

É o que deduzo, pois quando passei pelo Café Aquários vi um grande ajuntamento (esq.), sem gritos nem movimentação: era o representante único de oposição à continuidade de Lula (veja nota da RBS).
José Serra, o bem-educado e anódino economista paulistano, já havia perdido contra o mesmo Lula em 2002 e agora repete o prato. Quem diria, este é o mesmo líder estudantil considerado "perigoso demais" pelo ministro Costa e Silva em 1964 (leia histórico). Hoje ele é um bem-comportado "opositor".

Para os parâmetros de alterações no Aquários, parecia que era o nosso prefeito (que aliás andava bem junto a Serra) a chamar a atenção daquele povo, ele que pouco aparece em lugares abertos. Mas não se tratava disso, como as fotos mostram: a estrela era Serra, Fetter sempre do lado ou atrás (dir.). Tinham sido colegas em 1990 (veja nota da Prefeitura).
Tão pouca gente havia que até pude tomar fotos, mesmo não tendo eu a compleição de um cinegrafista típico. A pesar dessa boa sorte, minha percepção subjetiva e minha máquina me levaram a fotografar aspectos secundários desta reunião informal, onde o lado humano se manifesta livremente.

O que se via desde poucos metros de distância era a pequena multidão silenciosa, com uma pessoa no meio falando em voz baixa (Serra), como um técnico afônico fazendo um relatório (eu cheguei perto e mal pude ouvir o tom de voz da "estrela").
À sua volta, o povo inerte, uma bandeira solitária se movia inexpressiva, uma cara feminina parecia dizer: "E agora, para onde vamos"?
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