
Chegou há 20 dias a Pelotas, contratado pela UCPel, e com sua simpatia gesticuladora e sua fala acelerada está adaptando-se rapidamente a nosso clima natural e social. Mais especificamente a nosso ambiente linguístico, ao nosso texto e ao nosso discurso, o que em português normal se diria: o sotaque, as expressões, as contradições, as omissões, as ênfases da linguagem dos pelotenses.

Como filósofo da linguagem, Bakhtin propõe uma translinguística, que inclui todas as formas de expressão como gêneros a ser estudados por uma disciplina comum. Não só os formatos escritos e falados (poemas, artigos, reportagens) seriam gêneros do discurso, mas toda organização de informações: lista de compras, sermão, notícia de TV, rótulo de mercadoria, canção pop, coreografia de chacrete, posts de blogue (os exemplos são meus, não de Bakhtin).

Da mesma forma, os textos se apresentam, em cada gênero, segundo certas regras formais e com seus conteúdos mais explícitos ou mais simbolizados. Às vezes, as mensagens já pressupõem as respostas possíveis. Por razões implícitas no gênero, no discurso ou no texto é que certos blogues têm mais leitores que outros, ou certos posts despertam mais interesse.
Fotos da web.
Um comentário:
Conferi e a aula estava realmente muito interessante! Seja bem-vindo, prof. Adail!
Parabéns pela matéria, Francisco!
Bj! Tê!
Postar um comentário