quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sambistas injetam ânimo no hospital

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Há sete anos e meio, um conjunto musical nasceu com o singelo fim de colocar um pouco de alívio ao sofrimento no Hospital da FAU-UFPel. Até hoje, sempre nas quintas-feiras, faça chuva ou faça sol, os sete músicos do grupo "Medicação" passam pelos corredores fazendo brotar sorrisos. Na quinta 21 de janeiro, fui tomar fotos e observar como se desenvolve esse projeto voluntário, que parece ser algo único em nossa cidade.

Origem do grupo

Em junho de 2002, Eduardo Brasil (de boné branco, nas fotos) operou-se neste hospital e sentia aquele nervosismo dos exames e a tensão das longas esperas. Além das complicações físicas, o silêncio fazia a vida ser um peso, e ele sentiu falta da música para distrair o tédio e animar-se de novo para a vida cotidiana. Uma vez dado de alta, ele convidou colegas sambistas – da Banda do Costinha, onde ele toca, e de outros conjuntos – para tocar e cantar uma hora por semana, e dar um pouco de esperança de viver aos que se sentem desanimados.

Uma funcionária da UFPel, familiar de Brasil, redigiu o projeto sob o nome Urutágua Tupã-í (em tupi, "Canção que vem de Deus") e a Universidade aprovou. Os músicos aceitaram o convite, escolheram o nome do grupo e o projeto não parou mais. O Medicação somente se constitui aqui no Hospital-Escola, e cada integrante toca em seus conjuntos de origem (alguns poderão ser vistos no concurso organizado pelo Diário Popular, neste fim-de-semana). [Veja nos comentários uma correção deste relato]

Sentido do projeto

Esta ideia espontânea – mas não única, pois outros grupos musicais e religiosos esporadicamente visitam o hospital – veio fazer parte de um grande projeto de bem-estar, onde se incluem a Ouvidoria, o Corredor Arte, a Internação Domiciliar para Oncologia, Campanha do agasalho, Combate ao fumo, Combate ao diabetes, Saúde na estrada (para caminhoneiros) e vários outros programas.

O objetivo geral é médico: amenizar o sofrimento e contribuir à saúde em sentido integral. O meio é musical, mas a atividade é uma espécie de oração ritual terapêutica, de conteúdo espiritual, corporal e coletivo. Os beneficiados são, supostamente, os definidos como doentes, mas a música chega a todos os que podem reconhecer e manifestar seus sentimentos.

Sendo uma atividade voluntária, não dá retorno algum aos integrantes (de fato, o hospital não lhes serve nem um copo d'água), mas o atual diretor providenciou vales-transporte para cada um do grupo, como reconhecimento de sua contribuição à saúde.

As pessoas que participam

Quem vai na frente, mesmo não sendo parte do grupo, é Carla Carvalho (à dir. com crachá, no corredor da maternidade), a ouvidora do hospital, intermediária que acolhe queixas e sugestões da comunidade e as encaminha à direção institucional.

A função de Carla é levar o grupo pelos setores do hospital e ouvir as opiniões dos usuários. A presença dela, inclusive vestindo de branco, representa a aprovação do hospital e ajuda a conter a alegria dos músicos, que vai aumentando, com o sentido de mantê-los na missão. Poderia haver queixas - pois o projeto rompe com o tradicional silêncio e assepsia dos hospitais - mas Carla garante que nunca recebeu uma só reclamação.

Conduzem a harmonia Lauro Pereira no cavaquinho (esq.) e Rogério Silveira no banjo (dir.), que também escolhe as melodias na hora e é tido como o mais brincalhão e "bagunceiro", como ele mesmo se define (se deixassem, ele entraria em todos os quartos tocando). Ele é motor musical e alma do grupo.

Logo atrás, vão Eduardo Brasil no tantã e Miro Pedroso no pandeiro verde-amarelo, que são os mais antigos, fiéis ao projeto desde a fundação.

Na retaguarda, outros percussionistas marcam o ritmo que embala e mantém o ânimo elevado: Pierre Tavares (pandeiro), seu Amaro (tamborim) e seu Páuzio (chocalho).

As vozes não são trabalhadas nem eles têm estudos musicais, mas a unidade do grupo, a firmeza rítmica e o entusiasmo são contagiantes e avassalam todo pensamento negativo. No caminho, o objetivo é incluir todas as pessoas que quiserem mostrar sua alegria e, se for possível, facilitar a autossanação por essa alegria, por mínima que seja.

O trajeto dentro do hospital

O ritual começa cada quinta (exceto feriados), pouco antes das 15h, quando os músicos se concentram no bar defronte ao hospital, pela Rua Professor Araújo. Não ensaiam nem combinam nada, exceto a hora de chegar e a afinação dos dois instrumentos harmônicos. O trajeto pelos setores é um ritual que nunca muda.

O início é pela Oncologia, onde há exames de câncer e pacientes em quimioterapia (esq.). Os músicos já sabem que a recepção aqui será a menos fácil – mesmo que não de rejeição – e por isso entram com muito respeito, sem perder a necessária ousadia. Como agentes de saúde, eles sabem que depois da injeção vem o alívio.

O passeio pela Oncologia é uma surpresa para os usuários, pois a maioria deles está ali por primeira vez, e até caras de espanto se veem naqueles que têm uma doença grave e não esperariam uma serenata em pleno dia. Com certeza, todos já viram um conjunto vocal alguma vez, mas não numa situação tão séria. O impacto é como o de quem vê Papai Noel, achando que não existia. Mas logo vem a aceitação. O princípio desta terapia emocional é que se o corpo sorrir primeiro, a alma sorrirá depois: no momento seguinte, ou dias mais tarde – é questão de tempo.

Brasil acena aos pacientes fazendo com a mão um gesto de força; alguns respondem timidamente, mas a sensação geral é de que o salão de espera se transformou num palco. Dores e tristezas ficam suspendidas. Fotógrafos de celular vão atrás e registram as cenas. O grupo, no entanto, não se detém em momento algum (as máquinas fotográficas precisam ser rápidas).

Saindo dali, o grupo de repente faz silêncio: estamos passando pela U.T.I da Pediatria, que é norma respeitar. Ainda no mesmo setor, a música é retomada e algumas crianças vêm ver o desfile (dir.). Elas também são tomadas de surpresa, mas acreditam logo no que veem. Sorriem com aprovação, mesmo não se somando à festa.

O ritmo não será mais interrompido, nem sequer subindo e descendo as escadas (primeiras fotos acima). Na maternidade, a visita não causa tanta surpresa e é implicitamente recebida como uma homenagem à vida e aos bebês que estão por nascer. O sentido amoroso fica mais claro, neste encontro entre visitantes homens e pacientes mulheres, que mesmo internadas não estão enfermas.

É na Clínica Médica, a seguir, que a alegria começa a transbordar: aqui o grupo entra num quarto com liberdade (foto abaixo) e no corredor alguns funcionários dançam junto com pacientes. Vários participam acompanhando o cordão.

Aqui é onde se pode ver melhor o que Chico Buarque descreveu na música A Banda: as individualidades das almas são despertadas, vivem uma união aparente e, no final, guardam parte desta ilusória alegria para seguir vivendo.

Neste setor há dois tipos de reação: quem já conhece o grupo – por estar ali hospitalizado há mais de uma semana – se encanta pela visita esperada, e os "novos" arregalam os olhos por uns minutos e, mesmo não sambando, gradualmente vão desenhando um sorriso. O espírito muda a direção do pensamento, como foi o caso da moça com soro que estava sentada no corredor: ela foi incentivada a seguir a banda (uma pessoa levava o soro levantado - foto acima) e, em minutos, seu ânimo e sua atitude eram as de uma pessoa que havia esquecido seu estado físico. A terapia mostrava seus efeitos.

Avaliação

Depois de 40 minutos, o clima de festa estava instalado e não havia reclamações. Mas acabou-se o que era doce e o trabalho continua: dentro do hospital e fora dele. Mesmo sem muita organização e sem financiamento, os objetivos foram alcançados, que é o importante.

Se o projeto for avaliado em detalhe, se verá beneficiado de algum tipo de planejamento: na preparação vocal, na escolha das letras ou de vestimentas uniformes. Os integrantes não têm aspecto de artistas nem de enfermeiros, apesar de unir as duas funções. No grupo Medicação, por agora, a disciplina unificadora é a do ritmo, e o entusiasmo transborda até precisar dizer: "Por hoje chega, até a próxima quinta".
Fotos de F. A. Vidal (21 jan)
Vídeos: H. Schwonke, Completa Comunicação (14 jan)

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10 comentários:

Mara disse...

Apesar da boa-vontade do blogueiro em mostrar este trabalho, acredito que se perdeu em vários pontos: o início do projeto não começou por doença de um integrante e sim de uma funcionária da UFPel que sonhou em diminuir a dor dos pacientes; segundo a intenção do grupo não é ser artista e sim levar o amor de seus corações aos que o aceitarem; terceiro, não há desorganização e sim, muita alegria em ser perfeito e saudável a ponto de dividir esta saúde com os menos afortunados, e assim, muitas outras colocações poderiam ser feitas, analisando esta matéria tão intensa e mal redigida....quase que sensacionalista...faltou acrescentar que várias universidades de outros países já assistiram esta "desorganização" e copiaram o projeto, levando-o para vários países da América e da Europa!

Erika disse...

hahaha, o Brasil nunca ficou doente, muito menos internado no hospital da FAU, assim como NENHUM outro integrante do projeto!
ERRATA!!!!!!!!!!!!

o nome da funcionária é Rosemeri Gomes Gonçalves, que iniciou o projeto sensibilizada pelo estado de um amigo que sofria por ficar horas esperando o fim de sua quimioterapia no hospital, horas essas que pareciam não passar nunca.

"ajuda a conter a alegria dos músicos, que vai aumentando, com o sentido de mantê-los na missão"
oq tu queres dizer com isso, que os músicos são desordeiros, que la pelas tantas sobem nas macas e tiram os doentes p/"dançar até o chão"!?

Erika disse...

"...o projeto rompe com o tradicional silêncio e assepsia dos hospitais."
assepsia: Conjunto das medidas adotadas para evitar a chegada de germes a local que não os contenha
por acaso os músicos estariam contaminando o hospital, ao tempo que os visitantes dos enfermos não!?

"...veio fazer parte de um grande projeto de bem-estar, onde se incluem a Ouvidoria, o Corredor Arte..."
O projeto de bem-estar iniciou depois do projeto musical, incentivado por este aliás!!!

"...não dá retorno algum aos integrantes (de fato, o hospital não lhes serve nem um copo d'água)..."
realmente o senhor esta MUITO mal informado mesmo, fazendo ate mesmo parecer que essa calunia seja queixa partida dos próprios integrantes, que não reclamam em nada, pois são muito bem tratados e atendidos por todo hospital, sendo servido não só água...

"Os objetivos foram alcançados, mesmo sem muita organização..."
mas é um desaforo mesmo!!
isso faz parecer que o projeto não é serio como realmente é, e para quem lê, mesmo depois de tantos "tapas e beijos" reflete uma imagem completamente errônea e incoerente com a verdade, no mínimo o grupo merece desculpas por tamanhas imbecilidades ditas aqui.

"...e verá beneficiado de planejar algum tipo de preparação vocal..."
eles vão tão mal em preparação vocal que até ganharam o prêmio de primeiro lugar no concurso organizado pelo Diário Popular. http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=6&noticia=13429

Erika disse...

VESTIMENTAS DE ARTISTAS??
como um artista se veste senhor Francisco?
como um musico deveria se vestir??


"a única disciplina é a do ritmo, e o entusiasmo transborda até precisar dizer: "Por hoje chega, até a próxima quinta"."
chamando nossos músicos que indisciplinados mais uma vez??
por todas as vezes que eu pude acompanhar o projeto todas as vezes percebi que ngm mandava parar não!! MUITO MENOS POR FALTA DE ORGANIZAÇÃO!! muito pelo contrario, pacientes, funcionários, diretos, pediam mais e que ficassem mais um pouco e eles, por terem já terminado sua tarefa e tendo seus compromissos, trabalho, rotina a cumprir, que têm que terminar, infelizmente, mais um lindo projeto que têm orgulho que participarem.


Muito bonita sua intenção de registrar e publicar esse projeto tão bonito e que muitos pelotenses têm orgulho, principalmente por ser referencia a nível internacional.
porém, pecou em muito, por ser incoerente, não abordar a verdade e queimar, de maneira lastimável a conduta desses músicos tão preocupados em levar ânimo e felicidade para aqueles que estão em situações tão complicadas.

é uma pena ter que ler tanta bobagem!!
poderia no mímimo escolher melhor as palavras da próxima vez...

Francisco Antônio Vidal disse...

Sobre os pontos rebatidos por Mara:
1. A origem do grupo me foi informada pelo Eduardo Brasil, que se apresentou como o líder e fundador. Posso ter entendido mal, e vou inquiri-lo de novo.
2.O sentido do grupo está bem claro no texto, não há o que corrigir. O fim não é artístico, mas os músicos integram sim a função artística com a médica.
3. O texto elogia bastante as intenções e os efeitos do grupo. O único que se critica (se houver licença para criticar uma coisa tão boa como esta) é que predomine a espontaneidade sobre a preparação. Minha opinião, que não ficou clara aí, é que NÃO deveria predominar alguma, mas sim equilibrar-se a organização com a alegria e a brincadeira (já existentes em bom grau).
4. Universidades americanas e europeias copiaram o projeto. Há informação de quais são elas, e como o copiaram?

Apesar da boa-vontade da leitora (Mara) em ler esta matéria, acredito que se perdeu na leitura. Sentiu-se ofendida com coisas que não estavam escritas ou com a avaliação crítica que deve ser feita a todo projeto universitário.

Francisco Antônio Vidal disse...

A segunda leitora também interpretou ataques no meu artigo, mas o que descrevo é o que vi e ouvi nesta visita, incluindo declarações do Brasil, da ouvidora e da jornalista que fez a filmagem. Eles é que poderão corrigir ou desmentir. Se houver correções, virão nos comentários a seguir.

A intenção foi informar como alguém que percebe desde fora; não somente elogiar nem ser complacente. O projeto é universitário, não de um grupo religioso, e deve ser avaliado de modo imparcial.
Respondo alguns pontos para que os leitores ponderem, dentro do respeito que a leitora merece, mesmo tendo sido agressiva e até ofensiva.

1. O projeto é voluntário e como tal não há verbas envolvidas. Foi o atual diretor que tomou a iniciativa de pagar vales-transporte. Os músicos chegam do bar e voltam ao bar, sem receber pagamento além dos elogios e sorrisos. Mas não pedem nada nem se queixam, pois são voluntários e fazem isso pelo amor e pela alegria. A alusão ao copo dágua foi para destacar seu sacrifício de serviço.

2. O Medicação é misto, tem músicos de vários grupos. Não participou no concurso do Diário Popular. Quem ganhou ali foi a Banda do Costinha (que tem músicos no Medicação).

3. Para seus fins, o grupo não precisa de mais preparação vocal que a que seus integrantes já têm. Mas se veria beneficiado se tivesse, pois eles só se baseiam nos ensaios de seus grupos de origem. Isso já é bom, mas é perfeitamente compreensível que, sendo voluntários, não façam um ensaio extra, cada quinta-feira. Foi uma sugestão, não um desaforo.

4. Reunindo uma função artística e uma terapêutica, o Medicação poderia se vestir de modo especial para esse serviço? Não seria obrigatório, mas seria melhor. E coerente com seu nome próprio e com o respeito que infunde sua tarefa (quase sagrada, que é trabalhar com o espírito humano). Médicos se vestem de branco. Artistas se dispõem segundo cada estilo. Neste ponto, a sugestão implícita vai à universidade.

5. O Medicação é esperado pelas pessoas que o conhecem. E quem o acompanha não pede que a apresentação termine. Mas é preciso terminar, pois o projeto tem essa delimitação, no tempo e no espaço. Se fosse pelo entusiasmo, duraria bastante mais. A música desperta o espírito, e num hospital a dose deve ser medida, como qualquer medicamento.

Sugiro à leitora ler o blogue com cuidado e ver se há falsidades, bobagens e incoerências. Se houver muitas falhas ou ofensas de minha parte, denuncie e terá respostas, também com respeito.

Depto. Comunicação HE UFPel/FAU disse...

Quanto à origem do Grupo, realmente houve um engano. O projeto iniciou em 2002, quando o Vice-Reitor da UFPel na época, Jorge Nedel, iniciou o tratamento quimioterápico no HE. Nedel achava triste as sessões de quimiterapia pois era muito silencioso e o tempo demorava a passar. Então partiu de uma funcionária da UFPel a idéia de convidar um grupo de amigos para tocar na Quimioterapia para alegrar os pacientes durante as sessões.
Desde o início a idéia foi aprovada e teve o total apoio da Universidade. Não demorou muito para que o público do hospital (funcionários, pacientes, acompanhantes, visitantes) pedissem para que eles tocarssem em outros setores e então o projeto foi estendido percorrendo todas as unidades de internação.

Assim como o Corredor Arte, o projeto do Grupo Medicação iniciou como um projeto de extensão da Universidade Federal de Pelotas, mas esta ligação foi encerrada em 2009, sendo, portanto, desvinculado da Universidade. Sabendo da importância deste projeto para pacientes, acompanhantes e até mesmo para os funcionários, o HE incentivou e apoiou o Grupo Medicação a continuar com as apresentações semanalmente.

Não temos informações concretas sobre outras entidades terem copiado este projeto, apesar de representantes de Hospitais do México, Bolívia e Portugal terem vindo conhecer o trabalho pessoalmente com este intuito. No entanto, sabemos que alguns projetos semelhantes funcionam muito bem em hospitais do Brasil e fora dele também, pois são projetos em sintonia com o que recomenda a Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde. (ver portal nacional da Rede de Humanização – www.redehumanizasus.net )

Como já havíamos falado, recebemos muitos elogios dos pacientes e acompanhantes sobre o Grupo, tendo sido inclusive realizada pesquisa de opinião exclusivamente sobre o projeto, que confirmou a importância do trabalho e expectativa de continuidade. Segundo Mario Luz, Coordenador Administrativo do Serviço de Oncologia do HE, não são raras as vezes que pacientes pedem para trocar o dia da quimioterapia para a quinta-feira, dia em que o Grupo se apresenta no Hospital.
Em relação à vestimenta do Grupo, segundo o Diretor Técnico do HE, Dr. Afrânio Krüger, não é considerada anti-higiênica. “Em termos de higiene não há nada que prove que é prejudicial, nada que impeça as pessoas de entrarem de bermuda e chinelo no hospital, é uma vestimenta de verão comum. As pessoas que circulam dentro do hospital são as mesmas que circulam na rua”, explicou Krüger.
Ele alertou que haveria problema se o Grupo percorresse espaços como a Cirurgia ou salas de isolamento. O que não é o caso.

Como sabemos, teu blog é crítico cultural, e tu és muito observador. Por este motivo algumas vezes tuas críticas são vistas como algo negativo, o que deve ser aceito devido à posição que te encontras.
Sendo o que tínhamos para o momento, esperamos ter respondido às tuas questões e nos colocamos a inteira disposição para outros esclarecimentos. Agradecemos a tua compreensão e o teu apoio em divulgar nossos trabalhos.

Equipe Completa Comunicação

Francisco Antônio Vidal disse...

Agradeço à equipe de comunicação do Hospital pelos esclarecimentos e pela divulgação dos projetos de humanização. Quem canta aos doentes faz como dizia São Francisco de Assis: "Que onde houver tristeza eu leve alegria". E sobre discussões a mesma oração diz "onde houver trevas, que eu leve a luz, onde houver discórdia que eu leve união".
Na agência Completa Comunicação se encontra um foco silencioso de criatividade que trabalha junto com os projetos do Hospital e gera informação cultural para Pelotas. O Corredor Arte já teve uma extensa nota aqui no blogue, em setembro passado, ao completar 9 anos:
http://pelotascultural.blogspot.com/2009/09/corredor-arte-9-anos-unindo-arte-e.html

Anônimo disse...

OLÁ, GOSTEI MUITO DESSE TRABALHO DE VOCES.EU TAMBÉM GOSTO MUITO DE AJUDAR O PROXIMO.FAÇO TRABALHO VOLUNTÁRIO NO ASILO DE MENDIGOS E GOSTARIA MUITO DE FAZER TRABALHO VOLUNTÁRIO COM CRIANÇAS.GOSTARIA MUITO SE PUDESSE FAZER NESSE HOSPITAL.POIS QUERO MUITO PASSAR MEU CARINHO E SOLIDARIEDADE PARA QUEM PRECISA DE UM POUCO MAIS DE ATENÇÃO.OBRIGADA MEU TELEFONE É: 84476495

Francisco Antônio Vidal disse...

Cara anônima: no Hospital Escola há mais de um grupo que agenda visitas a crianças. Semana passada apareceu outro, com trabalho às quintas, chamado Ciranda do Xiko Loco, adultos que cantam e tocam música suave vestidos de palhaços. Se quiser participar nesse hospital, pergunte na Agência Completa Comunicação, que funciona defronte à entrada principal.