sábado, 14 de novembro de 2015

O que os jovens leem na Atenas do Sul


"Pelotas, Atenas do Sul", documentário de Douglas Ferreira dos Santos e Fernando Milani Marrera, buscou propor uma reflexão sobre o hábito de leitura dos jovens pelotenses na atualidade e o conhecimento dos mesmos sobre as produções literárias e dos autores locais. O método usado foi a aplicação de um questionário nos terceiros anos do ensino médio do Colégio Pelotense (público) e do Colégio Gonzaga (privado), para traçar um paralelo entre acesso, disponibilidade e procura das obras de escritores pelotenses.

As entrevistas mostraram quais os gêneros literários de maior procura e que fatores diminuem a leitura entre os jovens ou os fazem conhecer autores locais. Vítor Ramil é o autor mais reconhecido pelos jovens como pelotense (42%); o segundo mais citado é João Simões Lopes Neto (24%). A produção do Laboratório de História, Imagem e Som foi realizada para o I Seminário de Estudos Literários de Pelotas (setembro de 2012).

A Wikipédia remete o epíteto "Atenas do Sul" somente ao município de Itapetininga (SP), também conhecido como Terra das Escolas. No Rio Grande do Sul, atribui a São Gabriel os apelidos de "Atenas Rio-Grandense" e "Princesa das Coxilhas" (v. dados da prefeitura gabrielense e do historiador Cláudio M. Bento). A referência a Pelotas como "Atenas do Rio Grande" se encontra na pesquisa de Mário Osório Magalhães "Opulência e cultura na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas 1860-1890" (UFPel/Mundial, 1993). 

Um comentário:

Loiva Hartmann disse...

Faz tempo que perdemos o título de "Capital Cultural" ou "Atenas do Sul".
O que esta pesquisa nos mostra, é que não há hábito familiar e muito menos escolar, de orientar e induzir os jovens às boas leituras.
E o Brasil, o Rio Grande do Sul, sempre tiveram excelentes escritores e artistas. Escritores convidados do exterior para ministrarem cursos de Literatura em Universidades. Desde Érico Veríssimo a Moacyr Scliar, Ligia Bojunga (pelotense) a lya luft.
Conhecem os queridos Ramil, talentosos e com música jovem, ótimo. Mérito igualmente do Instituto João Simões Lopes Neto que não só resgatou como mantém viva a obra e a memória do autor. Mas, o que falta?
Uma educação que sai de currículos limitados, e que mostrem aos jovens o mundo que os cerca! Feito de talentos mil e que, para ser um cidadão, deve-se conhecer muito mais do que o mundo em que se vive!
Intercâmbios são uma extraordinária opção para ampliar horizontes. Pais mais atentos e esclarecidos, professores com noção do que é ser um educador.
Nossos jovens têm tantos talentos quanto os dos demais países: lhes falta combustível intelectual para alçar vôos mais altos!
As idéias movem o mundo, disse Leonardo da Vinci. Alimentemos mais e melhor nossos cérebros! Prof.ª Loiva Hartmann