
Tânia Bellora apresenta até 15 de outubro a série "Cristais", fotografias em que explora efeitos de cores e luminosidades sobre objetos de pequeno tamanho. A exposição se encontra na galeria de arte do campus I da UCPel.

Mais ousada que nos primeiros trabalhos, onde brincava com luminosidades aleatórias, em "Cristais" a artista joga ativamente com texturas, cores e ângulos de aproximação, entre outros efeitos visuais. Ela experimentou com meia dúzia de objetos e vidros coloridos, obtendo daí algumas centenas de imagens, que recordam manchas de tinta ou até mesmo figuras desenhadas intencionalmente, mas que são na verdade obtidas por simples exploração.

Não fica totalmente claro como aqueles pedaços de vidro sem formas claras se transformaram em imagens com personalidade própria. Um deles, por exemplo, colocado sobre uma boca de fogão (esq.), ganhou um aspecto impressionante, sugerindo até conteúdos simbólicos.
Segundo Tânia contou à reportagem da UCPel, em sua percepção os cristais sempre lhe despertaram uma ligação com a beleza e a pureza da vida. Ela diz ter encontrado na terra, como lixo, pedaços de vidro que “brilhavam como verdadeiros cristais”, e foi nesse momento que se iniciou um novo processo de criação fotográfica.

Em conversa improvisada no corredor da galeria, Tânia me contou que suas inovações criativas têm relação com a busca de uma nova página de sua vida. Após a morte de um filho, a dor foi superada gradualmente com a visão renovada de si mesma e do mundo, em que até mesmo os cacos desenterrados rendem imagens estimulantes, ressignificadas de modos mais positivos.
Fotos de F. A. Vidal
Fotos de F. A. Vidal
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