

Como os carros estacionam ali o dia inteiro, os passantes se veem obrigados a caminhar pela rua, contra o intenso trânsito que provém da Fernando Osório e da Pinto Martins.
Nem aqui nem na chamada "curva da morte" há sinaleiras, e no resto da cidade elas estão sendo poupadas. A prefeitura tem investido mais em projetos que asfaltam, para melhoria do movimento de carros, mas deixam para trás o pedestre, que insiste em andar pelas ruas com sua fragilidade, precisando de semáforos para não causar acidentes, às vezes sem olhar para os lados certos e sem respeitar Sua Majestade Automobilística.

Sabe-se de ruas e calçadas estreitíssimas, especialmente em cidades europeias, mas aqui em Pelotas temos uma calçada que parece mover-se, num apertamento beligerante contra uma casa inoportuna. Vale também mais de um estudo antropológico sobre a animização e a projeção de conteúdos psicossociais no espaço urbano.
Os moradores não têm a mesma motivação científica. Já tentaram pedir à prefeitura que ampliasse a calçada, mas só obtiveram a promessa de receber os materiais, tendo os vizinhos que contratar a mão-de-obra por sua conta. Ninguém se animou a invadir a rua fazendo uma nova calçada, o que deveria ser função do poder público. Nova confrontação, onde o lado que vai ganhando é o dos técnicos municipais.

Se a própria Prefeitura está ampliando calçadas na Rua General Osório (entre Floriano e Sete), por que não fazer na Professor Araújo algo pelo bem dos moradores e passantes?
Fotos de F. A. Vidal.
Fotos de F. A. Vidal.
2 comentários:
Isso é somente falta de civismo do proprietário que avançou sobre área que deveria ceder ao público.
Toda calçada, apesar do nome "público", é cedência do proprietário e demonstração de cortesia e educação cívica.
Por "incresça que parível" educação cívica tem à ver com não sonegar impostos, não furar fila e respeitar e cobrar o respeito à todas normas civilizadas, inclusive o código de posturas municipais.
Ora, esta casa é antiga.
O proprietário nem sabia que a cidade ia passar por alí.
Estes pequenos detalhes de uma cidade é que a caracterizam e a tornam diferente das outras.
Imaginem secar Veneza.
Alargar as ruas do Pelourinho.
Deixem a calçada como está ...
Ela pode ser até atração e compreensão para os mais novos, de que a cidade outrora foi diferente.
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