domingo, 3 de junho de 2012
"Um Método Perigoso", perto de Pelotas
O filme entrou em cartaz este fim de semana no cine Dunas Cassino, em sessões da noite (21:15), sábados e domingos também às 17h (veja programação). Apesar de que o Dunas se encontra no município vizinho de Rio Grande, a uns 70 km de Pelotas, não perdemos a esperança de poder vê-lo em nosso ainda único cinema, se bem as duas salas usam diferentes critérios de distribuição.
Pelo menos neste feriadão de Corpus Christi haveria uma oportunidade de ir ao Cassino pelo dia, ou optar pela saída fácil de comprar aqui mesmo o DVD pirateado (leia o provocador artigo Pelotas, a cidade que merece filmes piratas), do rio-grandino Felipe Nóbrega.
sábado, 2 de junho de 2012
Foi no mês que vem
A carioca Beatrice Mason canta "Foi No Mês Que Vem", de seu álbum de estreia "Mosaico" (veja os créditos do vídeo). A música apareceu antes no álbum Tambong (2000), do compositor pelotense Vitor Ramil, e será reeditada no seu próximo projeto, que terá justamente o nome dessa canção (conheça a proposta).
Beatrice [bêa-trítche] exerceu como advogada por 13 anos e converteu seu talento ao canto da música popular brasileira (leia uma análise crítica e artigos). Ela diz no Facebook que Ramil é um de seus compositores favoritos e que vale a pena pesquisar e ouvir suas canções. Desfrute nesta letra as confusões temporais e verbais, que induzem novas sensações inconscientes.
Foi no mês que vem
Penso, logo irei; que seja antes minha que de outrem
Quando o vento fez do teu vestido um dom que Deus te deu
Claro que eu rirei, ao vendo o que outro alguém não viu
Vou andei, e me chegando assim te cercarei
Digo, aqui tô eu, que te amo e às tuas pernas quero bem
Já que estamos nós, te sugeri-me então o que fazer
Claro que eu beijei, ao tendo o que outro alguém não quis
E tudo isso foi no mês que vem
Foi quando eu chegar, foi na hora em que eu te vi
E mais que tudo foi no mês que vem
Foi quando eu chegar, na hora em que eu te quis
Vou fiquei, no teu chegado e tu chegada ao meu
Penso, grande é Deus, um paraíso prum sujeito ateu
E pensando assim farei aquilo que o teu gosto quis
Claro, eu já ganhei de volta tudo o que eu quiser
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Vitor Ramil lançará álbum duplo
Até hoje (1 de junho) ele já levantou 50% dos R$ 60 mil estipulados e ainda restam 2 meses (veja como colaborar com o projeto de Ramil no portal Traga Seu Show). O lançamento está projetado para agosto ou setembro próximo.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Ator Carlos Simioni em Pelotas
Há dez anos, a jornalista e historiadora Marta Maia entrevistou Simioni para o sítio cultural Barão em Revista (leia o texto). Ao projeto Boca de Cena (abaixo), o ator fala desta experiência em Pelotas.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Sarau na Biblioteca completa 2 anos

Hoje (29), a partir das 19h30min, o projeto Sarau Poético-Musical na Biblioteca Pública Pelotense comemora, com sua 21ª edição, seu segundo aniversário de funcionamento. Os encontros são um feliz casamento de palavra e melodia, ritmos e pensamentos, numa parceria de instituições de Pelotas e Jaguarão.
Pelo lado da Poesia, Carlos Rizzon conversa sobre os 5 autores destacados: Oswald de Andrade, Jorge Luis Borges, Juana de Ibarbourou, Gabriela Mistral e Augusto Roa Bastos. Eles representam, respectivamente, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Também declamam poemas próprios ou de outros autores: Stéfano Nascimento Fonseca, Cássia Camila Cavalheiro Fernandes, Romero Cavalcanti Castro, Mário Sampaio e Roberta Viel. Como de costume, o público presente também terá espaço para declamar poesia.
Na Música, Helio Ramírez, Régis Bardini e Alencar Feijó apresentam o trabalho Fortins de Jaguarão (veja parte do trabalho no blogue de Helio Ramírez).
Veja abaixo uma reportagem audiovisual de Bernardo Turela e Caio Lopes, feita para o programa Universo In Foco, sobre o 1º aniversário do Sarau Poético-Musical da Biblioteca Pública Pelotense, comemorado em maio de 2011.
sábado, 26 de maio de 2012
Filmagens na capela do hospital
Desde março o elenco e a equipe de filmagem de O Tempo e o Vento estão viajando por cidades gaúchas. Numa primeira fase, foram rodadas cenas em Pelotas, e por mais 40 dias o trabalho se concentrou em Bagé e arredores.De novo em nossa cidade, hoje pela manhã (26) foi encenado o casamento de Luzia e Bolívar Cambará na capela do hospital da Sociedade Portuguesa de Beneficência (veja notícia).
O fotógrafo Nauro Júnior registrou várias imagens com os atores principais e alguns dos 30 figurantes: na foto maior o noivo esperando e na menor com a noiva (veja no seu blogue Retratos da Vida).
De tarde houve mais filmagens (na Charqueada São João), que seguirão até domingo (3), totalizando 20 dias em Pelotas. Com isso, todas as locações ficaram no Rio Grande do Sul.
Em 1985 a TV Globo realizou a minissérie "O Tempo e o Vento", inspirada na trilogia de Erico Verissimo. Agora o diretor Jayme Monjardim conta, em formato de longa-metragem, somente a primeira parte da história ("O Continente", 1949), relatada pela visão de Bibiana Terra.
Esta personagem é representada na velhice pela carioca Fernanda Montenegro, na meia-idade pela pelotense Janaína Kremer da Motta (veja seu perfil no portal IMDB e no sítio da Oficina de Atores) e na juventude pela paranaense Marjorie Estiano.O roteiro é dos escritores gaúchos Tabajara Ruas e Letícia Wierzchowski, que em 2003 trabalharam perto de Monjardim quando ele dirigiu "A Casa das Sete Mulheres", também com locações em Pelotas.
Em 2013 "O Tempo e o Vento" irá às salas de cinema e posteriormente a Rede Globo o mostrará em forma de microssérie. Veja mais fotos e informações no blogue do filme O Tempo e o Vento.
Fotos: Nauro Jr.
Carruagens fúnebres em restauração
A informação acima já fora dada em agosto pelo Diário Popular (veja a notícia). Na época, a formanda Luciane dos Santos Machado desenvolvia o trabalho de conclusão de curso "A presença de iconografia maçônica nos ornatos das carruagens fúnebres de Pelotas", com a orientação da professora Luíza Fabiana Neitzke de Carvalho.O tema fora pesquisado anteriormente por Fernanda Brauner Ferreira, na monografia da especialização em Patrimônio Cultural "Carruagens fúnebres: pensando a conservação de um patrimônio cultural pelotense" (UFPel, 2003), com orientação de Mario Osorio Magalhães (leia seu artigo de agosto de 2011 Carruagens e carros fúnebres).
As duas que restam na cidade são a Carruagem Nobre (preta, vinda do Rio de Janeiro em 1853) e a Carruagem dos Anjinhos (branca, trazida da Europa em 1861), ambas fotografadas por Paulo Rossi em agosto passado (acima).
Após ser desativado, o primeiro desses carros teve três reaparições: levando os restos mortais de D. Pedro I no Sesquicentenário da Independência (Porto Alegre, 1972), com os despojos do general Osório (Pelotas, 1993) e como figurante na minissérie de TV "Incidente em Antares" (Pelotas, 1994). Estas últimas informações sobre as duas carruagens encontram-se no Dicionário de História de Pelotas, de Loner, Gill e Magalhães (UFPel, 2010, p. 43-44).
Fotos: P. Rossi (1), blogue Satolepto's (2) e Nauro Jr (3)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Névoa em Pelotas
O veranico de maio trouxe a Pelotas noites frias e doses grandes de umidade, que em forma de nevoeiro se alojaram ao anoitecer e ao amanhecer em diversos pontos do centro, da periferia e da praia.Durante a noite de quarta (23) para quinta (24), Odyr Bernardi registrou imagens que ele descreveu no Facebook como "fog pelotense criando luzes bizarras e um tanto sinistras". Na rua solitária, o imaginativo fotógrafo viu na luz do poste uma nave-mãe extraterrestre.
Contrastes entre luzes fracas e amplas trevas são típicos de nossa zona de banhados, e originam associações entre Pelotas e uma misteriosa Dark City (um dos nomes da gótica Nova Iorque).
Ambientes deste tipo definem-se como ateus, pois aqui a iluminação, simbolismo espiritual, não provém das alturas celestiais, mas de irrisórios faróis humanos.
Foto: O. Bernardi
Hino do Bicentenário de Pelotas
O corpo de jurados esteve composto pelo vice-prefeito, Fabrício Tavares (coordenador da programação dos 200 Anos de Pelotas), e os músicos Daniel Zanotelli, Eduardo Varela, José Francisco da Luz e Osmar Edy Pereira Cardoso. O concurso foi promovido pela Coordenação dos 200 Anos em parceria com o Curso de Produção Fonográfica da UCPel (veja a notícia de fevereiro).
A primeira estrofe (leia abaixo) fala diretamente da beleza da Igreja Anglicana do Redentor (esq.), templo centenário que coberto de hera muda de cor em cada estação do ano.Uma alusão indireta ao Café Aquários recorda o agrado de conversar com os amigos, querendo arrumar o mundo num dia, sem hora para terminar. De fato, o local concentra os maiores conversadores (homens) da cidade, há cerca de 55 anos.
Internautas mais críticos do que amigos questionaram a segunda estrofe, do ponto de vista histórico (leia os comentários): as pelotas não teriam transportado guerreiros, sob pena de desfazer-se elas em sua fragilidade. Mas a letra especifica que a tal luta era de longo prazo, "para conquistar riquezas, progresso e educação".
E os "usurpadores cruéis" quem teriam sido? Os espanhóis que ocuparam Rio Grande, os farrapos, os charqueadores, os capitalistas dos frigoríficos? Poderá ser uma licença poética, mas para quem ouve perguntas de turistas é importante ter alguma clareza além do mistério e das lendas que rodeiam 200 anos de fantasmas e contradições. Seja a canção um estímulo para conhecer-nos melhor em nossos defeitos e qualidades (clique no botão play para ouvir).
É teu bicentenário, Pelotas!Saio feliz pelas ruas e olho em volta.
O tempo mudou tua cara, teu corpo,
mas não mexeu com teu coração:
Princesa não perde a nobreza, inspira poesia e canção.
I
Como é bom andar pelas calçadas e olhar teus casarões,
A igreja lá da Quinze, que continua vaidosa
Mudando a cor da roupa em todas as estações,
Abraçar amigos de tanto tempo que sempre foram de fé,
Com quem me encontro todo dia à tardinha,
Tentando mudar o mundo, num papo lá no café.
II
O teu nome com orgulho foi tirado de uma rude embarcação
Que transportou guerreiros numa luta incessante,
Para conquistar riquezas, progresso e educação.
Ah, Princesa! Usurpadores cruéis levaram bens materiais,
Mas tua alma linda, tua cultura e tradição
Ninguém conseguiu roubar nem conseguirá jamais.
Fotos: F. A. Vidal (1) e PelotasVip (2)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Ode à loucura em 7 versos
Mate a fome com nacos de romã
E sacie a sede em talhadas de céu
Caminhe sobre rajadas de vento
E mergulhe em coágulos de sol
Brinque de cirandar no cume das nuvens
E como sonho de chuva fertilize a terra
O que resta é ilusão
Imagem: Vento, de Van Goghquarta-feira, 23 de maio de 2012
Cem anos da paróquia da Luz
Lembrei disso ao ver, hoje, um cartaz (esq.) convidando para a novena comemorativa à festa da Padroeira e ao centenário da criação da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, que denomina a "zona" onde eu morei por dezoito anos.
Nos meus guardados encontrei um "santinho" centenário (tem uma oração, atrás, mas sem data). A estampa (dir.) reproduz uma aquarela muito primitiva, mas que retrata mais ou menos fielmente a imagem — impresso, portanto, especialmente para Pelotas.(...) As cores que a escultura original apresenta na policromia são branco, no vestido, e celeste, no manto, mas não quer dizer que não tenha sofrido alguma repintura nos seus 288 anos de existência. Ou, talvez as cores desta aqui sejam uma licença tomada pelo aquarelista, inclusive porque o vermelho ou o rosado (a luz do fogo) são tradicionalmente associados à Senhora da Luz ou da Candelária.
Como N. Sra. dos Navegantes acabou se implantando no dia da Candelária (2-2), provavelmente por essa razão a festa da Luz, aqui, deva ter sido transferida para o encerramento do mês de Maria.

Depois arrumaram esse terreno que aparece meio baldio aí na frente (acima) e foi plantada uma alameda de palmeiras, era uma pracinha cuidada. Por dentro tinha uma espécie de mezanino em toda a volta, como um teatro, o altar mor era singelo mas gracioso, com Nossa Senhora bem no alto, entre S. Francisco e Sto. Antonio (leia o post completo de Jonas Klug).
Os seguintes dados históricos foram tomados do livro "Centenário da Diocese de Pelotas", de Mendes e Alves [Pelotas, 2010, p. 136-140].Em 1932 a paróquia foi entregue aos cuidados dos padres franciscanos, que em 13 de abril desse ano instituíram a Trezena de Santo Antônio de Pádua, celebrada até hoje em 13 terças-feiras seguidas.
Em 1943, a pedido do bispo Dom Antônio Zattera, os freis capuchinhos assumiram a paróquia. Encontraram a instituição beneficente do Pão dos Pobres de Santo Antônio e em 1947 a mudaram para o terreno em frente à igreja, fundando ali o Instituto Pão dos Pobres (desde 1991, Escola Nossa Senhora da Luz).
Em 1967 foi lançada a pedra fundamental da nova matriz, sendo pároco o padre José Schramm.
Imagens: J. Klug (2), Arquidiocese de Pelotas (1, 3) e F. A.Vidal (4)
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Mural urbano sobre cimento, em moldura elétrica
Os rabiscos urbanos, em mãos de certos artistas, derivaram na pintura mural de rua, sem perder os traços de rebeldia e crítica. Exposta à intempérie e sem uma autorização formal, o graffiti artístico pode deixar sua mensagem por horas, dias ou anos. Esta pintura, que se encontra ante um terreno abandonado na rua Doutor Cassiano próximo à Quinze de Novembro, já tem uns meses.Sua grandiosidade e seu cromatismo em preto e branco pretende sintonizar com a paisagem urbana, tapetada de cimento, antenas, grades e cercas elétricas, que neste caso protegem um terreno vazio. De fato, ela mesma foi feita sobre a parede de cimento que fecharia um portão de uma suposta casa.
No entanto, essa grandeza contrasta duramente com a pequenez dos rabiscos não artísticos ao seu redor e com a humanidade das pessoas que circulam diante dela, fantasmas que ficaram ausentes na pintura e na fotografia.
Foto de F. A. Vidal
POST DATA: 30-05-12
Veja na ZH de hoje como o fotógrafo Nauro Júnior focou esta pintura com seu olho jornalístico.
sábado, 19 de maio de 2012
Poeta Cortázar é encontrado na praça

Encontrei-o no banco da praça.
Início da manhã.
O sol ainda se espreguiçava, lancetando as tijoletas quebradas.
Mãos no bolso, caminhava apressado.
Foi quando vi Cortázar.
Tristemente abandonado no banco da praça.
Pelo jeito passara a noite por ali.
Aproximei-me.
Seu estado era péssimo.
"Histórias de Cronópios e de Famas", estava escrito na capa.
Olhei para os lados.
Vazio.
Enfiei o volume embaixo do braço e segui meu caminho.
Conheça no Facebook a nova página de Manoel Magalhães
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Festas exaltam o alcoolismo
Hoje em dia, as assim chamadas "baladas" costumam durar da meia-noite ao amanhecer e, como não é novidade desde que as festas existem na história humana, normalmente são bem regadas a álcool.No entanto, as festas públicas atualmente não só liberam as bebidas mais pesadas, somadas a estimulantes, mas também as anunciam como parte essencial da questão, como se o convite fosse para alcoolizar-se e não para algum tipo de encontro social ou por algum motivo de alegria.
Além de anunciar o preço da cerveja, vodca e uísque, cada festa já vem com o álcool incluído no próprio nome, como se pode ver nos exemplos deste fim de semana em Pelotas, todos bem universitários, recolhidos num recinto da UCPel: - TEQUI-LEIGA (da Boate da Leiga): dose dupla de tequila a cada hora!
- MARAJÁS DO TRAGO (os reis da dependência química legalizada)
- ALCOÓLICOS AGRÔNOMOS (festa etílica que mistura os engenheiros com os anônimos).
Estes casos são simplesmente parte do folclore urbano que nossa sociedade tolera, mas a verdade é que o abuso de drogas e os traços psicopáticos têm plena liberdade não só na periferia mas em pleno centro. A maior demonstração disso se vê quando se fiscalizam os bares noturnos da área universitária: nessas horas nem sequer a Brigada Militar evita que os bêbados bem vestidos agridam os fiscais, de palavra ou de fato.
Imagens: F. A. Vidal
Abstratos da coleção do MALG
Os outros autores são: Anaizi Cruz Espírito Santo, Berenice Unikovsky, Cynthia Luz, Eliane Leite, Eliane Santos Rocha, Gisa D'Ávila, Graça Marques, Harly Couto, Lenir de Miranda, Lígia Costa, Mário Röhnelt, Paulo Damé, Robert Smith-Primm, Sônia Moeller, Trindade Leal, Wilson Miranda, Zeca Nogueira, Zunilda Klauss Correa.
Visitação na vernissagem (18-21h) e desde amanhã (19) até 10 de junho, no horário habitual do Museu (de terça a domingo, 10-19h).
Doroti Zanuncio e alunas
De 7 de maio a 1 de junho a Galeria de Arte da UCPel expõe “Despertando a Criatividade”, 27 quadros abstratos e figurativos de Doroti de Ávila Zanúncio e alunas (veja notícia) .Há um ano a professora mostrou a avançada aluna Graciele Souza (veja a nota Professora e aluna no Corredor Arte). Agora a coletiva é de cinco: Doroti, Graciele e as iniciantes Hélida Lourenson, Mara Regina dos Santos e Maria da Conceição Vaghetti Cuba.
Depois de aposentada como professora (graduou-se pela UCPel), Doroti dedicou-se a ensinar pintura de modo solidário, e com vistas a uma terapia ocupacional, tanto dela como das alunas, e revertendo em benefícios à comunidade. Anteriormente ela fez mostras individuais nesta sala (veja notícia de 2008); alguns de seus trabalhos podem ser vistos no seu blogue Minhas Pinturas.
Foto: F. A. Vidal
quinta-feira, 17 de maio de 2012
La Guerrilla, graffiti em quadros
Hoje (17) à noite inaugura-se a mostra coletiva "La Guerrilla", a segunda exposição na galeria de arte JM. Moraes (e em Pelotas) que apresenta obras do gênero "grafite urbano". A anterior foi "Lá da Rua", em março de 2011 (veja a nota).Nesta ocasião, Jotape Pax, Bero, Ges e Veiz trazem quadros no estilo rabiscado e desenhos caricaturizados, ao redor de uma crítica ao modo de vida atual. Os artistas trazem personagens e temáticas urbanas para dentro da galeria e, de contrabando, as angústias caóticas do que se vive nas ruas, nos ambientes fora do aconchego do lar.
A diferença entre este grafite de galeria e o velho graffiti de rua é que este expõe somente em espaços abertos e de modo clandestino, em protesto explícito contra o modo de vida estabelecido, e sujeito a que as obras sejam apagadas pelos proprietários de casas e muros, ou deteriorados sob o efeito da imtempérie.
Os mesmos artistas organizaram a vernissagem na galeria do Ágape Espaço de Arte (Rua Anchieta 4480) num formato que permite recordar ao máximo o clima de agitação e contravenção que inspira normalmente o graffiti, com música de acompanhamento e muitos detalhes que confirmam esse clima. A visitação pode ser feita desde amanhã (18) até o sábado 9 de junho (10-12h).
O seguinte texto, assinado pelos quatro expositores, explica o sentido do tema e do título "La Guerrilla".É tempo de mudanças. Gerações se cruzam em meio a multidões aceleradas. Apressadamente dirigem os olhares que procuram encontrar um filete de céu azul em meio à fumaça e à desordem. [...]
É tempo de conflitos. Meus heróis já não vivem mais e minhas referências são ilusórias. É preciso correr, lutar e buscar forças naquilo que ainda me resta.
A vida e suas trincheiras me fizeram um homem frio. O amor está em mim mas à espera por um resgate verdadeiro e caloroso. Finco minha bandeira em solo inimigo, e a partir daqui sou eu e mais ninguém. Minha dádiva vem de algo que nem eu mesmo consigo ver. Tenho medo de seguir adiante, mas de jeito algum olho para trás.
Tudo é instintivo. Vivo em meio ao devaneio metropolitano, minha selva é puro concreto e aço. Tento não desistir, mas minha visão agora turva não me deixa escolhas a não ser lutar cego e sem direção.
É tempo de sobrevivência e sei que, se eu não aceitar esta guerra contemporânea, neste meu mundo jamais haverá paz.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Cobertura do Festival
Recém iniciado o quarto ano de existência, o blogue realizou, por primeira vez, uma cobertura mais detalhada de um acontecimento cultural, o Festival de Cinema e Animação Manuel Padeiro. Além das notas escritas pelo editor, sobre o evento em geral e alguns dos filmes, o estudante de Cinema Nathanael Anasttacio gravou entrevistas que revelam aspectos dos bastidores do Festival.
O material editado rendeu três vídeos de 20 minutos cada um, que serão postados aqui no blogue. O primeiro, que será publicado esta semana, traz a visão de professores do curso de Cinema, como Liângela Xavier (acima) e Ivonete Pinto (dir.). Os seguintes mostram os testemunhos de cineastas e do público.Mantendo o objetivo de mapear o capital cultural de Pelotas, mediante notas informativas e críticas, o blogue também pretende estimular o pelotense a participar e atuar na vida de sua cidade, não só presenciando os eventos mas também compartilhando sua opinião sobre o que aqui acontece.
Assim, com os 200 anos de Pelotas, iremos mostrando mais detalhes de nossa vida cultural para envolver os habitantes e visitantes com esta cidade que tem, desde suas origens, fama de riqueza criativa e de adiantar-se a sua época. Os historiadores registraram os avanços culturais do século XIX, e nós registramos aqui os avanços atuais, que a história reconhecerá no futuro.
Fotos: F. A. Vidal