
Francisca é rio-grandense-do-norte radicada no Rio Grande do Sul há alguns anos (leia nota), e tem mostrado seu trabalho em mostras individuais e grupais, revelando-se agora como curadora com habilidades para, junto aos colegas artistas, dar uma poderosa mensagem à sociedade em geral, em prol da integração humana por sobre as barreiras de idioma, cultura e distância.
Oito criadores brasileiros, dez estrangeiros e ela mesma foram reunidos virtualmente numa casa que funciona como escola de idiomas, onde ela própria estuda francês e obteve ajuda para escrever em espanhol a vários dos artistas.
Uma regra geral para a exposição era que os autores lhe enviassem as dimensões das obras ou as instruções para que ela compusesse fisicamente o artefato ou instalação, ou seja, que não lhe dessem a obra pronta.

Daniel Gómez Naranjo também não enviou o trabalho, escolhendo um que ele havia deixado em Pelotas quando de sua visita há uns meses, a "Bomba" (veja nota).
Os demais mandaram pela internet: fotografias, desenhos, um vídeo e as instruções para compor um móvel cheio de tijolos - este foi o caso da mexicana Violetha Vite e sua obra "Gavetas" (abaixo), uma simbolização de países engavetados em fronteiras e leis rígidas.

Alguns dos que se encontravam longe receberam pela internet fotos da inauguração, enquanto ela ocorria. Destacarei em próximas notas alguns aspectos desta exposição, que se encontra na Escola Idiomas, Rua Tiradentes nº 2582, até 11 de dezembro.
Visitação de segunda a sexta das 13h30min às 21h e sábado das 9h às 16h. Podem agendar-se visitas guiadas em português, espanhol, inglês e francês (fone 3303.1976).
Foto de F. A. Vidal (2)
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