
Esta última hipótese sobre o colecionismo pode ser verdadeira quando se trata de carros, pois são objetos grandes, feitos para correr e ser mostrados, pois são símbolos de potência e ambição. Além da obsessão pelos detalhes antigos, o exibicionismo do colecionador é projetado nesses símbolos.
Em vários Estados existem clubes deste tipo, mas muitos deles passam por alto a palavra "proprietário", emprestando a seus objetos uma capacidade humana, a de reunir-se em associações. Assim, encontramos encontros de fuscas, pick-ups, galaxies. Entretanto, em Itu (SP), ficam todos igualados num "encontro de motos, carros e amigos". Por outro lado, muitos colecionistas também se assumem chevetteiros, opaleiros, amantes do Passat, ou como clube do Mustang, Puma Club.
Não deixa de ser verdade que os carros têm sua personalidade própria - como foi demonstrado nos filmes "Se meu fusca falasse" - mas se eles se associassem talvez não quisessem ficar tão estacionados e preferissem fofocar em paz sobre seus donos.
Foto de Moisés Vasconcelos (DP)
Um comentário:
Nossa memoria está imortalizada nos veículos antigos portanto admiro todos que tem esse poder de ter um ou mais destas especies em extinção. Parabéns a todos
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