Ainda não existiam nesta esquina o edifício do Banco do Brasil (veja histórico) nem o vizinho Grande Hotel (leia história), inspirados em modelos europeus e terminados ambos em 1928.

Possivelmente a fotografia acima seja a mais tardar da década de 1920, mas hoje poderíamos perguntar-nos: mesmo sem leis de conservação de patrimônio e com as mudanças dos tempos ao longo do século XX, o que mudou neste lugar tão nosso?

Alguns se sentem incômodos pela decadência e lamentam a falta de renovação, inconscientes do valor social e histórico deste espaço urbano; outros tentam valorizá-lo mediante estudos antropológicos e projetos turísticos, ainda como vozes no deserto.
Talvez o século XXI nos permita integrar melhor o que perdemos com a utilização benéfica do que podemos lembrar com agrado, e assim ressurgir com uma proposta propriamente nossa, em vez de afundar-nos e afogar-nos nas águas da Bacia de Pelotas.
Foto 2: F. A. Vidal
2 comentários:
Esses fios de luz / telefone são horriveis. Quando será que a prefeitura vai tomar a inteligente decisão de enterrar esses ao redor das areas mais preservadas?
Em toda a cidade, os fios enchem a visão, mas perante os prédios históricos as fotos ficam poluídas.
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