
Neste concerto, a orquestra convidada apresentou um interessante programa: melodias de filmes (Midway March; The Good, The Bad and The Ugly), a peça Bayou Breakdown (ouça aqui), inspirada no folclore norte-americano (leia nota sobre a estreia na América do Sul por esta agrupação), a versão para orquestra do coral Cloudburst, de Eric Whiteacre, em que o público participa imitando ruído da chuva com os dedos, e uma transcrição de Alexandre Ostrovski Jr (presente na plateia), para Charqueada, de Paulo Ruschel.

Mas na Pérola das Colônias não há somente esta orquestra. A Universidade de Caxias do Sul também investe na música como fator de desenvolvimento, educação e turismo: em 2001 a UCS assumiu a antiga Orquestra de Concertos da Sociedade de Cultura Musical, que hoje se denomina Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul.
Esses dois exemplos permitiriam uma comparação com nossa cidade? Pelotas e Caxias têm diferentes necessidades econômicas e sociais, mas ambas têm similar número de habitantes e declaram-se polos culturais do interior gaúcho. Aqui, a Sociedade Pelotense Música pela Música desenvolve com esforço um projeto sinfônico independente, enquanto a UFPel (que tem os profissionais) e a Prefeitura (que defende os interesses do município) se concentram em situações mais urgentes e lucrativas.
No vídeo abaixo, a Orquestra de Sopros de Caxias do Sul interpreta Africa: Cerimony, Song and Ritual, de Robert W. Smith, em concerto realizado em 13/04/2006, tendo como convidado o Maestro Marcelo Jardim (RJ).
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