Em 2009, ela representou um aspecto do conto de Simões Lopes Neto "Os cabelos da china" (veja a nota), como parte de uma exposição que resgatou trabalhos de um concurso artístico realizado em 2008. Os artistas plásticos realizam este tipo de atuações que jogam com o concreto e o simbólico, mas fico em dúvida se este gênero não deveria considerar-se parte das artes teatrais ou cênicas.
Ana utiliza seu próprio corpo como material para representar o uso e abuso que a mulher sofre na sociedade. O estímulo à reflexão - mais uma ação social do que uma obra artística em si - pode ampliar-se para a dor que todo ser humano sente na opressão e perda da liberdade, seja como indivíduo ou como grupo social.

Encadeou-se a si mesma no chão do último andar, num espaço aparentemente desenhado para esse fim, e ali permaneceu por vários minutos, à vista de todos, impossibilitada de libertar-se e de comunicar-se. O trabalho se chamou "Chave Mestra".
A provocação serve para debater sobre o uso social do corpo, sobre a opressão da alma e a escravidão humana, sobre a vitimização dos doentes e dos loucos, sobre a perda da vontade, dos desejos e da dignidade humana.
Foto: Guitavares (Flickr)
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