

A denominação deriva de seus primeiros donos, que se chamavam João e Gilberto (nome bem musical, no Brasil e da bossa nova). A dupla deu certo em todo sentido, e o público guardou facilmente o nome, até hoje.
Mas Gilberto deixou a sociedade, e João Lopes quis seguir com o negócio. Por isso mudou o nome para "João 100 Gilberto", querendo mostrar que era o mesmo restaurante, só que sem o Gilberto.
O Ateliê Zilah Costa organiza as mostras para este local, pensando em difundir de novas formas as obras de artistas pelotenses. Os quadros são um bom complemento visual para o restaurante, que aposta mais na música e no bom cardápio.
Mas as obras são percebidas em segundo plano, e ajudam no complemento estético, sofrendo quanto à conservação, pois o fumo liberado deteriora em certa medida cores e texturas. Será que ninguém se dá conta ou se importa com isso?

Acima à esquerda, a "Rua do Redentor" de Maria Cecília Rosa (referência à General Teles, neste caso vista desde a Padre Anchieta). Nada mudou nesta esquina, nos últimos 40 anos.
"Minha rua no Laranjal" é a artéria sem nome que Marlei Piltcher pinta com cores e perspectivas (com certeza no elegante balneário Santo Antônio).
Destaco também o clima sonhador e romântico do óleo "Dia de chuva", representado por Maria Heloísa Braga. A água inunda a cidade, como sabemos em nosso cotidiano, mas a umidade e os reflexos também inundam a percepção do espectador e até mesmo a sala de exposição.
Fotos de F. A. Vidal

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