domingo, 15 de novembro de 2009

Viglietti trouxe Benedetti

O cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti apresentou-se ontem (14), por terceira vez em Pelotas, em memória de mais um aniversário da Biblioteca Pública, fundada em 14-11-1875, e em homenagem ao escritor Mario Benedetti, falecido em maio, aos 88 anos.

A apresentação de Viglietti, atualmente com 70 anos, foi a segunda parte da 5ª Mostra Brasil-Uruguai, a qual iniciou com artistas locais interpretando poesia e música. Foi a principal atividade que honrou Benedetti na 37ª Feira do Livro.

O espetáculo ia ser feito, inicialmente, no palco central da Praça Osório, mas, pela ruptura entre os organizadores da Mostra e os da Feira, as atividades ficaram num estranho paralelismo: no momento em que começava a Mostra, às 19:20, a Banda Musical do Gonzaga iniciava sua apresentação no palco da Feira. Não houve interferência sonora de um show sobre outro.

Sendo o visitante estrangeiro quase desconhecido para os pelotenses - ainda que não para os uruguaios residentes - me pareceu vê-lo no início do espetáculo, anônimo entre o público de pé que se apertava, próximo à escada de acesso ao Salão Nobre. Se não era ele, então havia dois senhores grisalhos, de camisa branca e boné preto. O recinto estava lotado, quente e sem ventilação, com umas 250 pessoas sentadas e uma centena de pé, algumas entrando e saindo. Na plateia, escritores, poetas, músicos, jornalistas e apreciadores da cultura.

No minúsculo palco, Viglietti esteve só, mas sua concentração e comodidade transmitiram a certeza de estar na agradável companhia de seus amigos, suas lembranças e suas poesias musicais, que expressam sua alegria de viver, apesar de tudo, e a crença num mundo melhor que o já vivido até hoje.
Foto de F. A. Vidal

sábado, 14 de novembro de 2009

Autógrafos domingo 15 de novembro

Na última sessão de autógrafos desta Feira, estará por terceira vez, a patrona Hilda Simões Lopes, com A Anatomia de Amanda (leia nota).

O advogado e mestre em Direito Fernando Costa de Azevedo autografa Temas de Direito do Consumidor.

A universitária Gabriela Kyrllos e a professora da FURG Sheila Stolz apresentam Direitos humanos e fundamentais – o necessário diálogo interdisciplinar. Esta última, doutoranda em Direito por universidade espanhola, apresenta El positivismo jurídico incluyente: Posibilidades y límites.

Liane Francisca Birnfeld lança o livro Tópicos especiais em direito previdenciário.

Heloisa Duval de Azevedo traz o livro Interfaces: Temas de educação e filosofia.

O poeta Carlos Eugênio Costa da Silva, o "Vacaria" (dir.), autografa Simplicidade.

A professora Maria Luiza Azevedo Vasconcellos, mestre em Educação, autografa a obra Significações do ensino da arte: Caminhos percorridos na prática.

Outros autores nesta sessão:

  • Patrick Charles Knopp Neitzel, com A essência do amor.
  • Lacir de Oliveira Quadrado, comMinhas histórias.
  • Flávio Costa, com Manual Prático de Matemática: Formulário.
  • Elaine da Fontoura, com Mar verde.
Imagens da web

Autógrafos sábado 14 de novembro

Duas psicólogas autografam hoje na Feira do Livro:

Maria da Graça Peraça (esq.) apresenta Modelos para estimativa do GS do concreto em função das variáveis ambientais.

A artista plástica Janete Flores escreveu e ilustrou o livro Faz canto de ninar, ó mãe!... Que é pra eu adormecer! (lançado em Pelotas em maio de 2009).

Alunos da 3ª Série da Escola Luterana Emanuel autografam Soltando a Imaginação na Escola Emanuel.

O palestrante porto-alegrense Moacir Costa de Araújo Lima, mestre em Letras pela PUC-RS (2001), traz a Pelotas seu livro Família, desafios e realizações (autografado na Feira de Porto Alegre dia 2 de novembro passado).

Faili Cíntia Tomsen Veiga e Solani Hemp, professora da UCPel, assinam Responsabilidade social e empresarial.

O colunista gaúcho Antonio Jorge Rettenmaier (dir.) autografa seu Fala Sério! 2009.

Tiago Silva Chaves Lopes autografa Vozes da alma.

O professor da UFPel Francisco José Pereira Tavares apresenta duas obras: Educação Física e educação ambiental: Fundamentação e proposições e Fundamentos de cinesiologia e de biomecânica para estudantes de educação física.

Sérgio de Souza Silveira lança A exceção de pré-executividade no processo trabalhista.

A professora da UFPel Célia Helena Castro Gonsales autografa Relatos de arquitetura moderna no Brasil; estava agendada para quarta-feira (11), mas a impressão não ficou pronta para esse dia.
Fotos da web

Dois bate-papos com escritores

Neste último fim de semana da Feira do Livro, haverá dois bate-papos com escritores.

Os bate-papos estavam na programação inicial da Feira, e consistiam em mesas de conversação com o público. Cada dia às 17h, três autores falariam de suas obras durante quinze minutos cada um, e logo responderiam a perguntas, no miniauditório.

No entanto, nenhum bate-papo se realizou, por ausência de público e até mesmo de alguns autores. A organização da Feira não fez boa divulgação, não checou a participação dos escritores, nem pôde evitar a ação avassaladora da chuva. Dia 4, por exemplo, os três autores convocados chegaram e conversaram entre eles mesmos. Ante o fracasso, a produção havia decidido não realizar mais esta atividade, mas novamente anunciou uma mudança.

  • Antônio Jorge Rettenmaier, palestrante e colunista, fará o bate-papo de sábado (14), às 17h30min, antes dos autógrafos.
  • No domingo (15), a patrona da 37ª Feira, Hilda Simões Lopes Costa, conversará às 19h, após a sessão de autógrafos.

POST DATA - 14 nov. 22h

O bate-papo de hoje não se realizou. O palestrante estava presente na hora marcada, mas o espaço dos autógrafos foi cedido para uma homenagem oficial da Câmara Municipal ao livreiro Gilberto Duarte, passando então os autógrafos ao miniauditório. Data e hora foram escolhidos pelo vereador Eduardo Leite, e para esse fim a organização lhe designou o maior e melhor estande. O dominó de decisões atrasou parte dos autógrafos e cancelou o bate-papo.

16 nov

O bate-papo com Hilda Simões Lopes realizou-se com sucesso no miniauditório. Como foi um dos únicos que deu certo neste Feira, merece uma nota própria.

O Abismo na Gaveta, disponível

Com a reedição da Livraria Mundial para os "Dois Textos Marginais", de Manoel Soares Magalhães, minha nota de divulgação despertou comentários mais numerosos que a média neste blogue (leia).

A propósito do primeiro "romance marginal" de Magalhães, "O Abismo na Gaveta", publicado em 1999, um leitor anônimo informou que o livro ainda está à venda na Livraria Vanguarda.

Fui verificar e, realmente, há no depósito 40 exemplares da edição de 2003, ao preço de R$ 20, e ainda com um desconto de 10%, pela Feira do Livro, até domingo (15). Na ficha catalográfica, o subtítulo: um romance inspirado na vida do poeta Francisco Lobo da Costa. Desenho de capa: Carmen Garrez.

Parte do comentário de Oscar Credidio, escritor e crítico de cinema:

Magalhães desenha um fascinante painel da cidade de Pelotas e sua fauna humana: a pseudoaristocracia, o clero onipresente, a intelectualidade fervilhante e o povo simples, de escravos filósofos e meretrizes dignas a enfermeiras caridosas e bodegueiros protetores, todos capazes de gestos de grandeza aparentemente impossíveis àqueles outros. Um microcosmo de uma época que teima em não desaparecer do íntimo de muitos patrícios para quem a fronteira do mundo são os limites da urbe, cujo exasperante apego a um passado morto faz surgir, a cada dia, um Lobo martirizado pelo descaso e depreciação.

No prólogo, o autor já entra com um relato cinematográfico do último dia de vida de Lobo da Costa, em junho de 1888, colocando como protagonista Saturnino Gouveia, que será importante personagem nesta biografia.

O capítulo 1 retrocede alguns dias, quando o poeta estava no hospital da Santa Casa, com delirium tremens. A ação não pára, deslocando-se no capítulo 2 para julho de 1853, quando Francisco nascia, e seguindo por sua infância e adolescência. O capítulo 3 retoma a sequência deixada no primeiro.

O jornalista Magalhães é ao mesmo tempo romancista, roteirista de cinema, pesquisador de História de Pelotas, antropólogo urbano e psicólogo dos pelotenses.
Imagens da web

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Drinques não combinam com livros

A empresa catarinense de drinques e coquetéis conhecida como "capetaria" retirou-se no início desta semana, bem no meio da Feira do Livro. Ficaram na praça de alimentação quatro bancas de lanches e uma de doces, além do restaurante Baviera e do Café Armazém.

O nome informal nasceu do comentário de uma senhora evangélica, e a partir daí passou a vender muito mais (o título da banca diz "Caipirinha no Pilão"). No entanto, após uma semana de prejuízo na praça Osório, o dono deduziu que cultura e álcool não faziam um coquetel produtivo.

Ele anda pelos eventos com sua loja de bebidas, já esteve na Fenadoce e hoje pensa que a combinação alcoólica só funciona em rodeios multitudinários e em feiras de conotação mais popular. Como descendente de italianos, ele pessoalmente gosta dos eventos culturais, da boa conversa e da música romântica, mas sua opção comercial tem mais a ver com o lado B dos capos da Cosa Nostra.

Com mais investimento, imaginação e riqueza na preparação dos coquetéis, ele progrediria neste ramo que os pelotenses não cultivam muito, mas não desprezariam se fosse mais sofisticado. Aqui a influência italiana não chega forte, predominando o brasileirismo da cerveja e da cachaça e deixando as combinações coloridas e doces para as mulheres, que culturalmente também preferem aderir à preferência masculina.

Os drinques tinham três variedades básicas - chocolate, morango e abacaxi com coco, não naturais - que eram combinados com leite condensado, guaraná, cachaça, vodca, vinho tinto e vários licores. Não havia cerveja, nem como ingrediente de coquetel. O vendedor estava abusando um pouco do gelo moído, o que fazia a bebida aguar-se após uns minutos. Ele também estava poupando no leite condensado. Os copos descartáveis tinham três preços (R$ 5, 8 e 10) e ainda havia um copão colorido de meio litro a R$ 15 (à esquerda na foto maior).

O piso do espaço desmontado foi ocupado pelo público que ontem (12) às 18:30 ouvia um show de samba.
Fotos de F. A. Vidal

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Autógrafos sexta 13 de novembro

Nesta sexta-feira (13), nada menos que 19 obras são anunciadas na 37ª Feira do Livro de Pelotas. Até hoje, a média era de 10 livros por dia.

A maioria das obras é assinada por vários autores - totalizando 49, o maior número já visto numa só sessão de autógrafos. Como será usado o mesmo espaço de sempre - que comporta quatro mesas com 3 escritores cada uma - é de se prever problemas, que a organização tentou evitar os autógrafos a 3 autores por livro.

No entanto, as pessoas têm usado o espaço da Feira como seu, e mais de um livro já foi autografado ali por 10 pessoas, haja ou não cadeiras. Na foto acima, um dia em que somente 9 escritores estiveram autografando.

As pesquisadoras e doutoras em educação especial pela UFRGS Adriana da Silva Thoma (esq.) e Madalena Klein são as organizadoras do livro Currículo e avaliação – A diferença surda na escola.

Norma Simões Lopes Duarte, escritora formada nas oficinas de criação literária de Hilda Simões Lopes, apresenta seu novo livro Contos do Fim do Arco-Íris.

Frank Sebastiani Moraes, Jackson da Silva Leal, Letícia B. Hernandorena, Lucas M. Fagundes e Wagner B. Pedrotti escrevem Cadernos de Direito 9 – O Judiciário na contramarcha da liberdade.
Maira Buss Thofehrn (dir.) e Maria Tereza Leopardi , doutoras em Enfermagem, autografam Teoria dos vínculos profissionais: Formação de grupo de trabalho.

Maira Buss Thofehen, citada acima, participa em outra publicação, com as colegas Rita Maria Heck, Sonia Meincke e Marilu Soares: Práticas de gestão e gerenciamento no processo de trabalho em saúde.

Graça Gomes Ramos, Maria Estela dal Pai Franco e Solange Longlu escreveram Pesquisa na universidade.
Tânia Beatriz Gamboa Araújo Morselli , doutora em Agronomia pela UFPel, assina individualmente: Minhocultura e Biologia do solo. Em equipe com Ana Celi Rodrigues da Silva, Maria Antonieta Costa de Oliveira e Tatiana da Silva Duarte, ela autografa Resíduos orgânicos em sistemas agrícolas.
Cristina Maria Rosa, professora da UFPel (esq.), escreveu Cobras no Laranjal, obra infantil ilustrada sobre aspectos históricos e geográficos da Lagoa dos Patos. Ela também autografa seu recente livro Um alfabeto à parte: o livro de leitura de Pedro Wayne (leia nota).

Hugo Norberto Krug, Flávio Medeiros Pereira e Mariângela da Rosa Afonso autografam Educação física: Formação e práticas pedagógicas.

Eliana Póvoas Pereira Estrela Brito e Crisna Daniela Krause Bierhalz assinam Educação brasileira: organização de políticas públicas.

De uma Coleção de Matemática:

Os seguintes 16 autores apresentam os 12 módulos da Coletânea em Tecnologia de Frutas e Hortaliças: Angelita Machado Leitão, Angelita da Silveira Moreira, Carla Rosane Barboza Mendonça, Caroline Dellinghausen Borges, Claire Tondo Vendruscolo, Eliane Gouvêa Barbosa, Eliezer Avila Gandra, Graziele Guimarães Granada, João Luiz Silva Vendruscolo, Josiane Freitas Chim, Márcia Arocha Gularte, Márcia de Mello Luvielmo, Mírian Ribeiro Galvão Machado, Paulo Renato Buchweitz, Rosane da Silva Rodrigues e Rui Carlos Zambiazi.

Da equipe anterior, Márcia Arocha Gularte autografa também: Manual de Análise Sensorial.
Fotos da web (2-4) e F. A. Vidal (1)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Autógrafos quinta 12 de novembro

O escritor Raimundo Lonato lançou em 2008 o livro infantil A barata Belinha e vem agora ao Rio Grande do Sul para apresentá-lo em Pelotas (hoje) e em Porto Alegre (domingo 15). O escritor é paraibano radicado em Paulínia, SP.

Autografa também nesta sessão o pelotense Roberto Guimarães dos Anjos, que lançou em outubro passado seu primeiro livro: Às favas, Roberto Carlos (leia nota).

Sidney Bretanha apresenta Brisa do Bosque.

As professoras Mariângela da Rosa Afonso e Adriana Cavalli autografam: Trabalhando com a terceira idade: Trajetória de intervenção.

José Luiz Quadros de Magalhães, Josirene Candido Londero e Anderson Orestes Cavalcante Lobato publicaram Direito e sociedade na América Latina do século XXI.

Márcia Alves da Silva escreveu Trans-formação dos trabalhadores.

O advogado pelotense Francisco de Paula Bermúdez Guedes publica Achados da noite.

Os autores identificados como J. Mattos; L. Rosa; M. Pilla escreveram Desafios e avanços em computação – Volumes 1 e 2.

Ieda Cunha Cavalheiro organizou coletânea da Casa do Poeta Rio-Grandense (CAPORI), da qual é presidente.

Pedro Ernesto Andreazza, professor da UCPel, escreveu PESTATIS. Software estatístico.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Autógrafos quarta 11 de novembro

A patrona da 37ª Feira do Livro, Hilda Simões Lopes Costa, socióloga pelotense, que autografou no primeiro dia do evento (30 de outubro), volta à sessão com colegas escritores. Ela lança dois livros: Manual de Criação Literária e A Anatomia de Amanda.

A poetisa do CLIPE (Centro Literário Pelotense) Vilma Farias Guerra autografa Palavras do Coração.

Nelson Padma Querido, praticante budista, lança novo livro: Se eu mudar... o mundo muda (dir.).

O promotor de justiça José Olavo Bueno dos Passos apresenta, como organizador, Infância e Juventude, uma prática em construção 3.

Dr. Sylvio Arnoldo Dick Jantzen, arquiteto Antonio Carlos Porto Silveira Junior e acadêmico Gabriel Silva Fernandes, pesquisadores da UFPel na área da Arquitetura, apresentam É possível (aprender e ensinar) projetar.

A professora da UFPel Célia Helena Castro Gonsales autografa Relatos de arquitetura moderna no Brasil.

Arquiteta Cintia Vieira Essinger, mestranda em Memória e Patrimônio (UFPel) apresenta Entre a fábrica e a rua.

O pesquisador simoniano Luis Artur Borges Pereira autografa sua dissertação de mestrado em Educação (UFPel), O projeto cívico-pedagógico de João Simões Lopes Neto, defendida em 2008 (leia resumo).

Também comparecem a esta sessão:
  • Ana Bandeira, com Desenhos que falam.
  • Tabaiara Sol e Lua, com Ansiedades por um amor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Autógrafos terça 10 de novembro

O arquiteto Marcelo Sedrez Terres Tonial apresenta seu livro "Paradigmas culturais e projetuais: do sistema acadêmico francês à Bauhaus e alguns dos seus reflexos na contemporaneidade" (Editora da UFPel). O texto se baseia em sua tese de mestrado na UFRGS, defendida em 2008 (leia resumo).

Ieda Lourdes Gomes de Assumpção e João Alberto da Silva são os organizadores do livro "Psicopedagogia em movimento".

Marcio Nunes Corrêa, Viviane Rohrig Rabassa, Fernanda Medeiros Gonçalves, Silon Junior Procath da Silva, Ivan Bianchi: Série NUPEEC Bovino de Corte e Série NUPEEC Bovino de Leite.

Marcio Nunes Corrêa, Viviane Rohrig Rabassa, Fernanda Medeiros Gonçalves, Silon Junior Procath da Silva, Augusto Schneider: Série NUPEEC Ovinocultura e Série NUPEEC Caprinocultura.

Ivan Bianchi, Thomaz Lucia Jr., Marcio Nunes Corrêa, João Carlos Deschamps: Manual PIGPEL de Suinocultura.

Outros autores autografam:
  • Yeda Silva Porto: "Mediação pedagógica em EAD".
  • Pedro Robert: "O trabalho em questão".
  • Vilson Farias: "Temas de Direito Criminal".
  • Pedro Cancio Correntezas (obra não identificada).
  • Lia Bachettini, Vilma Vianna, Giséle Silveira, Dionízia Ghiggi (obra não identificada).

Nauro Jr. já deu 500 autógrafos

Nauro Jr. voltou ontem (8) à Feira para autografar "A noite que não acabou", livro que vendeu 500 exemplares em um par de dias, transformando-se no best seller desta 37ª Feira e no registro mais alto entre os lançamentos deste ano. Junto às 4 mesas onde 12 escritores atendiam seu público foi instalada uma quinta mesinha só para ele, e formou-se uma fila de leitores.

O livro foi lançado em Pelotas dia 31 de outubro, na primeira sessão de autógrafos da Feira (leia nota) e dias após em Porto Alegre (leia nota); os dois eventos transcorrem simultaneamente. A Livraria Mundial iniciou as vendas dia 30, e já ordenou uma segunda impressão de 500 exemplares. Além da façanha de levar um livro do interior à capital, o fotógrafo fez a proeza comercial de superar as vendas de escritores de literatura, unindo imagem e texto num todo bem integrado.

O fotógrafo esteve no lugar da tragédia que enlutou o Grêmio Esportivo Brasil, em janeiro passado, organizou as imagens e pediu o texto ao colega Eduardo Cecconi. Aldyr Garcia Schlee fez o prefácio (leia). O título ecoa com a letra de Barão Vermelho A noite não acabou, misto de paixão e angústia.

Paralelamente a essa febre de vendas, na praça Coronel Pedro Osório, uma série de fotos de Nauro Jr. sobre o Uruguai (dir.) se encontra exposta no estande da Biblioteca Pública, que ontem à tarde o fotógrafo conseguiu visitar por primeira vez.

Mesmo desligada da organização, a entidade criou na Feira o Espaço Cultural Mario Benedetti, para honrar a memória do autor homenageado deste ano. As fotografias foram tomadas ao longo de uma década, e se encontram em exposição permanente no restaurante Mercado del Puerto, em Pelotas.

Há duas semanas, o blogue de Nauro Jr., Retratos da Vida, faz parte da lista de sítios apresentados aqui neste blogue como referência informativa em Pelotas.
Fotos de F. A. Vidal

POST DATA - 9 novembro
Hoje esgotou-se a reimpressão de 500 exemplares. A terceira leva estará à venda sábado (14), segundo me informou o gerente da livraria às 18h.

Presença Luso-Açoriana em Pelotas

Este domingo (8), na sede do Centro Português, começou a programação do Projeto Sul do Sul: Memória, Patrimônio e Identidade.

A atividade, em forma de seminário aberto ao público, foi organizada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, que reuniu interessantes trabalhos sobre a presença portuguesa em nossa cidade, a ser expostos segunda e terça, no auditório da nova sede da Escola João XXIII (antigo Fórum).

Na abertura, a banda do 4º Batalhão de Polícia Militar tocou o hino de Portugal e o do Brasil. Encontrava-se presente a nova Corte da Fenadoce, e as jovens tituladas do Centro Português, além de autoridades e pouco público.

Palestra de Abertura

O doutor em História Miguel Frederico do Espírito Santo (na foto com a professora Célia Jachemett) falou sobre a migração portuguesa do Continente e dos Açores para nossa zona. Em somente 40 minutos, o professor descreveu a chegada e o dificultoso assentamento das famílias colonizadoras, a contar de 1680. Com a separação total de Portugal e Espanha, os comerciantes portugueses instalados em Buenos Aires tiveram que retirar-se, e fundaram a Colônia do Sacramento.

Discutia-se na época em que ponto o Tratado de Tordesilhas dividia o território português do espanhol - supostamente Laguna (SC) ou Rio Grande (RS) - mas a separação territorial, feita no papel, não tinha dado certo e já se travava uma "guerra de Tordesilhas". Formaram-se linhas de defesa e combate, ainda sem a povoação com colonos europeus na América, até que um novo tratado, já no século XVIII, estabeleceu uma troca: os portugueses sairiam de Colônia do Sacramento e os Sete Povos das Missões seriam entregues pelos espanhóis aos portugueses.

Foi somente então que chegaram as primeiras levas de famílias de colonos, ingressando pelo porto de Rio Grande, recém fundado. Com a resistência indígena nas Missões e os ataques espanhóis pelo sul, essa colonização não foi possível durante uns vinte anos. Ao findar o século XVIII, os portugueses se espalhavam por Pelotas, Porto Alegre e Rio Pardo, principalmente.

Leia o trabalho A colonização açoriana no Rio Grande do Sul (1752-1763), de Luís Henrique Torres.

Segundo dia

A programação de segunda-feira (9) começa às 8h30min, com credenciamento e café (não haverá intervalo no meio da manhã).

9h30min: As Charqueadas e a Família Rodrigues Barcelos, palestra de Ester Judite Bendjouya Gutierrez.
10h10min: A Preponderância da Influência Luso-Açoriana sobre a Influência Espanhola no Uso de Adágios pela População Pelotense, comunicação de Marisa Cedrez Bittencourt.
10h25min: Hygino Correa Durão: A Herança Portuguesa no Saneamento de Pelotas, comunicação de Janaína Silva Xavier.
10h40min: A Escola e Sua História: o caso da Escola Ferreira Vianna, painel com Gabriela Damé e Rejane Santos.
11h10min: A Casa e o Torres, comunicação de Diná Viviane Duarte Lourençon.
11h25min: A Importância de Manoela Amália Ferreira para Pelotas, comunicação de Pedro Luiz Brum Fickel.
11h40min – Intervalo para almoço.
14h: Filme sobre o Continente.
14h10min: O Legado Português no Patrimônio Imaterial Pelotense: a Cultura Doceira, palestra de Fábio Vergara Cerqueira.
15h: A Influência Portuguesa na Doçaria Pelotense, palestra de Maria Alzira Carreira.
15h40min – Intervalo (café).
15h55min: Minha Alma é Lusitana, comunicação de Arlinda de Carvalho Magalhães Nunes.
16h10min: Os Frades de Pedra, comunicação de Alberto Rosa Rodrigues.
16h40min: Manifestação da Cultura Portuguesa na Música e na Dança, palestra de Régis Albino Marques Gomes.
17h20min – Confraternização.

Terceiro dia

A manhã de terça-feira (10) terá um intervalo para café.

9h – Filme sobre os Açores (Ilha de São Miguel).
9h10min: Formação do Sistema Flúvio-Lagunar Patos-Mirim-São Gonçalo no Processo de Ocupação e Povoamento Lusitano no Território Meridional do Rio Grande do Sul, palestra de José Costa Fróes.
9h50min: De Pedro a Z3 - construindo um sonho com um Toque em Português, comunicação de Nara Elisa Perez Vaz.
10h05min – Intervalo.
10h20min: A Influência Portuguesa no Desenvolvimento da Cidade de Pelotas, palestra de Vera Abuchaim e Leandro Betemps.
11h: Padre Pereira de Mesquita: Relato de sua Estadia como Prisioneiro, ano 1777, palestra de José Antonio Mazza Leite.
11h40min – Intervalo para Almoço.
14h: Espaço Construído nos Caminhos dos Tropeiros, exposição de imagens de Maria Roselaine da Cunha Santos.
14h10m: A Contribuição Portuguesa para as Fábricas de Compotas de Pêssego na Colônia de Pelotas, palestra de Alcir Nei Bach.
14h50min: A Herança Portuguesa em Pelotas através do Azulejo, palestra de Regina Lucia Reis de Sá Britto Fiss.
15h20min: A Presença Açoriana na Cidade de Pelotas: Contribuição para as Fachadas do Patrimônio Histórico Edificado, comunicação de Viviane Moraes Moreira.
15h35min – 15h50min: Intervalo.
15h50min: No Rastro dos Luso-Açorianos: a Devoção ao Divino Espírito Santo, painel com Célia Jachemet e Maria Roselaine da Cunha Santos.
16h30min: Mãos Portuguesas nas Rendas Gaúchas, palestra de Gilberto Demari Alves.
17h10min – Encerramento.

Veja atualidades luso-brasileiras no blogue Embaixada de Portugal no Brasil.

Há uma programação artística paralela, com o apoio da Secult e do Museu do Charque. Apesar de todo este evento transcorrer durante a 37ª Feira do Livro de Pelotas, nenhum dos dois se mencionam mutuamente.
Imagens da web (2-3) e F.A. Vidal (1)

domingo, 8 de novembro de 2009

Chuva apagou a Feira, não o romantismo

Após um início promissor, com calor de verão, a Feira do Livro deste ano enfrentou uma segunda fase invernal, com um lado tempestuoso e um que poderia chamar-se "romântico", bem de acordo à literatura dramática.

Terça-feira (3), após uma madrugada de tempestade, o frio, a umidade e os horários letivos afastaram o público. No meio-dia de quarta, uma chuvarada impediu que as bancas abrissem às 14h. Somente às 18h algumas livrarias abriram. O café e toda a praça de alimentação ficou sem eletricidade e atrasou o atendimento. A sessão de autógrafos foi o que melhor funcionou naquela tarde, com os autores dispostos, mas praticamente sem público e, até, sem todos os livros disponíveis para venda.

A alameda que estava sendo tomada por artesãos, onde três toldos haviam sido levantados, ficou com dois. O que não foi ocupado (segundo comentários, estava destinado à UFPel) começou a ser desmantelado (acima), certamente para não ser ocupado pelo artesanato e música não autorizada.

Curiosamente, essa tenda ou stand foi feita com uma árvore da praça em seu interior (esq.). Hoje (8) o piso já havia sido retirado.
Fotos de F. A. Vidal

Autógrafos segunda 9 de novembro

Os médicos veterinários João Luiz Zani e Lúcia Treptow Marques (esq.) professor e pesquisadora da UFPel, publicam A voz da noz.

Antônio Carlos Rodrigues Marques, agrônomo e advogado jaguarense, lançou em julho passado dois livros de pensamentos, que agora reapresenta na Feira do Livro de Pelotas: O Nascimento do Pensamento: Sombras e ausências e Os Urubus também amam: Maldades e Sofrimentos.

Guido Gilberto Fernandes, professor de inglês aposentado da UFPel, membro desde outubro passado da Academia Pelotense de Letras, autografa seu primeiro livro de ficção Escrituras na Gaveta.

Nilo Valter Karnopp, professor da UFPel, cursando doutorado em administração em Montevidéu, autografa o livro Planejamento financeiro.

Outros autores que participam nesta sessão de autógrafos:
  • Márcio Amaral Teixeira: Tem Alguém Aí?
  • Maria Lúcia Amaral da Silva Correa, Ruti Crespo, Lucia Maria de Almeida Martins, Caroline Tessmann: Gato na cozinha.
  • Vilmar Batista: O futurista.
  • Airton Veiga: Poesias, versos e prosas.
  • Julia Gonçalves de Moura (sem informação da obra).

Autógrafos domingo 8 de novembro

Maria Carlinda Vernetti (dir. - foto DP 2004) autografa aos 70 anos seu primeiro livro de poesias: Pérolas esparsas.

Em 2008, Beatriz Simões Valente, Médica Veterinária doutoranda em Zootecnia na UFPel, participou com colegas de mestrado na publicação "ABCientífico". Agora ela autografa texto próprio: Análises químicas de interesse zootécnico.

Acenda sua chama interna – Como descobrir e trazer à tona os talentos de sua alma (esq.). O livro foi lançado primeiramente em junho de 2009, em Porto Alegre, onde reside a autora: Cecília Calixtro, quiropraxista, terapeuta floral e xamã, natural de Três de Maio (RS).

Porto dos direitos (A trajetória do Sindicato dos Trabalhadores no Serviços Portuários de Porto Alegre no período de 1959-1969, através da análise de suas atas) é a tese de doutorado em História (UFRGS, 2004) que agora Edgar Ávila Gandra, professor da UFPel, apresenta em livro.

Herdeiros de Sísifo (Trabalho e trabalhadores no norte do antigo Goiás 1960 - 1970) é a tese de doutorado em História (UFRGS, 2009) de Marcos César Borges da Silveira.

Outros escritores desta sessão de autógrafos:
  • Eva Maria Santos, com Poesias e pétalas.
  • Daniel Eslabão, com Escalando a montanha da prosperidade.
  • Ligia Monassa Farias, com A poética do caos.
  • Alissiane Barbosa, com O segredo de Josef /O destino de Lisa.
  • Diogo Bach (sem informação da obra).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Café sem nicotina

No Café Aquários se fumava de modo livre, de acordo a uma liberdade de pensamento e expressão ali exercida cotidianamente. Quando surgiu a obrigação de separar ambientes em restaurantes, a lancheria ficou como zona de não fumantes. Há poucas semanas, no entanto, a proibição de fumar ficou extensiva a todo o recinto.

A questão é polêmica nacional, especialmente em casas noturnas. Fumantes e não fumantes exigem seus direitos, como se fossem seres de Marte e de Vênus, falando linguagens diversas. A saúde que está sendo preservada - pelo cartaz do Instituto de Câncer - é a de todos. O direito que os fumantes invocam é o da liberdade de costumes.

A Universidade Católica de Pelotas também se associa a esta pressão, com sua campanha "UCPel mais saudável" (logo menor no cartaz grande).
Foto de F. A. Vidal

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Alfabetizar a emoção mediante os contos

Sandra Popoff é uma escritora gaúcha que visita Pelotas por primeira vez. Ela viaja pelo Brasil, apresentando-se em eventos literários com seu projeto "Alfabetizar a emoção" (leia o blogue), que consiste em contar histórias às crianças juntando texto verbal, música, teatro e dança e tendo em vista a educação emocional de crianças, pais e professores.

Autografou segunda-feira passada na Feira do Livro, e hoje (4) ela fala na Hora do Conto, às 14h 30min, ao lado do estande dos autógrafos.

Sandra morou na Bahia de 1988 a 2006. Formada em Comunicação Social, dedicou-se à redação em TV, rádio, jornais e como ghost writer. Também criou histórias para o personagem Smilinguido, da Editora Luz e Vida.

Hoje está dedicada à educação mediante a literatura infantil. Um de seus conceitos centrais é a inteligência emocional, que permite formar a expressão da emoção, a superação de perdas e frustrações, e o aprendizado de pensar antes de agir, expor ideias sem impô-las, além de trabalhar a conquista da autoestima, a promoção da ética e da responsabilidade social. Leia o conto Todo leão precisa ter um sábio coração.

Nova vida, Margarida é a história de Marga, a margarida que só pensava em si mesma e em seu objetivo: chegar ao topo. Não se importou em saber se havia outros seres onde ela habitava. Até que uma depressão a tomou. Ao ver sua total solidão, aprendeu algo maior que qualquer ambição: o amor e o compartilhar.

O conto Zuluê, a Galinha Reluzente trata da autoaceitação e da autoestima em relação à temática racial. Mostra a importância de haver personagens negros bem-sucedidos também na literatura infantil. O livro traz um CD com a história e duas músicas que foram gravadas por crianças que vivenciaram o preconceito racial.

Em favor da cultura da tolerância antirracista, o Projeto Zuluê promove a quebra de paradigmas sociais arraigados na literatura infantil ao longo dos séculos e contribuir com a identidade regional, notadamente negra, apontando caminhos de valorização integral do cidadão afrodescendente.
Fotos de F. A. Vidal

Músico popular satiriza a Feira do Livro

Sérgio é do Laranjal e veio de lá para deixar sua mensagem na Feira do Livro, com duas caixas de som e alguns instrumentos por ele fabricados. Pobre mas ousado, ele tem algumas músicas próprias, inspiradas na crítica social que Raul Seixas fazia e no mesmo estilo musical irreverente.

Próximo à estátua do Coronel Pedro Osório, ele atraiu público que passava por ali; seu som era perfeitamente audível para essa plateia mais próxima, mas não se percebia desde o setor do chafariz. Por outro lado, esteve beneficiado pela ausência de locução e música de fundo nesta Feira.

Além da precariedade de seus meios, o músico de múltiplos talentos chamou a atenção por sua expressividade bem humorada, o conteúdo das letras e a confecção dos instrumentos: o violão tem o corpo de uma vassoura e uma pequena caixa de ressonância, o saxofone foi feito com porongos, a gaita de boca tradicional, o microfone dentro de uma latinha de azeite de oliva e a parafernália elétrica ligada à tenda da Biblioteca Pública.

A foto foi tomada segunda (2), dia de muito calor em Pelotas. Ontem (3) a tarde foi fria e os pelotenses não visitaram a Feira; Sérgio esteve lá, com amigos artesãos, mas não teve a quem cantar.
Foto de F. A. Vidal