A intensa ventania de ontem (19) causou, no sul do Estado, caídas de árvores e cortes de luz, e fez as águas do Laranjal recuaram entre 200 e 400 metros. Os ventos chegaram a 111 km/h em Rio Grande (segundo o
jornal Agora) e 120 segundo o
MetSul, mas somente a 45km/h em Pelotas (
veja nota do Diário Popular) [dados incorretos, segundo um dos comentários deste
post]. Segundo as previsões, a frente polar traz mais frio para os próximos dias.

Nas fotos da artista plástica Norma Alves, tomadas ontem ao entardecer, a lagoa parecia começar do outro lado do trapiche do Valverde (
foto maior acima), que foi reaberto ao público em 1 de setembro passado.
No entanto, estudantes de Meteorologia da UFPel caçavam ventos ontem, quando mais forte sopravam (
video abaixo), confiantes em que não se tratava de um furacão que os levasse junto com o cais de madeira (como levou Dorothy ao país de Oz). O registro máximo foi de 77 km/h.
As ondas que habitualmente vêm à orla já mostravam a fuga das águas, como se saíssem da terra em direção ao mar. Essa evasão permitiu que alguém caminhasse por baixo das madeiras do trapiche (
foto à direita).
Se o público chegou a ver este panorama, deve ter-se atemorizado (recolhimento das águas do mar sugere proximidade de tsunami). Mas aqui foi totalmente por ação do vento.
No Uruguai, ao contrário, rajadas de até 172 km/h levaram a areia da orla para o meio da rua, na praia Brava de Punta del Este (notícias do jornal
El Observador e
MetSul), causando o fechamento total do trânsito (
foto abaixo do vídeo).
Fotos: N. Alves (1-3) e Twitter (4)