

Neste ponto, a autora remete o leitor a uma foto que mostra um azulejo num edifício na Barão de Santa Tecla. Nós que moramos aqui não reparamos que entre a Bento Gonçalves e a Dr. Amarante há casas adornadas com azulejos, inclusive com versos escritos (dir.) e figuras sacras (esq.).

A pesquisadora em história gaúcha percorreu várias cidades da Zona Sul, buscando valorizar o patrimônio material e imaterial da região. Em Pelotas, informou-se dos empreendimentos da UFPel, dos projetos simonianos e do abandono de prédios como a estação ferroviária. Mas foi no setor saladeril que ela focou sua atenção de historiadora.
No Passo dos Negros, a imponência da estrutura do Engenho Coronel Pedro Osório. Tenho certeza, o cotidiano ali tinha vida própria. O Areal, ponto de referência de um ciclo econômico importante, conserva ainda casas em quadra, no entorno das sedes das antigas charqueadas, moradias com características do primeiro momento do povoamento.
Em outra foto, vê-se a Rua das Traíras, hoje denominada Comendador Rafael Mazza, em homenagem ao empresário italiano (não "Rafael Dias Mazza", que era seu filho). A professora finaliza o artigo assim:
Sei que ainda não vi tudo, que preciso e quero voltar e ver a cidade ainda mais bela e mais valorizada. Que os sentimentos de pertença e de identidade se apoderem dos pelotenses e daqueles que adotaram Pelotas para viver.
Fotos de F. A. Vidal.
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