

A jovem pelotense investigou sobre a fabricação dos ladrilhos na Fábrica de Mosaicos, e desenhou umas 40 peças, que foram exibidas em público de uma forma original para um artista plástico: num desfile de moda, com modelos vestindo as criações.
Os mosaicos de piso ou "tijoletas", como as conhecemos em Pelotas, são hidráulicas por seu método de fabricação, cuidadoso e demorado, feito por pressão de água.

Essa ação unitária transmitiu um sentido de ousadia, amizade e sintonia grupal, revelando as capacidades de planejamento e gestão social da artista.
Os vinte jovens, homens e mulheres, desfilaram descalços, dando a cada roupa seus movimentos e atitudes pessoais,
sorrindo ou sérios, relaxados ou levemente tensos, alguns mostrando que era sua primeira vez na passarela, outros parecendo profissionais.


Seguindo o estilo dos criadores de roupas, Gracia saiu no final e foi aplaudida e ovacionada (esq. e abaixo). Com mérito, pois estava integrando talentos como autora gráfica, diretora de produto, coordenadora cênica e preparadora da equipe humana. E ainda poderia ter sido uma das modelos, pois tem a figura esbelta e a elegância segura dos movimentos.

A julgar pela idade dos modelos, poderia pensar-se que as roupas foram concebidas somente para jovens, mas esse detalhe somente se derivou do modo de conformar a equipe.
Se houver um próximo desfile destas estampas, uma parte de crianças e uma de adultos mais maduros permitirá explorar as grandes potencialidades desta ideia.

Um lugar com mais natureza - ou com ladrilhos - também ajudará a valorizar o sentido urbano deste conceito milenar, e tão característico de Pelotas.
Fotos de F. A. Vidal (1-5 e 7) e Rafael Takaki (6)
Fotos de F. A. Vidal (1-5 e 7) e Rafael Takaki (6)
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