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domingo, 24 de janeiro de 2016

Correio do Povo cobre o Festival

Quinteto Porto Alegre tocou hoje domingo no Parque da Baronesa. Fotógrafo pelotense postou no ato.
O jornal porto-alegrense Correio do Povo tem dado boa cobertura a todos os dias do 6º Festival SESC, com as notas e fotos de Luiz Gonzaga Lopes, tanto no sítio virtual como na edição impressa. Confira nesta postagem a reportagem que está desde quarta 20 na internet (sábado 23, saiu resumida, no jornal impresso).

Hoje domingo (24-1) o colunista social Eduardo Conill, sob o título "Pelotas", dedicou excepcionalmente todo seu espaço ao evento, que desde 2001 atrai artistas, turistas, políticos e mídia. O comentarista atribui ao governo municipal a condução do Festival SESC (leia no fim deste post), mas na verdade a Prefeitura é uma das entidades apoiadoras. Para obter este sucesso, o evento precisa do reconhecimento da comunidade, das autoridades e das lideranças educacionais, políticas e comerciais. O apoio tem sido amplo e unânime, e sabemos que seguirá sendo assim.


A Classe de Fagote tem 5 alunos; a de Tuba só 3.
Percorrer o Centro Histórico de Pelotas numa manhã deste musical janeiro é como mergulhar em outro mundo, onde os sons imperam e o metrônomo (medidor do andamento musical) é o guia.

A principal característica do 6º Festival Internacional SESC de Música é o intercâmbio, a troca de informações, o ensino e aprendizado. São 21 cursos de Música de Concerto, com professores de 13 países, além de prática de Orquestra e Banda Sinfônica e de Música de Câmara, envolvendo 260 alunos, com 17 nações participantes ao todo.

Entre os cursos, são disponibilizadas aulas para instrumentos mais populares no mundo dos concertos – como violino, violoncelo, viola, violão clássico, piano, clarinete, contrabaixo – e outros nem tanto, como fagote, eufônio, harpa e tuba.

O fagote
Em sua classe de fagote, o professor Adolfo Almeida Jr., do Trio de Madeiras de Porto Alegre e de Arthur de Faria e Seu Conjunto, ressaltou que o festival serve para unir os fagotistas.

“Neste meu instrumento, as pessoas estavam meio isoladas. Atualmente, na UFRGS, só tenho um aluno se especializando. Tem todos os componentes de não ser tão popular e de ser um instrumento caro”, destacou o professor, enquanto escolhia o repertório para a apresentação dos alunos de madeiras, que tinha de Frevo a Beatles e Gershwin.

O aluno Wesley Oliveira, 24 anos, do Conservatório de Tatuí (SP), toca o instrumento há oito anos e reforça a premissa de Adolfo de unir os fagotistas e do preço do instrumento estar proibitivo. “Importei o meu fagote alemão Mossmann, com o euro a R$ 4,80 e chegou a R$ 60 mil o preço”, afirma.

Correio do Povo, sábado 23 de janeiro 2016.
Também aluno, Adilson Vieira, 30 anos, de Guaíba (RS), e que toca com orquestras como a Filarmônica da PUCRS e a Sinfônica da UCS (Caxias do Sul), destaca que o festival reúne músicos renomados e que é uma grande oportunidade de intercâmbio de conhecimentos sobre a música e o mundo de orquestras e grupos.

A tuba
Outro instrumento que não é tão caro, mas é bem pouco prático pelo peso, é a tuba. O professor paulista Albert Khattar (v. currículo) ressalta que o instrumento musical de sopro da família dos metais tem origem na Prússia (atual Alemanha) em 2 de setembro de 1835, pesa uns cinco quilos e na maioria dos fabricantes só é feito por encomenda.

Na aula de Khattar, com apenas três alunos, tão importante quanto tocar são os exercícios de respiração junto com o metrônomo para inspirar e soprar no tempo certo e com a intensidade necessária. O aluno Kauã Fogaça, 15 anos, de São Leopoldo (RS), disse que procurou a tuba, pois queria um instrumento com um som poderoso, que lhe agradasse.

“É minha primeira vez no festival. Quando toco a tuba, eu me emociono, às vezes até choro. Este instrumento tem um poder que as pessoas nem imaginam. Toco de tudo, mas os temas de Star Wars são os meus preferidos”, destaca Kauã, que é aluno regular do tubista Wilthon Matos, no Conservatório da OSPA. Wilthon é o coordenador informal do Cortejo Musical que abriu o festival na segunda-feira à tardinha (v. Correio do Povo), com 30 músicos de metais e mais de 250 pessoas e até uma dúzia de cães, pelas ruas do Centro Histórico Pelotense.
Luiz Gonzaga Lopes
(v. texto completo)


Clique na imagem para ampliar.
Coluna de Eduardo Conill
Correio do Povo, 24-1-16

Pelotas
O jovem prefeito de Pelotas, Eduardo Leite, é unanimidade de elogios para sua administração, feitos pelos nomes mais expressivos do empresariado e pelos melhores grupos da sociedade. Está à frente do 6º Festival Internacional SESC de Música, que se encerra no próximo dia 29 de janeiro. A abertura foi com a Orquestra da ULBRA, sob a batuta de Tiago Flores e com participação do solista Carmelo de Los Santos [v. nota].

O festival tem intensa programação gratuita, 50 espetáculos em diversos locais, como casarios antigos, teatros, igrejas, ruas e parques, e cursos ministrados por professores de 13 nacionalidades. O prefeito Eduardo Leite, de excelente linhagem e que traz no sangue cultura e bom gosto, falou:

"O povo de Pelotas respira cultura e faz do Festival também uma atividade econômica. Temos muitos problemas e dificuldades, mas se tem uma coisa que podemos nos orgulhar, dia após dia, é a cultura. E sem dúvida o Festival é parte disso".

Imagens: M.F.Soares (1), L.G.Lopes (2)

sábado, 23 de janeiro de 2016

Pelotas e o Festival SESC

O escritor gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil acompanhou o desenvolvimento do Festival Internacional SESC de Música, na condição de Secretário da Cultura (v. nota neste blogue em 2013), e o segue fazendo como apoiador. Para a 6ª edição, ele incentiva o evento no artigo "Pelotas, o SESC e o Festival", elogiando a situação cultural pelotense e o esforço permanente na realização do Festival (dos organizadores e da comunidade local). 

É preciso dizer que em 2016, sob graves dificuldades financeiras no Estado, o Festival SESC segue sendo realizado com o mesmo empenho e brilho, mas não se trabalhou neste ano o foco da inclusão social, a diversidade musical ficou restrita aos repertório erudito (antes houve abertura ao jazz e ao choro) e não houve montagem teatral de uma ópera. Também devemos admitir que o Teatro Sete de Abril se encontra fechado para restauração desde o início do Festival, assim como o Salão Milton de Lemos, do Conservatório de Música.



Não é de hoje que digo: Pelotas é o ponto de transcendência do Rio Grande do Sul. Este meu conceito não decorre do fato de ser cidadão pelotense honorário - título que guardo com o maior orgulho - mas, sim, por conhecer a longa história cultural de uma cidade que se destaca no cenário brasileiro há quase dois séculos. Poderia referir vários exemplos desta intensa atividade, mas para ficar em apenas dois, lembro o Sete de Abril e o quase centenário Conservatório, este último responsável por várias gerações de músicos.

Também o SESC se notabiliza, em nosso país, como uma entidade que tem na cultura um foco permanente, responsabilizando-se pelas melhores promoções nesta área e suprindo, muitas vezes, aquilo que os governos não podem ou não querem assumir. Sou testemunha destas ações, e para ficar apenas no âmbito da minha atuação, a literatura, o SESC se faz onipresente, seja pela realização de dezenas de feiras de livro, seja pelos prêmios e eventos que promove.

Quando Pelotas – através da Prefeitura – e o SESC se unem, o resultado só poderia ser excepcional, e o símbolo maior é a realização deste 6º Festival Internacional de Música. Acompanho o Festival desde o início, de várias formas. A cada ano percebo que se consolidam algumas linhas-mestras que o definem: a permanente qualidade dos convidados, a internacionalização, a diversidade das estéticas musicais acolhidas, o número ampliado dos participantes, o profissionalismo de sua realização e, algo que muitos esquecem, a inclusão social que existe desde sempre. Esta é uma fórmula geral e intrincada, que implica tomada de decisões com um olho no que é desejável e outro no que é possível em termos logísticos e financeiros.

Registro aqui a operosidade de uma equipe que trabalha o ano inteiro para que tudo decorra com normalidade e excelência: o maestro Evandro Matté, competentíssimo diretor artístico; Sílvio Alves Bento, o incombustível gerente de cultura do SESC/RS; Luiz Tadeu Piva, o diretor regional, com sua presença atenta e inteligente. Isso não seria possível sem o apoio de Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS. Cumpro o dever de fazer referência a uma legião de abnegados trabalhadores e, para representá-los, é incontornável citar a ação decisiva e onipresente da escritora Cleonice Bourscheid. Aliás, Cleonice e Aristóteles Boursheid são os melhores expoentes do mecenato artístico no Brasil. Obrigado a eles, e bom festival a todos.
Luiz Antonio de Assis Brasil
Foto: M.F.Soares

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dicas para acompanhar o 6º Festival SESC

Cronograma para retirar ingressos gratuitos (2 por pessoa) para os 8 concertos das 20h30 no Teatro Guarani; disponíveis a partir das 9h na bilheteria do Teatro. Solicita-se doação de alimentos. Mesmo na falta do ingresso, as pessoas poderão entrar às 20h30, caso haja assentos disponíveis. 
  • da quinta 14 à segunda 18/1: retirar ingressos para concertos de 18 e 19/1; 
  • da segunda 18 à sexta 22/1: retirar entradas para concertos de 20 e 24/1; 
  • do sábado 23 à segunda 25/1: retirar ingressos para concertos de 25 e 26/1; 
  • da segunda 25 à quarta 27/1: retirar ingressos para concertos de 27 e 28/1.

Segunda-feira 18
17h30 – Cortejo Musical, da Praça ao Guarani | Com o Quinteto Porto Alegre e músicos do Festival.
20h30 – Concerto de Abertura, no Guarani | Com a Orquestra da ULBRA e o violinista Carmelo de Los Santos, regência de Tiago Flores (reservar dia 14).

Terça-feira 19
19h – Festival na Comunidade, no Shopping Pelotas | Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – "A História do Soldado", de Stravinsky, no Guarani | com narração de Hique Gomez, elenco de atores e regência de Evandro Matté (reservar dia 14).
[Veja notícia de apresentação em São Leopoldo, maio de 2015, e versão de 2012 da Televisión Española].

Quarta-feira 20
18h – Festival na Comunidade, na Colônia Z-3 | Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h – Festival na Comunidade, na Estação Verão SESC (Laranjal) | Com o Quinteto Porto Alegre.
20h30 – "Expresso 25 À La Carte", no Guarani | Com o Vocal Expresso 25, regência de Pablo Trindade (reservar dia 18). [Neste show, o grupo coral porto-alegrense apresenta cardápio musical escolhido pelo público (v. canal de vídeos)].


Quinta-feira 21
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
16h – Festival na Comunidade, no CRAS São Gonçalo | Recital de Eufônios.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja do Amor Divino (Colônia S.Antônio)| Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – "As Quatro Estações", de Vivaldi, na Catedral de São Francisco de Paula | Com a Orquestra Sinfônica de Carazinho e o violinista Emmanuele Baldini (Itália), regência de Fernando Cordella. [Sobre a OSINCA, confira vídeo no final deste post].

Sexta-feira 22
11h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Calçadão | Companhia L'Inopinée.
11h – Festival na Comunidade, na sede do Expresso Embaixador | Recital de Saxofones.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
17h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Calçadão | Companhia L'Inopinée.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja Santo Antônio (Laranjal) | Recital de Violões.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Banda Sinfônica do Festival e trompetista Heinz Schwebel, regência de Marcelo Jardim, na Catedral de São Francisco de Paula.

Sábado 23
10h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Mercado Central | Companhia L'Inopinée.
11h – Festival na Comunidade, no Mercado Central | Recital de Metais.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
21h – "Arte do Choro e Instrumental Brasileiro", na Estação Verão SESC (Laranjal) | Orquestra Unisinos Anchieta, regência de Evandro Matté.


Domingo 24
17h – Festival na Comunidade, no Parque da Baronesa | Quinteto Porto Alegre.
18h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital da Classe de Piano.
20h30 – Orquestra Acadêmica e flautista Wally Hasen, regência de Gudni Emilson (Finlândia), no Guarani (reservar dia 18).

Segunda-feira 25
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
15h – Festival na Comunidade, no Hospital Espírita | Quinteto Porto Alegre.
18h – Festival na Comunidade, na Igreja São José (Fragata) | Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto dos Núcleos de: Cordas, Violões e Madeiras, no Guarani (reservar dia 23).

Terça-feira 26
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
15h – Festival na Comunidade, no Asilo de Mendigos | Recital de Eufônios.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja Sant’Ana (Colônia Maciel) | Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto do Núcleo de Canto, no Guarani (reservar dia 23).

Quarta-feira 27
11h – Festival na Comunidade, na Santa Casa de Misericórdia | Recital de Saxofones.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
17h30 – Recital do Grupo de Metais, no exterior do Café Aquários.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto dos Núcleos: Percussão e Metais, no Guarani (reservar dia 25).

Quinta-feira 28
12h – Festival na Comunidade, no Calçadão | Quinteto Porto Alegre.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Banda Sinfônica Acadêmica e trompista Andrej Zust (Alemanha), regência de Marcelo Jardim, no Guarani (reservar dia 25).

Sexta-feira 29
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto de Encerramento, no Largo do Mercado | Orquestra Acadêmica do Festival, fagotista Martin Kuuskmann e soprano Eiko Senda, regência de Evandro Matté.


Fonte: SESC-RS

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Festival SESC: o lado dos músicos



Desde 2011, o Festival Internacional SESC de Música apresenta ao público em média 4 recitais por dia, e é por essa grande produção artística que ele se chama festival. Não há concursos nem prêmios mas a estrutura do evento é a de um grande encontro festivo, envolvendo centenas de artistas e milhares de espectadores.

A comunidade pelotense presencia diversas formações musicais (solos, quartetos, orquestras) da manhã à noite, no teatro ou na rua, em ensaios ou nos espetáculos. Na primeira semana, o público presencia concertos de grupos convidados (v. reportagem do Diário Popular com o Cuarteto 4Mil); na segunda semana, os estudantes apresentam os resultados dos primeiros dias de estudo. Desse lado espetacular é que provém o nome "festival" (v. definição na Wikipédia).

Jornal porto-alegrense destacou o evento na capa, domingo 18 de janeiro.
Na foto, Evandro Matté rege a orquestra do Festival em 2014.
Ao mesmo tempo, esta quinzena de shows foi concebida como uma escola de verão para estudantes e profissionais se aperfeiçoarem. Algumas desse tipo já existiam no Brasil desde a década de 1950.

Se o Festival SESC não tivesse esta face de trabalho e estudo, que atrai músicos nacionais e estrangeiros, talvez não existisse ou não tivesse a mesma dimensão. Alunos e professores e vêm de muito longe para um encontro humano cheio de aprendizagens técnicas, num verdadeiro congresso internacional, o que repercute numa produção musical mais intensa, mais viva e mais solidária. Por exemplo, o músico e artista plástico Roberto Bonini emprestou o seu piano e fez público vídeo no Facebook (2 min) mostrando parte do ensaio de um estudante. Outras consequências do evento é que a cidade movimenta sua economia com os turistas que vêm ouvir a música de boa qualidade, também motivo de qualificação de suas férias de verão.

No vídeo acima, tomado do Diário Popular, aprecia-se o entusiasmo e o carisma do Núcleo de Metais mostrando sua música sob tempo chuvoso. Abaixo, o lado humano de jovens brasileiros e estrangeiros que, sem saber português, vêm a Pelotas por primeira vez para este evento de criatividade e unificação. Veja reportagem do programa Estação Cultura, da TVE gaúcha (4 min), que mostra o lado do público, que vem para apreciar, e a opinião dos músicos, que buscam o "festival" para aprender em sua profissão. 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Festival na Comunidade

O 5º Festival SESC de Música (v. programação 2015) leva à comunidade pelotense pocket shows (breves momentos musicais), com o objetivo de desenvolver e valorizar o ser humano onde ele vive, como é de costume neste projeto de ensino e divulgação da música culta.

Gahuer Carrasco, Sônia Cava, Renan Leme e Adão Santos apresentaram música no centro da cidade.
19 janeiro, segunda-feira
11h Café Aquários: Tons Latinos, com Gahuer Carrasco e grupo (v. fotos da ASCOM e reportagem RBS)

21 janeiro, quarta-feira
11h Abrigo Institucional Pensão Assistida e Casa do Idoso (público interno): Quinteto de Sopros (v. fotos).
14:30 CRAS Navegantes.

22 janeiro, quinta-feira
11h Expresso Embaixador (público interno): Quarteto de Saxofones.
17:30 Paróquia Amor Divino (Colônia Santo Antônio): Eufônios.
18h: Shopping Pelotas: Quinteto Porto Alegre.

23 janeiro, sexta-feira
11h Serviço de Convivência Pestano (Rua 15, nº 45): Quinteto de Madeiras.
14:30 Asilo de Mendigos de Pelotas (público interno): Grupo de Violões.

24 janeiro, sábado
11h Mercado Central: Grupo de Metais.

26 janeiro, segunda-feira
11h Serviço de Convivência Vila Castilhos (Dr. Amarante 1155): Quarteto de Cordas.
14h Hospital Espírita de Pelotas (público interno): Quinteto de Madeiras.

27 janeiro, terça-feira
11h Paróquia Nossa Senhora da Luz: Quarteto de Saxofones.
17:30 Café Aquários: Grupo de Metais.

28 janeiro, quarta-feira
11h Abrigo Institucional Meninos 2 (público interno): Quinteto Porto Alegre.
14h Paróquia Sant’Ana (Colônia Maciel).

29 janeiro, quinta-feira
11h Serviço de Convivência Dunas (Ulisses Guimarães 2067): Quinteto Porto Alegre.

Idosos e doentes atendidos pela rede municipal de abrigos
escutaram por primeira vez música tocada ao vivo (v. notícia)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Programação do 5º Festival SESC


Desde hoje (15-1) o público pode retirar as entradas gratuitas para os espetáculos noturnos (20h30) do 5º Festival SESC no Teatro Guarani. Aceitam-se doações de alimentos na retirada dos ingressos (2 por pessoa). Cronograma de distribuição (no Teatro, 9-12h e 13:30-18:30):
  • de 15 a 18 de janeiro: retirar entradas para os dias 18, 19 e 20 [esgotadas no primeiro dia];
  • de 18 a 21 de janeiro: retirar entradas para os dias 21 e 22;
  • de 22 a 25 de janeiro: retirar entradas para os dias 25, 26 e 27;
  • de 25 a 28 de janeiro: retirar entradas para os dias 28 e 29.
Uma vez tendo o ingresso em mãos, o público deverá chegar ao Teatro antes das 20h30, ou poderá ter que entrar numa fila de espera. Mesmo quem não tiver entrada poderá entrar na espera, minutos antes das 20:30. Nos demais shows do Festival, todos gratuitos, não haverá distribuição de ingressos.

Veja programação adicional Festival na comunidade.


Vídeo de divulgação

18 janeiro, domingo

20h30  Teatro Guarany:
Orquestra de Câmara Teatro São Pedro (Porto Alegre, RS). Regência: Antônio Borges Cunha. Concerto para Violão e Orquestra, de Y. Costa. Solista: Yamandu Costa, violão.
ASSISTA AO VIVO.


19 janeiro, segunda

20h30 Teatro Guarany:
Cuarteto 4Mil, saxofones (Argentina). "Tiger Rag".



20 janeiro, terça

18h30 Biblioteca Pública Pelotense:
"Tons Latinos" - com Gahuer Carrasco e seu quinteto (piano Sônia Cava e Paulo Santos; saxofone Adão Santos; violino Renan Leme; contrabaixo Leon Campos). Programa com Astor Piazzolla, e músicas autorais. Artistas de Pelotas.

20h30 Teatro Guarany:
Ópera "Orfeu", música de Monteverdi (v. página do evento), com artistas da UFRGS. Regência: Diego Schuck Biasibetti (Porto Alegre, RS).


21 janeiro, quarta

18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30 Teatro Guarany:
Quinteto Porto Alegre (RS).



22 janeiro, quinta

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30 Teatro Guarany:
Cia de Dança Contemporânea Muovere (Porto Alegre, RS) e Orquestra Residente. Obras de Vivaldi, Bach e Shostakovich.

23 janeiro, sexta

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30min Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30min Catedral Metropolitana de Pelotas:
Núcleo de Metais e Banda Sinfônica Acadêmica.

24 janeiro, sábado

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30 Praia do Laranjal:
Orquestra Unisinos Anchieta, Renato Borghetti e Daniel Sá (Porto Alegre, RS).



25 janeiro, domingo

16h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital da Classe de Piano.
18h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital Classe de Canto.

20h30 Teatro Guarany:
Concerto Orquestra Acadêmica. Regência: Ranson Wilson (EUA). Solista: Clarissa Borba, vibrafone (Brasil/França). Obras de Ravel, Stravinsky e Ney Rosauro.

26 janeiro, segunda

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30 Teatro Guarany:
Núcleo de Cordas e Violões e Núcleo de Madeiras.

27 janeiro, terça

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
17h30 Café Aquários ― Grupo de Metais.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30min Teatro Guarany:
Orquestra Residente. Regência: Emmanuele Baldini (Itália). Solistas: Horácio Schaefer, viola (RS) e Emmanuele Baldini, violino (Itália). Obras de Mozart e Michael Nyman.


Concerto para Violino em Ré Maior, opus 35 de Tchaikovsky, 1º movimento, 
com Emmanuele Baldini e Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz, Belém do Pará, 14-3-2013

28 janeiro, quarta

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30min Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30min Teatro Guarany:
Núcleo de Percussão / Núcleo de Metais.

29 janeiro, quinta

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30min Teatro Guarany:
Banda Sinfônica Acadêmica. Regente: Gustavo Fontana (Argentina).
Solistas: Flávio Gabriel (trompete) e José Milton (trombone tenor).

30 janeiro, sexta

13h Biblioteca Pública Pelotense ― Recital de Alunos.
18h30 Biblioteca Pública Pelotense ― Música de Câmara.

20h30 Largo Edmar Fetter:
Orquestra Acadêmica do Festival. “Música das Américas”, obras de Gershwin, Bernstein, Villa-Lobos e Leonardo Martinelli. Solista: Michel Lethiec, clarinete (França). Regência: Evandro Matté (Porto Alegre, RS).  ASSISTA AO VIVO.


Imagens: Nauro Jr, ZH (1), SESC (2)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Carla faz mágica em dois festivais (na mesma semana)

Na semana passada (de 21 a 25 de janeiro de 2014) realizou-se na cidade chilena de San Pedro de la Paz o 2º Concurso Internacional de Ópera Laguna Mágica. A localidade tem uns 120 mil habitantes, é vizinha a Concepción e vem apostando no turismo cultural, junto a sua geografia lacustre, que brilha especialmente no verão.

Carla Domingues sábado (25-1), 2º lugar
no 2º Concurso de Ópera Laguna Mágica
Segundo o sítio do evento, 5 dos 29 concorrentes passaram à final: Rodrigo Quinteros (1º Prêmio), Yaritza Véliz (3º Prêmio), Leonardo Navarro (Prêmio do Público) e Luis Loaiza, chilenos, e a brasileira Carla Domingues Batista (2º Prêmio). Também houve bons participantes peruanos e argentinos.

Na final do concurso, sábado (25), atuou a orquestra "Laguna Mágica", dirigida pelo chileno Victor Hugo Toro, que é maestro titular da Sinfônica Municipal de Campinas (SP). O público chegou a umas 8 mil pessoas. Cada verão, o Chile se enche de eventos artísticos, a maioria ao sul de Santiago, e alguns deles oferecem música erudita.

Em Pelotas, transcorria no mesmo período (19-31 de janeiro) o 4º Festival Internacional SESC de Música, que não é um concurso mas uma escola de verão para aperfeiçoamento técnico em diversas áreas vocais e instrumentais. A mesma Carla Domingues representou o papel da Rainha da Noite, terça (21), quando da apresentação de versão breve de "A Flauta Mágica", de Mozart, no Teatro Guarani. Veja a agenda da cantora gaúcha no sítio Carla Domingues.

Poderíamos dizer que Carla fez também alguma mágica, pois, 24 horas depois da "Flauta", estava participando do recital preliminar do concurso chileno; dia 23 passou à semifinal e dia 25 à final. No concurso, Carla também apresentou "Qui la voce sua soave... Vien diletto...", da ópera I Puritani, de Bellini (vídeo aqui).

A gravação abaixo, postada esta noite (27), é o único registro disponível sobre esta pequena façanha de nossa soprano. Veja notícia que destacou Carla em dezembro passado em Campinas.


Foto: Flickr Sinfomano

POST DATA
7-2-14
Foi publicado ontem (6) o vídeo da outra atuação de Carla no festival chileno, e atualizado o post hoje.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bridget Kibbey estreia no Brasil: no Festival de Pelotas

Esta postagem deveria ter o título "Bridget Kibbey estreia no Festival de Pelotas". A jovem norte-americana veio ao Brasil por primeira vez em 2013, para tocar com a OSPA. Em Porto Alegre, o contato permitiu que ela viesse ao Festival de Pelotas, que é organizado pelo SESC gaúcho. Por isso a segunda visita da harpista ao Brasil foi a este evento, para tocar no Teatro Guarani.


A senhorita Bridget Kibbey é uma harpista que, com toda sua juventude, já tem destaque internacional no mundo da música, por seu talento, versatilidade, rendimento técnico e graciosa presença. Interpreta autores de todas as épocas, atua como solista e como acompanhante, toca em diversas orquestras norte-americanas e dá aulas na Juilliard School.

Bridget Kibbey na Americas Society (Nova Iorque, 9-5-12)
O seu sítio virtual informa as próximas apresentações da harpista. Quinta passada (16-1) ela tocou com outros solistas em Chatanooga, Tennessee (EUA), na sala do Museu Hunter de Arte Americana. Em fevereiro ela estará na Espanha, gravando com Plácido Domingo para o selo Sony Classical

Ainda em janeiro, a agenda anuncia sua vinda ao Brasil para estrear no "Festival Musical de Pelotas". Há alguns dias, o sítio fez o anúncio abaixo, que incluía atuação em março no Estado da Geórgia e o nosso Festival Internacional:
Bridget is pleased to be returning to the Savannah Music Festival [Georgia] and will make her debut at the Poletas Music Festival in Brazil.
De acordo à programação do Festival SESC, a harpista norte-americana apresenta-se esta segunda (27-1) com a Orquestra Residente, dirigida pelo argentino Jorge Lehz. Não foi fornecido o programa do concerto, onde atuará também o alemão Christoph Hartmann, oboé da Filarmônica de Berlim. Quem não tiver entradas antecipadas poderá perguntar no Teatro Guarani pela possibilidade de espaço sobrante, também gratuito, a partir das 20h30.

No vídeo acima, Bridget interpreta Bandoneón, do cubano Paquito D'Rivera, em apresentação solista no concerto de 15-11-12 da Camerata Pacifica em Los Angeles (na sala da Colburn School of Performing Arts). Abaixo, ouça Mountain Road/Templehouse, com arranjo de B. Kibbey. Veja artigo da Americas Society com crítica de Kris Simmons, áudio de um trecho do recital (com os aplausos) e fotos de Roey Yohai.

Foto: R. Yohai

POST DATA
27-1-14
Esta postagem foi reproduzida hoje, incluindo o título (mas sem citar o link), pelo Pelotas Treze Horas.
27-1-14
Em reportagem para o Diário Popular, Bridget Kibbey mencionou ter estado no Brasil antes de vir a Pelotas, e isso ocorreu há menos de um ano: Porto Alegre, em 28 de maio de 2013 (v. notícia RBS e mais referências no sítio da OSPA). Ela e Ransom Wilson tocaram o "Concerto para Flauta e Harpa" de Mozart e "Introdução e Allegro" para flauta, harpa e clarinete, de Ravel.
Portanto, não é exata a manchete usada neste post (foi atualizado o 3º parágrafo). A verdade é que a harpista teve sua estreia brasileira em 2013 no Rio Grande do Sul, e gostou tanto que voltou em 2014... a Pelotas.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Orquestra juvenil paulista abre o Festival

Este domingo (19), o IV Festival SESC de Música abre formalmente com a Orquestra de Metais Lyra, da cidade de Tatuí (SP). Como o nome evidencia, sua sonoridade é a de uma banda militar (trompetes, trompas, trombones, eufônios, tubas), mas não está dito no nome que o grupo também contém uma orquestra de percussão, e que todo o conjunto interpreta cada compasso com movimentos corporais. O regente é o trompista da OSESP Adalto Soares, que fundou a orquestra em 2002 (v. reportagem da Veja São Paulo).

Soares é fundador e líder da criativa orquestra juvenil.
A agrupação formada por crianças e adolescentes entre 8 e 18 anos impressiona pela coesão, entusiasmo e ousadas coreografias, sem presença de um maestro em cena. Além de dançar, os músicos cantam e utilizam sapateado, percussão corporal e o som de caramujos (em "Uatapu", de Adalto Soares), como destacado pela Veja Rio em 2011.

No vídeo abaixo, aprecie o som e os movimentos do solista Bruno Soares (15 anos de idade) e a orquestra de metais e percussão tocando o Concerto Para Trompete, de Harry James, em apresentação na Sala São Paulo (17/02/2013) gravada pela TV Cultura para o Programa Clássicos (v. comentário com o programa do show). O espetáculo completo pode ser visto no YouTube, em 4 partes ou vídeo por vídeo no canal OrqLyraTatui.

Há uma semana, o grupo postou o seguinte em sua página do Facebook:
Próximo dia 19 de jan Orquestra de Metais Lyra Tatuí em Pelotas RS, onde faremos a abertura do IV Festival SESC de Música.


Foto: F. Moraes (VejaSP)

POST DATA
19-1-14, 22h40
Duas fotos de Cyntia Yurgel no Facebook mostram que o Guarani teve bom público mas não teve a lotação totalmente esgotada.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Concerto contemporâneo no festival

James Correa, Raul d'Àvila, Rogério Constante, Joana Holanda, Carlos Soares:
intérpretes e compositores de música atual (séculos XX e XXI)
Na próxima terça (21) às 19h, o NuMC (Núcleo de Música Contemporânea da UFPel) se apresenta no IV Festival Internacional SESC, no Salão Nobre da Biblioteca Pública Pelotense.

No programa, obras de autores brasileiros para sons eletrônicos e instrumentais. Cinco músicos apresentam peças de Flávio Oliveira, Carlos Walter Soares, James Correa, João Pedro Oliveira e Rogério Constante.

A entrada é gratuita e não se requer a retirada de senhas. Confira toda a programação do Festival.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ingressos para IV Festival SESC: difícil mas não impossível

Como de costume no Festival Internacional SESC de Música, é exigido retirar senhas (ingressos gratuitos, dois por pessoa) para os concertos noturnos no Teatro Guarani. Todos os outros recitais têm portas abertas. Veja a programação completa.
Por exemplo, às 17h30 da quarta 29 o concerto-surpresa será ao ar livre, na esquina da Quinze de Novembro com a Sete de Setembro. A surpresa será com o movimento final da Nona de Beethoven sendo tocado no estilo de um flashmob (os artistas saindo do meio do público).
Nesta 4ª edição do Festival, as entradas antecipadas (para o Guarani) estarão disponíveis no Teatro (Rua Lobo da Costa, 849), e não mais na sede do SESC Pelotas. Outra pequena mudança é que esses concertos noturnos serão às 20h30 (20h no domingo 19), não mais às 21h.

De 7 a 13 de janeiro, as senhas foram distribuídas aos comerciários já inscritos no SESC. O resto do público poderá solicitá-las de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30min às 18h30min, conforme o seguinte cronograma.

De 14 a 19/01: ingressos para os espetáculos dos dias 19, 20 e 21 de janeiro;
De 19 a 22/01: ingressos para os espetáculos dos dias 22 e 23 de janeiro;
De 22 a 26/01: ingressos para os espetáculos dos dias 26, 27 e 28 de janeiro;
De 26 a 29/01: ingressos para os espetáculos dos dias 29 e 30 de janeiro.

O esgotamento das senhas não significa que outros interessados não possam entrar em determinado concerto. Essas entradas gratuitas têm validade até a hora de início (20h30). Quem não chegar antes disso, perderá o direito de ingresso, mesmo tendo a senha, pois nessa hora poderão entrar as pessoas que fizerem fila de espera. Nessa fila entrarão os atrasados com senha e os não atrasados sem senha, dependendo do espaço existente no teatro. Portanto, os espetáculos começarão perto das 20h40, para dar tempo a esse ingresso extra.
Esta política foi tomada pelo SESC, mesmo não estando escrita, para disciplinar o ingresso gratuito, fazendo que as pessoas com senhas cheguem antes do início e para que a lotação do teatro seja ocupada por todos os verdadeiros interessados no espetáculo. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Primeiros anúncios do IV Festival SESC de Música


O Festival Internacional SESC de Música de Pelotas iniciou sua etapa de inscrições e publicidade para a 4ª edição, a realizar-se de 19 a 31 de janeiro de 2014. O evento é uma escola de verão para músicos de todo o mundo, que se apresentam no mesmo período de preparação, na média de 4 espetáculos por dia, incluindo solos instrumentais e vocais, música de câmara, sinfônica, ópera e chorinho brasileiro.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Festival SESC vai à comunidade


O Festival Internacional SESC de Música, em sua terceira versão (14-26 janeiro de 2013), prosseguiu com os recitais em espaços comunitários, todos fora do centro de Pelotas. A série chama-se “Festival na Comunidade”, e busca justamente descentralizar a programação e possibilitar um acesso mais amplo por parte da população quer não vai às salas de concerto. Por duas semanas, músicos chegados de vários lugares do Brasil e do mundo para aprender e lecionar no Festival se apresentaram diariamente em igrejas, hospitais e mesmo ao ar livre.

Quinteto de Sopros na Igreja N. Senhora da Luz
Em certos lugares, não haveria público algum se não fosse pelo recital; por exemplo, na Igreja Nossa Senhora da Luz (dir.), que foi aberta na manhã de terça (15-01) especialmente para o concerto do Quinteto de Sopros (veja notícia do SESC e vídeo do Diário Popular).

O público foi escasso nesta igreja, mas desfrutou ao máximo da música, como informa a reportagem da TVE de Porto Alegre (vídeo acima). O mesmo quinteto se apresentou no Hospital Espírita, no Expresso Embaixador e na Igreja São José, sempre de acordo ao programa.

O Quinteto de Metais tocou no Instituto Filadélfia, nas doquinhas do Quadrado, na Igreja São Cristóvão, no centro comercial Zona Norte e na comunidade Martim Lutero. Foram 9 recitais anunciados, mas houve pelo menos mais dois que surpreenderam o público: eufônios numa linha de ônibus dia 24 (veja notícia) e oboés no saguão da UCPel dia 25 (foto abaixo).

Alunos da oficina de oboé tocam no saguão da UCPel, na sexta (25-01).
Fora desta série de recitais em bairros, outros foram programados em locais mais centrais. O Diário no Festival no Facebook publicou imagens na Praça Coronel Pedro Osório sábado 19 de janeiro e do recital barroco na Catedral São Francisco de Paula domingo 20.

Todos os recitais do Festival são de boa qualidade técnica, a música é selecionada para agradar a públicos variados, e a oportunidade é única em Pelotas. A cidade tem cursos de música mas seus alunos não se apresentam fora das salas habituais nem fora do calendário letivo.

No entanto, ainda o público da periferia pelotense não adere com intensidade a este evento que se identifica com a música erudita. Além de conhecer e gostar, as pessoas devem também informar-se dos lugares dos concertos, para o qual é preciso ler jornal, ou ter internet, ou ir ao SESC pedir a programação.

Daí que os concertos-surpresa tenham um bom efeito emocional e educativo. A proximidade com os músicos transmite a vida intensa que vibra por trás de um espetáculo, de um ensaio e de uma composição.

Quando existem novas oportunidades de acesso à música, as pessoas podem conscientizar que as possibilidades de expressão e de aprendizagem são infinitas e que a arte, junto com sua beleza, permite transformar sociedades.
Fotos: Diário Popular

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Classical Beatles


Esta terça (22), a Orquestra UNISINOS Anchieta, dirigida por Evandro Matté, apresenta parte de seu repertório rock-pop, com músicas dos Beatles. A agrupação de cordas de São Leopoldo (RS) também vem interpretando arranjos de Alexandre Ostrovsky para tangos e melodias do cinema, que vem apresentando desde a primeira edição do Festival SESC. Em 2011 ele arranjou alguns clássicos do rock e em 2012 armou este show somente com Beatles.

Quem ainda não conseguiu entradas de cortesia na Gonçalves Chaves 914 poderá entrar, chegando ao Teatro Guarani uns minutos antes. A entrada é permitida às 21h, e ao começar o concerto ninguém mais é autorizado. Também pode-se presenciar o ensaio geral às 17h, no mesmo lugar e com entrada livre.

Neste vídeo, gravado em agosto de 2011 em Porto Alegre, popurri com Eleanor Rigby, Let it be, All my loving e Hey Jude, incluindo convidados (sopros e percussão) e os cantores Rafael Gubert e Tita Sachet.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sexteto de jazz interpreta Piazzolla

capa do cd "Visiones" (2008)
Joice Lima escreveu uma crítica musical do show de terça (15) no Guarani: Piazzolla versus Piazzolla (abaixo). Jornalista, escritora e atriz, ela sai momentaneamente do papel de redatora de notícias oficiais e faz um texto autoral, em primeira pessoa (transcrito do sítio da Prefeitura), que mostra por que é tão respeitada em vários meios: imprensa, arte e política. 

Escalandrum se transformou num grupo de tributo a Piazzolla, pois toca somente obras dele, com a particularidade de que as rearranja para sexteto misto (piano, contrabaixo, bateria e três sopros). Contribui, de modo único, simultaneamente à sonoridade da música argentina e à do jazz. 

O nome foi criado mesclando as palavras escalandrún (em espanhol, um tubarão que prefere as profundezas; do italiano scalandrone) e drum (em inglês, tambor). A família Piazzolla pescava, por esporte, o escalandrún, conhecido no Brasil como tubarão cinza, hoje em risco de extinção (leia o protesto de um ecologista e uma nota de um blogue sobre tubarões sobre a pesca desta espécie). 

O baterista conversa, o pianista arranja, todos fazem solos e tocam como um.
Mais de mil pessoas lotaram o Theatro Guarany, na segunda noite do 3º Festival Internacional Sesc de Música, de Pelotas. Sentada na segunda fila, a vice-prefeita Paula Mascarenhas marcou presença, entre dezenas de músicos pelotenses, visitantes e comunidade em geral, todos apreciadores de música.

Os desavisados, aqueles que foram para assistir "o show do neto do famoso compositor Astor Piazzolla" (1921-1992) e desconheciam a proposta do grupo argentino Escalandrum, pareciam surpresos, alguns diriam que "chocados", logo no início do espetáculo. Afinal era tango ou jazz? Justamente. Era tango. E era jazz. Repetia-se, assim, com o neto, a sina do avô. Ao menos no princípio...

Piazzolla avô foi muito criticado pelos tocadores de tango mais conservadores da Argentina pelas suas propostas inovadoras no ritmo, no timbre e na harmonia. Muitos diziam que o que ele fazia não era tango. Ele não se importava. Se era preciso rotular, dizia que era música contemporânea. Depois que ele esteve em Nova Iorque, as composições passaram a conter uma forte influência do jazz.

O sexteto contém um trio de sopros: saxos e clarinete baixo.
Com Daniel "Pipi", Piazzolla neto, o caminho foi inverso. Ele integra o grupo de jazz Escalandrum desde 1999 e foi só em 2011, para homenagear os 90 anos do nascimento do avô, que decidiram gravar um disco com o consagrado repertório de Piazzolla. Jazz e tango de mãos dadas. Mas o grupo não se contentou em apenas reproduzir as famosas canções. Desta vez os papéis se invertiam. O jazz prevalecia.

As canções que compõem o CD Piazzolla plays Piazzola foram inundando, uma a uma, o Theatro Guarany, e envolvendo, encantando - como por mágica - a plateia. Lunfardo; Buenos Aires Hora Cero; Vayamos al Diablo [vídeo abaixo]; Oblivion; Tanguedia, Fuga 9; Escualo; Romance del Diablo; Milonga del Angel (outra conhecida dos fãs, que não está no CD) e, talvez a mais popular entre as composições do argentino, Libertango. Todas com arranjos ousados e repletas de sessões de improvisação - uma das mais fortes características do jazz.

Daniel Piazzolla, o tambor das profundidades 
Conduzindo o espetáculo, como um mestre de cerimônias, "Pipi", na bateria, ia introduzindo as composições do avô, com breves comentários, explicando a origem e os temas das canções, e apresentando os músicos, amigos seus antes mesmo de serem colegas de palco. Gustavo Musso no sax alto e soprano; Damián Fogiel no sax tenor; Mariano Sivori no contrabaixo; Nicolás Guerschberg no piano e Martín Pantyrer no sax barítono e clarinete baixo.

Talvez pelo vínculo de amizade de anos entre eles, o caso é que a afinidade se exprimia no palco e, apesar de todos os improvisos (propositais, obviamente), o sexteto mostrava uma coesão extraordinária. Seis em um. Um show de profissionalismo e qualidade artística. Visceral, orgânico, bonito de ouvir. A plateia captou, vibrou, aplaudiu com entusiasmo, pediu mais. O bis veio com Adiós Nonino, outra das mais populares de Piazzolla, que ele compôs para homenagear o pai, quando este estava morrendo. Chave de ouro.

"Me sinto flutuando, de tão maravilhosa", ouvi dizer uma mulher, enquanto saía do teatro. Talvez a frase não estivesse bem construída, mas certamente era perfeita para expressar o sentimento de muitas pessoas que estiveram no Theatro Guarany na noite de 15 de janeiro de 2013. Uma daquelas noites que devem ficar na memória, na gaveta dos momentos doces.

Escalandrum foi um escândalo, no bom sentido. Escalou a resistência inicial de alguns. Um privilégio para Pelotas tê-los aqui. Gracias, chicos.

Joice  Lima
com colaboração de Eugênio Bassi.
Fotos: J. Tomberg


POST DATA
O mesmo texto apareceu quinta 17 no Diário Popular (online e edição impressa), sem a menção de Eugênio, e no Diário da Manhã sem a menção de Joice.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ensaio aberto da OSPA, com pouco público

Emmanuele Baldini ensaia Piazzolla com a OSPA.
O ensaio da OSPA, aberto ao público, foi a primeira atividade do 3º Festival SESC de Música, ainda que sem as formalidades de um concerto noturno. Das cinco às sete da tarde, no Teatro Guarani, o regente Evandro Matté e os músicos que atuaram no concerto de abertura afinaram detalhes do programa desta noite (14).

O concerto que abre o Festival está a cargo da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, que tocará duas obras de Beethoven (Abertura Coriolano opus 62 e Sétima Sinfonia opus 92) e "Quatro Estações Portenhas", para violino e orquestra, de Astor Piazzolla. O solista é o italiano Emmanuele Baldini (v. minibiografia), que atualmente faz parte da OSESP, na função de spalla (chefe dos primeiros violinos).

Mesmo com reduzido público, Evandro Matté pediu um microfone para ser ouvido e dar pequenas explicações sobre o programa, sem se referir aos aspectos propriamente musicais das obras. Ciente de que o público de um ensaio aberto tem maior conhecimento e maior interesse musical que o que vai aos concertos formais, o regente teve este gesto como uma especial gentileza aos presentes.

O Secretário desfrutou o ensaio completo em primeira fila.
Num breve comentário, Matté agradeceu a presença do Secretário de Estado da Cultura, Luís Antônio de Assis Brasil (dir.), que veio oficialmente a Pelotas para assistir à abertura do Festival (veja nota).

O Secretário foi um espectador modelo, quanto ao interesse e à educação: ficou o mais perto possível do palco, esteve do começo ao fim, não gerou ruídos ou distrações para o resto (como levantar-se, conversar, comer ou beber), sinais de que estava entendendo e gostando do ensaio.

A primeira obra a ser preparada foi a que finalizaria o programa, com o solista Emmanuele Baldini. As Estações Portenhas foram compostas por Piazzolla separadamente, de 1965 a 1970, para seu quinteto (bandoneón e cordas). O arranjo que aqui se preparou, para violino e orquestra, foi feito após a morte do argentino, por um compositor russo que buscou remarcar as ligações com a obra de Vivaldi, como se Piazzolla tivesse reescrito a seu modo as famosas Quatro Estações do barroco. Após algumas correções feitas pelo regente, o solista se retirou e a orquestra revisou as outras duas obras.

Houve provas de som e luz, com o programa em dois telões.
A assistência a este ensaio foi bem menor do que se esperaria, considerando o alto interesse do Festival e do concerto de abertura: pouco menos de uma centena de pessoas (menos de 10% da lotação do Teatro Guarani).

Dois fatores, em ação conjunta, aumentam o público de um ensaio aberto: a qualidade da música e a capacidade auditiva dos espectadores. Quanto melhor a orquestra, mais se aproxima o ensaio à sonoridade definitiva do show, e isto atrai mais apreciadores da música de alta qualidade. A OSPA é um bom conjunto no contexto brasileiro, mas em Pelotas os ouvidos que podem distinguir e desfrutar dessa qualidade sonora parecem não ser mais que uma centena, hoje (abaixo).

Um ensaio aberto é uma ocasião para aprender detalhes sobre a música e sobre os intérpretes, mesmo que se presenciem pequenas interrupções ou repetições. O regente fala aos músicos, e os técnicos fazem seu trabalho ao mesmo tempo, caminhando ou testando luzes. Todos eles usam roupas informais, mas mantêm a concentração no trabalho. O público pode entrar e sair, mas, como o interesse é alto, quase ninguém o faz. Não é necessário aplaudir, mas quando as coisas saem bem, a plateia mostra seu reconhecimento.

Muito poucos quiseram comparar o ensaio com o concerto.
O concerto de abertura esgotou entradas uma semana antes, deixando de fora muitas pessoas interessadas, que esta noite não foram ao Guarani tentar uma vaga de última hora. Curiosamente, isto deixou o teatro com algumas cadeiras vazias.

A organização do SESC deveria considerar que uma proporção de pessoas que compra entradas (inclusive em concertos caros) não vai ao teatro, por diversos motivos (às vezes, baixo interesse pela música). Qual essa proporção em Pelotas?

O respeito máximo deveria ser dado, como fez o regente neste ensaio, a quem realmente aprecia a qualidade do espetáculo, por exemplo:
  • permitindo espectadores de pé, 
  • colocando um ou dois telões fora da sala,
  • abrindo a geral do teatro, espaço acima dos camarotes, que foi fechado há uns 50 anos,
  • advertindo sobre a possibilidade de vagas de última hora. 
Se o interesse pelos concertos no Guarani for realmente tão alto, não se explica tão pouca gente no ensaio aberto nem se pode deixar de lotar o teatro sob o pretexto de cumprir regulamentos cujo fim é melhorar o atendimento ao público. Se somente se conta com 1200 cadeiras, a organização deve entregar pelo menos 1400 convites e não desestimular a entrada de mais pessoas.

Por outro lado, o Festival SESC merece uma sala com boa ventilação e cadeiras cômodas e silenciosas, para que o evento siga melhorando e atraindo visitantes. Com o tempo, o concerto de abertura e o de fechamento teriam que ser feitos num espaço para mais de 2 mil pessoas e de boa acústica. Assim, ou o Guarani melhora sua estrutura (e o SESC facilita a entrada do público) ou ficará somente para os concertos dos grupos acadêmicos.
Fotos: F. A. Vidal

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Orquestra de violões no Festival


O consagrado violonista argentino Eduardo Isaac, professor da Universidad Autónoma de Entre Ríos, foi um dos mestres estrangeiros que participaram no II Festival Internacional SESC de Música.

No auditório do Conservatório de Música da UFPel, ele dirigiu treze estudantes na execução da obra de Leo Brouwer (La Habana, 1939) "Acerca del cielo, el aire y la sonrisa" (1979), composta originalmente para orquestra de violões, em oito vozes instrumentais e duas peças: La ciudad de las mil cuerdas e Fantasía de los ecos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Orquestra de Sopros e o exemplo de Caxias

Apresentou-se no Teatro Guarani este domingo (15) a Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul, formada por 50 instrumentistas, incluindo sopros (madeiras e metais), percussão, um teclado e um contrabaixo. Dirigido desde 2008 pelo Maestro Gilberto Salvagni, o grupo completou, no ano recém passado, 25 anos de existência (leia nota), sempre ligado à Unidade de Música da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul.

Neste concerto, a orquestra convidada apresentou um interessante programa: melodias de filmes (Midway March; The Good, The Bad and The Ugly), a peça Bayou Breakdown (ouça aqui), inspirada no folclore norte-americano (leia nota sobre a estreia na América do Sul por esta agrupação), a versão para orquestra do coral Cloudburst, de Eric Whiteacre, em que o público participa imitando ruído da chuva com os dedos, e uma transcrição de Alexandre Ostrovski Jr (presente na plateia), para Charqueada, de Paulo Ruschel.

No final, o regente Salvagni, que explicava cada trecho do concerto e apresentava músicos e colaboradores, convidou os pelotenses à Festa da Uva 2012. Na edição deste ano, por primeira vez a Orquestra Municipal de Sopros participará do desfile, fazendo a trilha sonora da Festa.

Mas na Pérola das Colônias não há somente esta orquestra. A Universidade de Caxias do Sul também investe na música como fator de desenvolvimento, educação e turismo: em 2001 a UCS assumiu a antiga Orquestra de Concertos da Sociedade de Cultura Musical, que hoje se denomina Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul.

Esses dois exemplos permitiriam uma comparação com nossa cidade? Pelotas e Caxias têm diferentes necessidades econômicas e sociais, mas ambas têm similar número de habitantes e declaram-se polos culturais do interior gaúcho. Aqui, a Sociedade Pelotense Música pela Música desenvolve com esforço um projeto sinfônico independente, enquanto a UFPel (que tem os profissionais) e a Prefeitura (que defende os interesses do município) se concentram em situações mais urgentes e lucrativas.

No vídeo abaixo, a Orquestra de Sopros de Caxias do Sul interpreta Africa: Cerimony, Song and Ritual, de Robert W. Smith, em concerto realizado em 13/04/2006, tendo como convidado o Maestro Marcelo Jardim (RJ).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eufônios elevam as vozes


Além de aulas e concertos, o Festival SESC de Música tem projetos de inclusão social, que levam ao público mais distante dos teatros e auditórios a possibilidade de ouvir e mesmo de tocar música com professores especializados. Um desses projetos é o dos Concertos Didáticos, realizados em hospitais, asilos e escolas.

O primeiro espetáculo desta série foi ontem quinta (12), com apresentações informais de um grupo de eufônios (também conhecidos como bombardinos) nos corredores e na entrada do Hospital Escola da FAU-UFPel (dir.).

O jornalista Max Cirne relatou o fato (leia reportagem), fotografou e filmou para o Diário Popular (vídeo acima e abaixo).

O eufônio é um dos instrumentos de metal mais recentes, muito utilizado em bandas e orquestras norte-americanas e europeias. Na América Latina também está presente em agrupações, mas por aqui não se fazem concertos de eufônios (veja um solo com a inglesa Kim Holly Thorpe). Portanto, o que alguns pelotenses presenciaram ontem (um sexteto de eufônios) é um raro privilégio em nosso país e no mundo.

Os próximos concertos desta série, exclusiva do Festival SESC, serão nos seguintes horários e locais:
  • Sexta (13), 14h: Saxofones no Hospital Escola.
  • Segunda (16), 11h: Grupo de chorinhos no Asilo de Mendigos.
  • Terça (17), 11h: Hospital da Beneficência Portuguesa.
  • Quinta (19), 10h: Centro Social Filadélfia.

Fernando Deddos (veja sua página no MySpace), professor de Eufônio (veja uma nota sobre seu trabalho no Paraná), explica abaixo a sua participação no 2º Festival Internacional SESC de Música.