Sua obra anterior foi "Vigário, Tropeiro e Pescador" (2006) e mereceu o comentário de Francisco Dias da Costa Vidal, publicado pelo Diário Popular (leia aqui). O mesmo crítico escreveu no Diário da Manhã o seguinte artigo sobre esta recente produção literária do padre Florêncio.

Esta autoapresentação do título bem que reflete a modéstia do autor, uma de suas notáveis virtudes, aliás presente em sua obra, que também encerra uma outra qualidade: a da sintonia com o espírito do gaúcho desta área na vastidão do território nacional.
E é conjugando a palavra com a imagem, o verbo com a figura, que Florêncio nos vai introduzindo na sensibilidade de sua criação, a qual, além de verbal, se faz “imaginosa”, não apenas no sentido literal como também integral do termo, tão bem concretizada neste belo e inspirado livrinho. Somente em mirá-lo, já nos revela a enorme sensibilidade de quem, sintonizando com a alma gauchesca, no-la desdobra numa das muitas e admiráveis dimensões de pampeana vastidão.

Nestas coloridas e afetuosas páginas, o autor se revela, mais uma vez, um poeta de rara sensibilidade e um gaúcho de intensa brasilidade, não apenas contida mas também expandida neste seu admirável livro. Trata-se, em verdade, também de um escritor gaúcho, inspirado por nosso “pago-natal”!
Francisco D. C. Vidal
Drummond de Andrade

mas ainda permanece,
ele entrou na eternidade,
seu espírito não se esquece.
Apesar da muita idade,
sua veia não arrefece,
vai criando com felicidade
musa inspiradora que não perece.
se tornou figura querida,
suscitando muito amor,
e sua obra será tida,
nas penadas da lida,
como de nosso poeta maior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário