A renovada artéria se fez atraente pelo concreto - muito melhor que as pedras da Domingos de Almeida - e especialmente pela nova conexão com a ponte sobre o arroio Santa Bárbara. Ninguém se importou com que a via carecesse de acostamento e tivesse um sistema confuso para transitar em duas mãos, em ultrapassagens perigosas, sem adequada sinalização no pavimento.

Na ida para a praia, os passageiros que pretendam subir ou descer dos ônibus se encontram, além da inexistência de acostamento (perigosa para os veículos) com a falta de espaço para caminhar. Entre o meio-fio e o pequeno poste da parada (esq.) há uns 80 cm para fazer equilíbrio. Os outros 70 cm em declive, entre o poste e o valetão aberto, não são transitáveis; de noite, ficam invisíveis. Em dias de chuva, o cidadão ainda precisa evitar os possíveis escorregões.
A única solução para este problema seria duplicar a via e que o trajeto de ida seja feito pelo outro lado do valetão.

A prefeitura não mandou as linhas de ônibus de volta para a Domingos de Almeida, mas preferiu fazer as paradas clássicas, talvez tendo em vista que a Ferreira Viana seria duplicada, como já foi anunciado pela atual gestão. Trinta anos depois, a perigosa avenida terá duas pistas para veículos motorizados, pista para bicicletas e asfalto (melhor que o concreto).
Provavelmente, as paradas de ônibus serão como as que já existem, com pouca proteção contra a chuva, pouco acostamento e a necessidade de mais pontilhões, para os pedestres não precisarem caminhar meio quilômetro para chegar ao outro lado. E a educação dos motoristas?
Fotos de F. A. Vidal.
4 comentários:
Olá, sou morador das redondezas da Ferreira Viana próximo à Sub-estação da CEEE. Concordo que a avenida é problemática ao extremo. Já pude ver inúmeros acidentes e incidentes por este logradouro. Porém, sou obrigado a discordar de um comentário da matéria: passar as linhas da Empresa Laranjal para a Avenida Domingos de Almeida seria literalmente retroceder no tempo e afetar por completo os moradores desta região. Eu por exemplo, caminho meia quadra para pegar o ônibus; imagine eu ter que caminhar seis quadras e meia para chegar na Domingos de Almeida e esperar a condução.
Enfim, o que falta na Ferreira Viana é um bom planejamento viário, várias reformas a se fazer e obviamente a duplicação desta. Porém, não será tirando os ônibus deste logradouro a solução para o caos desta avenida.
Na verdade, a matéria não menciona sequer que as linhas voltem à Domingos de Almeida; o objetivo é denunciar o problema e mostrar o serviço incompleto da prefeitura, que não considerou a segurança.
A única sugestão feita é sobre a urgente duplicação da Ferreira Viana. O leitor pensa na sua conveniência quanto à distância, sem considerar que outros moradores, os do outro lado, hoje devem caminhar mais do que antigamente. O importante é o bem comum, especialmente quanto à segurança. Os técnicos costumam decidir sem ouvir a comunidade, e os moradores reclamam por interesses pessoais em detrimento do conjunto da comunidade. A questão do serviço de ônibus é diferente do problema de segurança desta avenida mal planejada.
Sou moradora das proximidades da Avenida e hoje após percorrer menos de um kilômetro pela via percebi duas manchas enormes de sangue, onde uma delas tive a confirmação de que era de um motoqueiro que foi arrastado por um caminhão ontem no final da tarde, o qual não obtive informações se sobreviveu ao acidente ou não e a segunda não sei do ocorrido mas pela proporção da mancha pode-se verificar que não é de nenhum animal.
Realmente são mais de 30 anos, muitas vidas perdidas, acidentes quase que diários e as promessas de duplicação que não saem do papel. Será que os políticos de nossa cidade vão continuar aguardando a concientização dos motoristas ou vão esperar até que um de seus entes queridos perca a vida nessa perigosíssima via para tomar finalmente uma iniciativa?
Lis, vc pode especificar o ponto em que estão essas manchas, ou tomar fotos? Isso poderia valer outra nota atualizando dados sobre o problema.
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