpriu desde o início, em 2011, quando a comunidade pelotense acolheu com entusiasmo esta iniciativa do SESC.

O 2º Festival SESC começa esta segunda (9) e se estende por 13 dias, com média de 3 apresentações diárias, todas gratuitas, algumas com espaço limitado (veja a programação). Somente os concertos no Teatro Guarani requerem cadastro no SESC (Gonçalves Chaves 914), com nome, endereço, nº de CPF e identidade.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

1º Festival SESC teve música clássica para crianças


O Núcleo de Inclusão Cultural do 1º Festival Internacional SESC (veja a programação) levou música clássica a crianças hospitalizadas em Pelotas (veja notícia). Programado para janeiro próximo, o 2º Festival incluirá ações inclusivas semelhantes, numa escola e num hospital. Dessa forma, os músicos não só se aperfeiçoam tecnicamente mas também sinalizam que a música tem importância para a formação da personalidade e para melhorar a saúde.

Em duas ocasiões (10 e 15 de fevereiro de 2011), um quinteto de sopros formado por professores deste festival tocou uma adaptação - reduzida para flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote - de Pedro e o Lobo, original composto em 1936 por Sergei Prokofiev (veja uma sinopse desta versão, desenvolvida atualmente por um quinteto paulista).

As apresentações na Santa Casa e no Hospital São Francisco de Paula atraíram a atenção dos pequenos, de suas mães e dos funcionários presentes, que provavelmente nunca tinham ouvido este tipo de música descritiva. No vídeo abaixo, ouça os primeiros segmentos (sem narração) da partitura original, para orquestra de cordas, sopros e percussão (Início, O Pássaro, O Pato, O Avô).


"Pedro e o Lobo" foi composta na Rússia stalinista, com o fim expresso de ensinar às crianças pré-escolares os instrumentos de uma orquestra. No pós-guerra, Walt Disney uniu o texto e a música num curta-metragem: Peter and the Wolf (1946), com a narração do ator Sterling Holloway. Ouça uma versão brasileira de 1970 com a voz de Roberto Carlos e a Filarmônica de Nova Iorque (abaixo).

domingo, 21 de agosto de 2011

Festival de Música 2012 confirma atrações

O II Festival Internacional SESC de Música de Pelotas transcorrerá de 9 a 21 de janeiro de 2012, sob a direção artística de Evandro Matté.

Em somente 13 dias, professores estrangeiros dirigirão 30 oficinas de instrumentos e canto, e os pelotenses poderão apreciar 43 espetáculos musicais e atividades de inclusão cultural.

Os músicos ocuparão as salas de concertos e teatros, darão aulas em escolas, tocarão na Catedral e no calçadão, em hospitais e outros locais comunitários. Poderá ouvir-se música erudita e semipopular, jazz e choros brasileiros.

Atrações já confirmadas: Orquestra Sinfônica Acadêmica, Banda Sinfônica Acadêmica, Grupo de Sopros Cuatro Vientos (Argentina), Orquestra UCS de Caxias do Sul, Orquestra FUNDARTE, Orquestra UNISINOS, Quinteto Persch (v. notícia no portal do SESC-RS).

Um dos espetáculos programados é a miniópera cômica "Rita", de Gaetano Donizetti (soprano Carla Domingues, tenor Flávio Leite, barítono Homero Velho). A apresentação será no Teatro Guarani, quinta 12 de janeiro às 21h. Em um ato teatral, o espetáculo lírico conta a história de um casal e um terceiro personagem. Veja abaixo o segmento inicial, representado em abril de 2010, na Universidade de Massachusetts, por Kate Saik como Rita e orquestra regida por Matthew Bertuzzi.
Foto de L. P. Carapeto


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pierre Dutot inclui Pelotas no mapa

O trompetista francês Pierre Dutot (dir.) esteve no Brasil por quarta vez, por ocasião do Festival Internacional de Música, em Pelotas. Ele já havia estado em eventos similares em Porto Alegre, São Leopoldo e Curitiba.

Por que sempre no sul do Brasil? Porque seu contato é seu ex-aluno Evandro Matté, regente da Orquestra UNISINOS e diretor do Festival de Pelotas.

O visitante não esconde seu contentamento por ter vindo a este curso internacional em Pelotas:
— Pelotas é uma cidade agradável; saio nas ruas e vejo que as pessoas estão felizes de estar aqui. Ver o teatro sempre cheio é maravilhoso.
Segundo Dutot, que leciona no instrumento há 23 anos, os alunos ganham muito na formação quando conhecem outras pessoas e outros lugares: trocando experiências, desenvolvem autonomia e descobrem seu próprio método (leia a notícia do SESC). Numa frase, ele resumiu o sentido deste evento:

— O Festival coloca Pelotas no mapa mundial da música e traz a oportunidade para esta cidade conhecer o melhor da música e ajudar na formação de seus jovens.

Dutot foi entrevistado por Brigida Sofia, para o Jornal do Comércio (leia a reportagem). Para ele, o Brasil é um daqueles países que vem dedicando maiores espaços à cultura, ao lado de México e Venezuela. “Bem diferente de Inglaterra, Alemanha e mesmo a França, infelizmente”, opina.

O esforço e a motivação dos estudantes também são pontos positivos nestes cursos internacionais, pelo qual ele anima seus alunos a irem à França. Vencida a barreira dos custos da viagem, o professor acredita que as chances de sucesso são altas, pois os brasileiros que chegam ao seu país (ele leciona no Conservatório de Bordeaux) veem oportunidades que os franceses não aproveitam tanto.

— O Brasil tem uma imagem muito boa na França. Sempre digo a meus alunos franceses: "Vão ao Brasil porque lá as pessoas estão sempre sorrindo”.

No vídeo abaixo, Pierre Dutot interpreta Lazy Trumpeter, do norte-americano Edrich Siebert (1903-1984), acompanhado pela Orchestre d'Harmonie de Lannilis, dirigida por Claude Maine (fevereiro de 2010, em Milizac, Bretanha francesa).


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Notas sobre o I Festival SESC

O primeiro Festival Internacional de Música de Pelotas fechou duas intensas semanas com sucesso na docência e na extensão: muitos alunos interessados nas aulas, muito público interessado nos recitais e professores de 24 modalidades vindos do centro do Brasil e de seis outros países (Uruguai, Argentina, EUA, França, Itália, Alemanha).

O Campus I da UCPel foi sede de cursos e viu seus corredores se encherem de música, como se ali houvesse um conservatório permanente. Acostumada com equipamentos químicos, a laboratorista Rosimeri de Souza (abaixo à dir.) pôde ver e ouvir por primeira vez uma tuba (esq.).

O paulista Luke Faro, que lecionou bateria de jazz, disse que o evento superou suas expectativas, tanto quanto ao público como aos alunos, com grande riqueza de trocas de experiência entre os participantes (leia a reportagem da UCPel).

No vídeo abaixo, uma apresentação dele com Nicola Spolidoro na guitarra e Lucas Esvael no baixo (2º Batukeiros do Sul, Porto Alegre, dezembro de 2010).

O sítio do SESC-RS foi fonte informativa sobre o Festival e as personalidades, muito mais que outros veículos. Em suas notícias informou que uma das violinistas do Festival era Camille Gomes Foletto (abaixo), integrante da Orquestra Sinfônica de Santa Maria. A jovem de 16 anos começou a tocar aos 4, e já foi aprovada para estudar música na UFSM. Veio a Pelotas com sua mãe e, assim como os demais músicos, participou de aulas, ensaios e apresentações com grupos formados no evento (leia a nota).

As irmãs Gabriela e Juliana Roehrs - respectivamente flautista e violinista da Orquestra da UNISC - vieram de Santa Cruz do Sul para este evento. Juliana veio para assistir a participação da irmã, mas não podia perder este Festival, mesmo como espectadora.

São somente uns poucos exemplos humanos de como este evento musical, que já nasceu grande, envolve artistas, educadores, comunicadores e um grande público que aprecia a boa música, transformadora da alma e da vida das pessoas.

Confira o post Versos para o I Festival SESC de Música e outras notas no marcador Festival SESC.



Foto: W. Lima (1-2) e Fecomércio (3)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Bastien e Bastienne" estreia em Pelotas

Francisco Dias da Costa Vidal redigiu o seguinte comentário sobre a apresentação de Bastien und Bastienne, KV 50 (ou 46b) de Mozart, por primeira vez em Pelotas, dentro do I Festival SESC de Música. O cronista de arte não menciona o lado fraco deste grande encontro musical: o pobre material de divulgação para imprensa, que por certo dificulta também o trabalho de um crítico.

No Diário Popular, que não destina espaço à crônica de arte nem à crítica especializada, somente a colunista social Marina fez um relato do concerto, em um parágrafo (leia).

É interessante destacar que esta miniópera cômica foi filmada com crianças, em 1979, pelo diretor francês Michel Andrieu (dir.). No vídeo abaixo, veja o trecho inicial do filme (105 min em total).


Deste concorrido, movimentado e exitoso Festival Internacional de Música, por certo o genial Mozart (1756-1791) não poderia estar ausente e a mostra de sua criatividade ocorreu no breve transcurso de sua picaresca ópera Bastien und Bastienne, posta em cena e intensamente assistida em nosso Theatro Guarany.

De início se tornou notório o excelente ritmo da peça, tão bem musicada pela Orquestra Unisinos e simultaneamente traduzida em legível e imediata divulgação, sem prejuízo nem do texto original, nem de sua musicalidade, aliás belamente vocalizada pelo disposto e bem ensaiado elenco.

Ao compor esta ópera, o talento do jovem Mozart recém dava demonstração de uma enorme amplitude e qualificação. Nesta quinta-feira 10 de fevereiro, essa “artística brincadeira” (Singspiel) captou a atenção dos presentes e, a muitos de nós, incluso o cronista, por primeira vez nos possibilitou: assistir com curiosidade, admirar e apreciar o primeiro trabalho de iniciante a um trabalho difícil, abrangente e sutil em seus detalhes e arremates. Assim, pudemos aplaudir longamente o gênio de um autor que, vindo ao mundo há mais de dois séculos, sempre será alvo de merecido festejo e valorização por sua ampla e qualificada obra, profundamente marcada por um talento inato, mas pelas adversidades que soube enfrentar e vencer com coragem e fé inabaláveis!

A curiosa aparição (na abertura desta obra de Mozart, de 1768) de um trecho melódico da Sinfonia nº 3 de Beethoven, de 1804, deve-se ao acaso (e não a um plágio de Beethoven, que não a conheceu), diz o verbete em inglês da Wikipedia.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bravo pelo Festival

Transcrevo do Diário da Manhã de hoje (19) este artigo sobre o Festival SESC de Música. Foi escrito por Flávia Reis, Procuradora do Estado em Pelotas, antes dos concertos, mas é uma boa descrição geral do que aconteceu durante esta escola de verão, a primeira que acontece em Pelotas, inspirada nos antigos cursos internacionais de férias. Por duas semanas, estivemos presenciando excelente qualidade musical, daquela a que não estamos acostumados.

Na foto, o trombonista argentino Pablo Fenoglio, dando aulas na Fábrica Cultural Música pela Música. Abaixo, a Orquestra UNISINOS, dirigida por Evandro Matté.

Pelotas merece

É com imensa alegria e orgulho que vejo Pelotas sediar o 1º Festival Internacional SESC de Música, transformando-se em palco de exímios instrumentistas, músicos do mais alto gabarito, que nos engrandecem com seu talento e sua virtuosidade.

Transformando-se não seria expressão correta. Pelotas é, por natureza, morada de grandes artistas, valorosos músicos, poetas, maestros. Não é à toa, certamente, que foi a cidade escolhida para sediar este tão importante evento, e acolher outros mestres.

Estética perfeita: músicos e seus instrumentos circulando por esta linda cidade, que guarda história e beleza, e reverencia arte diuturnamente.

Creio que estes quatorze dias de Festival hão de suscitar em cada pelotense (de nascimento ou por adoção)este elevado sentimento: esta cidade faz eco ao que há de mais sofisticado (no sentido da pureza e preciosidade) e termos de arte, em todas as suas formas de expressão.

Por isso, cala em mim o sentimento de que a vivacidade demonstrada pelo público em cada BRAVO! há de guiar esta cidade para a promoção da cultura, especialmente para a recuperação de nossos teatros (S.O.S. Teatro Sete de Abril), enfim para o aplauso sempre de pé às iniciativas de levar arte a todos, como um direito irrenunciável.
Fotos do Festival: M.Vasconcellos (1), R. Stoduto (2)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Festival de Música SESC seguirá em Pelotas

Hoje à tarde o Diário Popular anunciou na internet (leia a nota) que o SESC estava planejando a segunda edição do Festival Internacional de Música, tendo em vista o sucesso da primeira, que termina amanhã (19).

A boa notícia foi confirmada esta noite pelo gerente de Educação, Assistência e Cultura do SESC/RS, Silvio Bento. Ao finalizar o concerto na Catedral, ele anunciou que o evento seguirá sendo realizado em Pelotas, e já tem data marcada: a começar na segunda-feira 9 de janeiro de 2012 e terminando no sábado 21 desse mês. O público que até com cadeiras de praia lotava a Catedral aplaudiu e gritou com entusiasmo.

A parceria entre o SESC, a Prefeitura Municipal, UFPel, UCPel e empresas deu certo, mas a aceitação do público - disse Bento - foi fator crucial para seguir realizando o encontro em nossa cidade. O êxito evidenciado nos teatros cheios levou a confirmar essa decisão, já esboçada nos dias prévios como uma possibilidade.

Maestro da Orquestra UNISINOS e diretor artístico do Festival, Evandro Matté foi o grande incentivador de que o evento se fizesse em Pelotas e agora é um dos partidários de que sua continuidade seja também aqui: a cidade tem as condições físicas e a comunidade deu pleno apoio. "O Rio Grande do Sul estava precisando de um festival assim. Desde 1982, não havia um evento deste porte no Estado", disse à reportagem da UCPel (leia nota).

Mais um presente para o Bicentenário de Pelotas, a ser comemorado durante o ano de 2012.
Foto de F. A. Vidal

Versos para o I Festival SESC de Música

Como é harmônico ver Pelotas repleta de notas musicais

Em cada esquina, um instrumento

Em cada quadra, uma clave de sol

Em cada rua, uma nova melodia

Em cada bairro, um show!

Durante 14 dias a cidade é mais musical, cultural e artística

Com música de Concerto, Instrumental e Jazz para resgatar nossa história

São sete países, com violino, clarinete e saxofone

Aprendizado e intercâmbio de experiências, com contrabaixo, trombone e canto lírico

São recitais, com sonhos e desejos

A música de câmara vem acompanhada de trompa, flauta e piano

Os concertos, com violoncelo, fagote e oboés

São apresentações de música instrumental, com alma e vibração

São sonatas de entrada franca

Onde o som se propaga e a música se espalha

Do Conservatório de Música para a Arena do Laranjal

Da Catedral São Francisco de Paula para o salão do Clube Brilhante


Viva intensamente, se entregue para esta sinfonia

Faça parte desta imersão musical

Participe desta orquestra, dance este tango

Entre neste jazz, toque nesta banda

Seja aluno, professor, espectador, músico

Permita-se viver esta frequência que no ar se propaga

Sinta esta onda entrar em suas veias

Venha flanar nesta escala musical pelotense

Faça sua própria música!

Jornalista (com graduação e mestrado), Taciane Corrêa não é de Pelotas mas viaja pelo mundo e escreve em jornais de várias cidades, com muita imaginação, graça poética e alegria de viver (veja sua autodefinição no blogue Pedagogia Criativa). Segundo seu perfil no Facebook, nasceu em Jaguarão e mora hoje em Porto Alegre.

O escrito acima saiu domingo passado (13) no Diário Popular (leia o texto completo), à base de dados de divulgação do Festival Internacional SESC de Música.

Fotos: M. Vasconcellos (1), W. Lima (2-3), T. Corrêa (4)