Seu material foi cedido à Universidade Católica, que já trabalhava em parceria com o preservador da memória da cidade. Desde então, esse acervo vem sendo digitalizado (veja o post neste blogue) e está à disposição de quem queira cópias.Hoje, o projeto "Pelotas Memória" mantém o quiosque de Nelson Nobre e nele expõe partes de sua coleção. Esta semana, veem-se reclames antigos e fotos de ruas de Pelotas em diferentes épocas. Por exemplo: Quinze de Novembro esquina General Neto, em 1909 (esq.).
Na Sete de Setembro com Andrade Neves (dir.), via-se o anúncio do Bule Monstro, lado sul; nesse cruzamento, hoje está o Chafariz das Três Meninas.Ontem (9), o estudante de jornalismo Bruno, a cargo do atendimento ao público no quiosque, explicou-me alguns detalhes das fotos expostas e da temática abordada na pequena exposição; nestes dias de Fenadoce, com mais turistas nas ruas, a ideia é renovar o material com mais frequência que de costume.
Mensalmente, um programa musical da Rádio Universidade é feito na rua, ao lado do quiosque, reproduzindo uma das iniciativas de Nelson Nobre, a de evocar a música popular do século XX.
A gentileza do atendente é algo importante na comunicação com qualquer interessado, seja turista ou pelotense, e neste caso do quiosque é um fator que contribui à valorização de Pelotas e sua imagem. O profissionalismo e a estabilidade do trabalho ao redor deste projeto de preservação ajudam a mostrar nossa cidade de forma positiva aos visitantes.
Aproveitando para recordar a pessoa de Nelson, posso comentar que seu entusiasmo pela nossa história e sua capacidade de contato pessoal eram tão grandes que ele passava todo o dia falando com quem passasse por ali, da forma mais amistosa e motivante, na linguagem mais apropriada a cada um. Aos turistas oferecia informação gentilmente, falando das características de Pelotas; os pelotenses, conhecia-os pelo nome e comentava detalhes mais próprios de nossa realidade.
Nem todos talvez entendessem essa paixão pela pesquisa; talvez muitos o vissem como simples saudosista - sintomas ambos de baixa autoestima do pelotense e falta de consciência social e histórica.Lamentável amostra desses sintomas está também no vandalismo: à direita, atrás do anúncio, vê-se o toco que restou de um poste metálico decorativo, arrancado por algum antissocial ou perturbado.
Não quer dizer que a cidade tenha perdido sua cultura, mas que a pobreza e o autodesprezo têm ido crescendo em nosso povo. Chegam a roubar maçanetas das portas, e isso deve ser tratado como signo de uma decadência social importante, deve ser prevenido e subsanado.
Fotos de F. A. Vidal.

Inaugurado em 1833, hoje é o mais antigo Teatro brasileiro em funcionamento. Seu nome é uma homenagem ao dia em que D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho. A configuração atual é resultado de total remodelação ocorrida em 1916. Situa-se na Pç Cel Pedro Osório, Zona Central de Pelotas.


























O Ateliê Giane Casaretto preparou neste primeiro semestre uma forma de homenagear simultaneamente, com seu desempenho artístico e técnico, o centenário da imigração japonesa no Brasil e a pintura dessa cultura oriental.




