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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Debate de filme na Sigmund Freud

Alunos do curso T.T.P.A.P. da Sociedade Sigmund Freud organizaram hoje um debate psicológico em torno ao filme italiano "O quarto do filho" (La stanza del figlio, de Nanni Moretti, 2001). A atividade foi facilitada pelo psicanalista Jorge Velasco (esq.) e ocupou a reunião científica desta quarta-feira, integrando arte e psicologia, ensino e aprendizagem, ciência e vida.

A turma de primeiro ano do curso de especialização Teoria e Técnica Psicanalítica Aplicadas à Psicoterapia é a mais numerosa em muitos anos e tem-se mostrado bastante ativa, como se viu na discussão desta noite, conduzida por Velasco. O professor convidado, estudioso da teoria freudiana e winnicottiana, aproveitou de relembrar conceitos como ideal do ego, compulsão à repetição e depressão narcísica, todos bem apreciáveis no conteúdo da história.

O filme, de 90 min de duração, foi visto por uma dezena de pessoas e debatido logo após, por mais uma hora e 20 min. O relato está centrado no personagem do psicanalista, cujo filho morre por acidente, justo no dia em que ele foi atender um paciente fora da cidade. O episódio mostra a pobre comunicação entre pai e filho, chegando a despertar no protagonista um forte sentimento de culpa.

Na discussão, falou-se de um suicídio por ato falho, relacionado com o forte superego e narcisismo paterno, que poderia ter estimulado uma autopunição no filho. Este havia feito um pequeno furto na escola, o que podia interpretar-se como uma expressão da distância com o pai, segundo Winnicott analisa os delitos de crianças e adolescentes.

O filme comentado também serve para observar procedimentos técnicos da terapia, como os tipos de psicopatologia, aspectos da aliança, da transferência e contratransferência, escolha e rejeição de um paciente ou modos de interrupção do tratamento.

A intenção dos organizadores é fazer este tipo de atividade de modo mensal, pois já na primeira vez se observou um bom efeito, tanto na aprendizagem como no agrado do encontro.
Fotos de F. A. Vidal

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Psicanálise de uma fábrica de chocolate

O livro “Charlie and the Chocolate Factory”, do escritor britânico Roald Dahl (1916-1990), foi publicado primeiramente nos Estados Unidos, em 1964 (no Reino Unido em 1967), e deu origem a dois filmes: “Willy Wonka & the Chocolate Factory” (1971) e "Charlie and the Chocolate Factory" (2005). Ambos ficaram com o mesmo título em português: “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

À esquerda, a primeira capa, desenhada por Joseph Schindelman (clique para aumentar). À direita, uma capa pós 1998, quando os desenhos passaram a ser feitos por Quentin Blake.

Em 1972, Dahl publicou uma continuação ("Charlie and the Great Glass Elevator") e, decepcionado com o filme, não permitiu que fosse filmada. No entanto, o filme de 2005 inclui detalhes deste segundo texto.

Livro e filmes merecem uma detalhada comparação - literária, cinematográfica e mesmo sociopolítica - assim como uma análise psicológica, que propus no artigo "Psicanálise de uma fábula moderna" (Diário da Manhã, 28-08-05).

Os personagens
Uma primeira discussão é sobre os protagonistas: Charlie Bucket e o fabricante de doces. O menino e o empresário fazem contraponto, como os dois lados da mesma moeda. O filme de 2005 enfatiza os traços de Willy Wonka como personagem excêntrico, infantiloide, insociável, misterioso e sexualmente indefinido - que dialoga com um menino honesto, sincero, humilde, generoso, íntegro. Um busca o outro, como a completar-se mutuamente.

Os outros quatro meninos representam os erros que o autor quer criticar: o caubói violento Mike Teavee (esq., em 2005), a obsessiva Violet Beauregarde, o alemão comilão Augustus Gloop e a manipuladora Veruca Salt - os sotaques de cada país dão mais riqueza à sátira. Todos são levados à morte por esses traços defeituosos, que como doenças mentais ainda afligem a humanidade no século XXI.

O grande sucesso da história entre os leitores infantis, no entanto, não radica na mensagem moralista, mas no lado satírico que descreve a realidade sem enfeites, realiza desejos ocultos e castiga duramente os comportamentos "normais" de crianças e adultos.

Estragando crianças
O livro traz uma forte crítica aos pais que manipulam filhos pela permissividade (falta de limites ao comportamento), por superproteção ou por projetar neles expectativas frustradas. Quando Veruca (esq., em 1971) é avaliada como "ruim" pelos esquilos analistas de nozes (na balança para ovos dourados chamada Educated Eggducator), o inglês brinca com o duplo sentido de nuts (nozes ou loucos) e spoiled.

Spoil significa 1.“estragar, deteriorar algo” e 2.“malcriar, mimar um filho”, de modo parecido a como em português “corromper” pode ter o sentido de “arruinar, decompor, apodrecer” (uma coisa) e o de “viciar, desviar, perverter” (uma pessoa).

A bruxa má: mãe devoradora
A psicanalista Diana Corso vê nesta fábula uma reedição de “João e Maria” (ZH, 10-08-05). Nessa história dos irmãos Grimm, escrita há dois séculos, as crianças são atraídas por uma figura materna malvada, ou seja, por um ventre que as engolirá e destruirá.


A mensagem psicológica oculta é que a ansiedade infantil, manifestada oralmente pelo comer, tem direta relação com a agressividade da mãe. Para escapar do processo destrutivo da imaturidade, devemos controlar a ansiedade oral (parar de comer, equivalente a parar de beber ou de fumar), abandonar a mãe dominadora (casando com alguém da nossa idade) e buscar o nosso próprio caminho, a trilha que nos levará do falso ao verdadeiro lar, do berço da angústia ao amor do bem comum.

O bruxo moralista e abusador
A fábula moderna, a da indústria de chocolate, apresenta o perigo inverso, de caráter paterno (conforme a observação de Diana Corso). Willy Wonka atrai à sua casa de doces os filhos mimados de famílias permissivas (paradoxalmente, a permissividade retém, não liberta). O bruxo sedutor deseja castigar crianças e adultos egoístas.


O pecado que este pai aparentemente irracional aponta é, no filme de 1971, a falta de limites na educação, traço típico da ausência da autoridade (seja esta masculina ou feminina). A lógica moralista do século 19 critica a calidez liberal moderna; o pai durão questiona a mãe branda.

Este anti-Papai Noel com seus gnomos (esq.) também é recalcado e manipulador, e quererá se redimir pela honestidade do menino pobre, visto como filho simbólico (os escravos “umpa-lumpas”, que eram africanos no original, ficaram brancos por razões políticas).

No filme de 2005, com Johnny Depp como Willy Wonka (esq.) pode-se ler uma alusão à pedofilia, transtorno mental em que um adulto quer seduzir uma criança, percebida como amorosamente atraente (“eu te dou meu pirulito e tu me emprestas a tua pureza”). A referência fica mais clara no final, quando o empresário dá de presente ao menino “preferido” a fábrica inteira, sob a condição de vir sem a família.

É fácil associar esta figura com Michael Jackson (dir.), também milionário, assexuado, megalomaníaco, desajustado, perfeccionista e com uma especial atração por crianças.

A infância do doceiro
O diretor Tim Burton ainda enriquece a história original com dados da infância de Willy Wonka. Foi ele um menino mimado, como seus gulosos clientes? Ou sua obsessão pelos chocolates foi uma reação rebelde ante um pai repressivo? Por que ele odeia tanto os adultos permissivos e as crianças mal-educadas?

O filme coloca uma hipótese algo complexa. Como o obsessivo pai de Willy proibiu-lhe comer todo tipo de doces para não ter cáries, gerou no filho simultaneamente um acelerador e um freio: uma urgência por se libertar da tirania do pai e uma raiva que o impede de amadurecer.

Por um lado, está identificado com o pai ambicioso e rígido, motivo pelo qual detesta as pessoas frouxas e busca um herdeiro que prolongue sua missão e resolva suas frustrações. Por outro lado, está ressentido com esse pai, razão pela qual não quer ser adulto, detesta todos os pais do mundo e procura com desespero um menino que lhe devolva a inocência perdida.

Moral da história
Para libertar-se, Willy deverá achar uma criança idealista e livre, sem pais manipuladores. Diana Corso conclui que Willy precisa de um herdeiro tão pobre que não tenha expectativas, para poder aprisioná-lo e usá-lo. E esse será Charlie. O filho e neto de operários desempregados será o novo empresário, mas não tão manipulável como se pensava. E sobretudo será o terapeuta idôneo (limpo de ressentimentos e pleno de afeto) que ajudará a limpar a alma do neurótico Willy.


A imagem ao lado é a moral da história mais libertadora, mostrando o chocolate como fonte de prazer, e não como a clássica muleta neurótica, inútil amenizadora da ansiedade. O melhor e mais maduro prazer ocorre no encontro, com uso livre de todos os sentidos - visão, olfato, gosto, audição, sensações táteis e viscerais, entre outras.
Imagens da web

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Padre Malomar em Pelotas

Padre Malomar Lund Edelweiss
Por Francisco Dias da Costa Vidal
Eis um nome que, digno de destaque, aqui viveu boa parte de sua existência, plena de conhecimentos e atuações, e que deixou entre nós uma valorosa e saudosa memória.

Malomar organizou e dirigiu o Instituto de Psicologia, unidade cultural que, posteriormente, contribuiu para a legalização da Universidade Católica, da qual foi o primeiro reitor. Residiu em Pelotas antes de se transferir para Belo Horizonte, onde prolongou seu trabalho, deixando aqui muitos amigos e várias e notáveis iniciativas pedagógicas. Entre elas, sobressaiu o Círculo Brasileiro de Psicanálise, inspirada no homônimo Círculo Vienense, conduzido pelo renomado cientista Igor Caruso. A convite de Malomar, este autor austríaco pronunciou em nossa cidade importantes e muito freqüentadas séries de palestras de cunho científico.

Malomar esteve inicialmente ligado ao escotismo, do qual era também adepto o francês, Pe. Paul Chabanon, O.M.I. (Oblato de Maria Imaculada), então vigário coadjutor de Santa Vitória do Palmar. Coordenando as atividades regionais desse importante setor da educação de jovens, com ele Malomar compartiu a nobre tarefa pedagógica.

Como fundador e primeiro coordenador do Círculo Brasileiro de Psicanálise, supervisionava os diversos núcleos pelo país. Esses grupos de estudo, formação e psicoterapia, exigiam de seus participantes intensa preparação formativa, tanto em leituras quanto em trabalhos de grupo, para – só após considerados aptos, através de escritos e pesquisas – podermos exercer a atividade para a qual nos candidatávamos: a de psicoterapeutas. Trabalho preparatório cujas pesquisas arrematam em monografia conclusiva ao ingresso na entidade científica.

Sendo assim e ao deixar um renome aureolado pela seriedade de propósitos e o competente preparo, tudo alicerçado num permanente aprofundamento e atualização, Malomar foi exemplo de permanente atualização numa das mais exigentes áreas do saber, para a qual soube atrair a quantos pendíamos para a atividade científico-terapêutica.

Por todos estes motivos, sua partida nos faz evocá-lo como uma figura de inegável competência, digna de apreço de todos que o conhecemos e com ele labutamos na área do conhecimento humanístico e da saúde psíquica e espiritual!


O artigo acima transcrito foi enviado há 3 semanas ao Diário da Manhã - que o publicou - e ao Diário Popular, jornal pelotense em que o autor colabora desde 1953, mas que há alguns anos não publica todos seus textos.

Francisco Dias da Costa Vidal (dir., foto atual) é psicanalista formado em Pelotas na década de 1960 pelo padre Malomar. Naquele tempo, também dirigiu o antigo Instituto de Psicologia da UCPel (fundado por Malomar), o qual existia antes de ser aberto o curso de Psicologia em 1970.

Malomar foi psicanalisado em Viena por Igor Caruso, e trouxe a Psicanálise ao Brasil. No entanto, não deixou mais discípulos em Pelotas. Mudou-se em 1970 para Belo Horizonte, onde faleceu em 6 de outubro último, com 91 anos. Veja uma entrevista dada por Malomar em 2008. A 1ª foto (acima) é de 1945, desfilando com os escoteiros em Porto Alegre.

O Círculo Brasileiro de Psicanálise-RJ conta a história de sua criação por Malomar. Há outro relato feito por uma psicóloga do Círculo baiano (veja o artigo).

Este post destaca os dois psicanalistas como produtores e promotores da cultura de Pelotas.
Fotos: Maristas (1), CBP-RJ (2) e Ana T. Vidal (3).

A Mulher, o primeiro sexo

Este ano, a Sociedade Científica Sigmund Freud inicia o período de uma nova diretoria, presidida pela psicóloga Lauren Cavalheiro, empossada em dezembro passado. As atividades de 2009 foram inauguradas dia 11 de março, com um coquetel. Na semana seguinte, houve uma jornada sobre Psicossomática e o minicurso "Saúde integral com saúde bucal".
Desde que a Sociedade foi fundada, em 1981, o costume é seguir a tradição de Freud, que se reunia às quartas-feiras com seus primeiros amigos e discípulos, na Viena de 1902. Como Pelotas está um pouco longe dessa realidade, no tempo e no espaço, contamos com a inspiração do patrono, e seus discípulos (médicos ou psicanalistas) realizam palestras sobre temas científicos relacionados com a Psicanálise. Também se costuma deixar a última quarta do mês para uma palestra de tema cultural, a cargo de algum profissional da área artística.
Na última quarta-feira de março (25) realizou-se então a primeira reunião científica do ano. A nova secretária científica Camila Muswieck apresentou o psiquiatra Fábio de Alencar Braga (dir.), que exporia o tema “O primeiro sexo”, sobre a natureza da mulher. Na Sigmund Freud, o tema é lembrado pela proximidade com o dia 8 de março e por ser de alto interesse para a Psicologia, que estuda a natureza do masculino e do feminino, especialmente com as contribuições de Freud. No entanto, como não existe um dia internacional do homem ninguém aqui se lembra de completar estes conteúdos com o lado masculino.
Fábio Braga se referiu primeiro ao título da conferência: Simone de Beauvoir denominou a mulher como “o segundo sexo”, não sem alguma ironia, numa sociedade onde os homens pretendem ser primeiros em tudo. Mas biologicamente o gênero feminino é o que primeiro se define: na genética, se sabe que a dupla de cromossomos XX indica que o indivíduo é mulher, e se o 2º cromossomo X ficar como Y, a dupla XY determina que o bebê seja menino. O homem nesse sentido seria a segunda opção. Por outro lado, no âmbito social a antropologia e a psicologia dizem que as pessoas aprendem a ser mulher; ou seja, não se nasce na condição de "mulher", mas esta se aprende no ambiente cultural.
A História também mostra, segundo Braga, que a mulher foi, de início, mais importante que o homem na sobrevivência, pois com a aparição da agricultura ela deixou de fornecer 80% da alimentação, ficando o uso do arado para os mais musculosos. Com a agressividade reprimida, a mulher teria sido obrigada a dirigir seu erotismo à comunidade em geral, ao lar e à educação das crianças.
O palestrante seguiu surpreendendo, com sua ampla cultura e suas teorias do comportamento sexual, sempre do ponto de vista da Biologia Evolutiva. Com fluência e clareza, passou a falar como zoólogo da espécie humana: exemplificou a hipersexualização feminina (que na verdade é do ser humano), referiu-se às inconveniências da gestação e do incesto, ao mistério do hímen e ao favorecimento da reprodução no estupro.
No amor, os dois sexos buscam companheiros de mesma identidade cultural (crenças, objetivos) e diversa bioquímica (tamanhos, cheiros). Caindo em simplificações, mas sem perder de vista o alto interesse do assunto, Braga disse que os homens em geral preferem parceiras sexuais mais jovens, que por sua vez buscam “melhorar” sua aparência mediante cabelos loiros, depilações e cuidados de pele. Mas há linguagens diferentes, em que as mulheres gostam de discutir o relacionamento enquanto os homens são mais rápidos e práticos.
A comparação entre o masculino e o feminino é de permanente interesse na Psicanálise, mas desta vez a abordagem foi etológica. Convidado a nova palestra, desta vez sobre o outro sexo (o masculino), Braga gracejou meio atrapalhado, aduzindo que o sexo masculino não tinha graça e o interessante era falar das mulheres. Com isso marcou seu pensamento masculino, deixando de lado o interesse da maioria feminina presente. Mas como homem entendo o argumento: tudo o que foi dito nesta ocasião poderia simplesmente repetir-se em aplicação ao sexo oposto, pois na verdade a palestra foi sobre a sexualidade humana, independentemente do voyeurismo do palestrante.
Fotos da web (1 e 3) e F.A.Vidal (2).

domingo, 22 de março de 2009

Duas sociedades inspiradas em Freud

A Sociedade Científica Sigmund Freud foi fundada em janeiro de 1981 por Sérgio Abuchaim e outros psicanalistas locais, formados em Buenos Aires. Desde então, ela funciona como um centro cultural e de estudos científicos sobre o comportamento, à luz da psicologia psicanalítica.

Desde essa época, Pelotas tem sido um centro importante na área da Psicanálise, a única cidade no Brasil que, não sendo capital de Estado, sedia um núcleo de estudos, de atendimento clínico e de formação de psicanalistas. Esse núcleo, iniciado em 1987, é a atual Sociedade Psicanalítica de Pelotas, do mesmo tipo e nível do núcleo porto-alegrense. Em 2004, a SPPel foi reconhecida oficialmente pela Associação Psicanalítica Internacional (IPA), fundada por Sigmund Freud em Viena há cem anos.

Tanto a pioneira Sigmund Freud como a Sociedade Psicanalítica funcionam no moderno Everest Executive Center (dir.), Princesa Isabel 280, esquina Gonçalves Chaves - respectivamente, no 3º e no 11º andar.

A Sociedade Sigmund Freud não forma psicanalistas nem dá atendimento a pacientes, mas a inspiração do patrono concentra nela psicólogos, psiquiatras e outros profissionais ao redor da Psicologia do Inconsciente, um tipo de psicologia individual que estuda a personalidade à luz das emoções mais profundas. A Sociedade Psicanalítica, por sua parte, reúne os psicanalistas locais e dá formação a novos especialistas, reconhecidos pela Associação de Psicanálise nacional e pela internacional.
Ao fundar a Psicanálise - como teoria e como terapia - e a associação mundial de centros psicanalíticos, Freud estabeleceu um método de 3 linhas principais: sessões diárias de terapia pessoal, atendimento supervisionado e seminários teóricos semanais. O mesmo estilo tripartito vinha dando certo na vida religiosa, desde o século IV, com Santo Agostinho: oração, trabalho e estudo.
Há 28 anos, a Sigmund Freud pelotense promove cursos breves, grupos de estudos independentes, um curso de pós-graduação em psicoterapia (em reconhecimento pelo CFP) e reuniões científicas e culturais às quartas-feiras - mesmo dia em que Freud costumava fazer suas reuniões de trabalho com os primeiros colegas, na Viena de 1902.
Além das reuniões sobre temas culturais (em áreas artísticas), há exposições de quadros a cada mês.
A Sociedade Psicanalítica organiza reuniões abertas há oito anos, na última quinta-feira de cada mês às 20h30min. A primeira deste ano será sobre o tema "Por que os bebês choram".
Jorge Velasco palestrou sobre Psicanálise.
No dia do Psicólogo brasileiro em 2008, o psicanalista Jorge Velasco proferiu uma palestra no auditório Sérgio Abuchaim (dir.), da "Sig" pelotense (há uma associação análoga em Porto Alegre).
A primeira reunião científica de 2009 será na quarta 25 de março às 20h, com o tema "O primeiro sexo", pelo dr. Fábio Braga.
A especialização em Psicoterapia Psicanalítica inclui seminários sobre psicanálise, supervisões individuais e grupais, e terapia pessoal - mesmo tripé indicado por Freud para os futuros psicanalistas. Este curso da Sigmund Freud, único no interior do Estado, forma especialistas em terapia analítica (os psicanalistas propriamente ditos são formados na SPPel). Dura 3 anos, com custo de R$ 480 em 36 meses, e tem o requisito final de apresentar um trabalho escrito sobre um tema de pesquisa.
Foto 2 da web. Fotos 1 e 3: F. A. Vidal.